Sócrates não nasceu ontem. No auge da rejeição popular perante o espectro de esfolamento cívico, abismo fiscal, tragédia laboral, a que displicentemente nos trouxe e que o ano adveniente consagrará nas suas medidas mais brutais, o que fazer? Como durar e, com ele, a horda de sanguessugas socialistas? Sócrates sabe que tudo se lhe perdoa porque a memória de curto prazo de um povo rebaixado e grunho, decadente e passivo, joga a seu favor como de tantos outros Primadonnas que se eternizam com o pé no pescoço mediático do controlo informativo — Putin, Berlusconi Chávez, al-Khadafi — tantos pecados, tantos abusos e erros depois, tanta obstinação estúpida e ofensiva do bom senso, basta esperar que nos passe a dor das últimas traições e ferroadas governamentais. A quadra ajuda porque distrai. E agora, mais que plácido e sorridente, simplesmente escarninho, deu um monólogo à TSF e ao DN, com teleponto por cima da cabeça do entrevistador e perguntas combinadas, onde transborda em peçonha ridente. Diante de um bajulatrónico Marcelino babado, assevera que terminará a legislatura. Eis a mais recente ideia peregrina. Ainda a provocação e a politiquice de bolso a fim de sobreviver ao minuto com complementos de alma danada. Talvez se tenha convencido de que a sua salvação esteve e estará em rastejar pelo auxílio de Lula, arrojar-se pelo apoio de Hu Jintao, suplicar pela mão de Ramos-Horta. E obtê-los como espórtula de durar mais ainda num Poder que não merece, não respeita nem honra. Uma imoralidade nunca vem só.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
domingo, dezembro 12, 2010
NOVA IDEIA PEREGRINA
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