PELA EXECRAÇÃO DO SOCRATISMO

«Passados quase 40 anos, em Portugal, um primeiro-ministro foi ouvido a combinar com um suspeito num processo crime, negócios do Estado, envolvendo várias empresas privadas. Negócios que contendiam com o Estado de Direito e que afrontavam notoriamente as regras desse mesmo Estado de Direito, sem margem para dúvidas de alguns magistrados que as ouviram. Ninguém se incomodou particularmente e o presidente da República, se calhar entendeu isso como um mero fait divers que lhe estragava o calendário eleitoral. Pois bem. Não só essas escutas foram destruídas por ordem judicial, como outras escutas do mesmo processo, referindo-se ao mesmo assunto de Estado e que comprovavam sem margem para dúvidas de alguns deputados do nosso parlamento que os indivíduos escutados se preparavam para subverter algumas regras do Estado de Direito, foram publicadas em jornais. Mesmo assim, um dos visados instaurou uma providência cautelar contra um jornal  Sol  que anunciara previamente (e estupidamente, diga-se de passagem) que iria publicar algumas dessas escutas. As razões que sustentavam a acção cautelar eram a violação da privacidade do escutado (!), como se o assunto que tratou fosse um almoço de família e ainda a violação de segredo de justiça que tal implicava, quando algumas dessas escutas demonstravam a violação, sim, mas vinda da própria investigação e que os favoreceu!» José

Comments

floribundus said…
má-gistratura
(meretríssimos no meu tempo de Coimbra)

de cócoras para cima

sobranceira para baixo

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