DETECTOR DE BRASILEIROS
Palavrório e mais parlapié e depois acções completamente no sentido oposto das palavras gastas, rotas, esvaziadas, eis hoje e sempre José Sócrates, resiliente na retórica do dia-a-dia, empatando a Situação, perdurando para além da realidade, nunca se tocando como um louco não se toca. Cavaco Silva será o seu novo saco de desculpas. Para que servem as Rádios, as TVs e os Jornais? Para veicular as mensagens de encher, visando PSD, Presidente, os mesmos moinhos de vento sobre que quixotescamente investe, na infinita batalha mediática: «o País necessita de convergência e de confiança» blá-blá; «A força de um Presidente reside na sua palavra» blá-blá; «Não deverá haver nenhum equívoco entre a função do Presidente e a do Governo, que é governar.» blá-blá; «A força de um Presidente reside na sua palavra. Quanto mais isento for, quanto mais distante se mantiver dos partidos» blá-blá. Pároco de Portugal, está à espera que passe a borrasca que o desacredita. Efectivamente, governar é que não acontece. A máquina de detectar sound bytes está ligada como se fosse um detector de brasileiros na rua pelo ar e pelo andar. Navegar slogans continua intacto. Não é possível viver para o show mediático e aproximar-se da realidade pungente para que atirou os portugueses. Mais um dia miserável à tona do próprio lixo fingindo atacar o BE quando não lhe poderia estar mais grato.
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acabamos todos de sapatilhas rotas