Portugal não é uma democracia. É uma partidocracia. A corrupção grassa. Os partidos legislam em seu proveito. A coisa pública é olhada como se olha um labirinto ou se reage ao vento. Os governos são absolutamente opacos e decidem com base em calculismos de duvidosa bondade, basta ver o papel dissolvente que o antigo ministro da Agricultura Jaime Silva teve na indústria transformadora ou no bloqueio dos fundos comunitários. Quando em maioria, a transparência das democracias e o prestar contas das democracias dão lugar a outra coisa: o acréscimo do emprego político e o assédio sobre quaisquer vozes de zelo crítico. Os Governos empregam quem querem, oprimem quem querem, manipulam a seu bel prazer. Cavaco gerou filhos espirituais como Dias Loureiro ou Oliveira Costa que não abonam nada a favor de Cavaco, um homem recto e sério com tiques unilaterais. Sócrates ele mesmo já é um problema de higiene, mas gerou filhos espirituais como Vara ou Rui Pedro Soares que resumem tudo o que há a resumir sobre o socialismo rapace, devastador. Que o Povo lhes perdoe a paternidade é lamentável. Com uma passividade negra e contumaz nos suicidamos colectivamente e quem se preocupe e opine a contracorrente é treslido ou acusado de tresler.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
1 comentário:
Que Portugal não é uma democracia é uma verificação do óbvio, que já é patente há muito. "Partidocracia" está bem observado; eu acrescentaria "corruptocracia" pois só com a agitação do vil-metal em frente a focinhos salivantes e olhos famélicos 'alguma coisa' se vai fazendo no dia-a-dia das gentes submissas e pequenas: emprego para a mulher na câmara, contratozito para abrir buracos no passeio, ambulância e tapete-fitness para a sogra, estágio-tachito num instituto para a cachopa, etc, etc. A "Democracia" não nos serve; não nos assenta bem. Para que esta funcione é necessária educação. E patriotismo, e sentido do dever, e civismo, e trabalho pelo simples gosto do trabalho, e vontade de fazer, e respeito pela Lei (Lei que supostamente se conhece e que se ajudou a escrever, a 'Lei da terra'), e tudo isto bem enraizado no cerne do cidadão. A Holanda, reunião sólida de 7 fortes e autónomas Províncias (ricas...) é um modelo que não está simplesmente ao nosso alcance macaquear. Aqui não vinga Lei, nem respeito, nem dever. Aqui dever-se-ia abandonar definitivamente a palhaçada igóbil da simulação-democrática. Se é liberdade individual e espiritual que se pretende conservar, então cheguemos todos à conclusão rápida que não é necessária a democracia para tal. Não haver oficialmente democracia teria uma enorme vantagem: a não existência legal de partidos, mais as suas opacidades, vilanias, cleptomanias, burlas, saques, roubos disfarçados de legalidade e penduranços. Invente-se outro sistema. A estafada frase de Churchill está deslocada, e não se aplica ao mundo de hoje - mas sim a uma sociedade defunta que desapareceu com o Estadista. Ao menos 'em ditadura' todos os governantes são bem conhecidos e vigiados por todos. Invente-se pois outro sistema; um equilíbrio entre cidadãos, tropa, tecnocratas e tribunais; e alguma violência a tempo (a necessária e suficiente). Invente-se qualquer coisa alternativa, porque "esta coisa-democracia" será o nosso fim e a nossa definitiva dissolução num mar de banalidade incaracterística e acastanhada.
Ass.: Besta Imunda
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