O SOZINHÊS SOCRATISTA
Não compreendo a queixa de solidão de José Sócrates. Que o Governo se sinta sozinho nas medidas desesperadas em decurso é naturalíssimo, pois desgovernou o País para governar em favor exclusivamente dos seus, negociatas mil, numa lógica fechada e autista ao clamor das gentes, com imensas crueldades, imensas vítimas, dispersão e desunião com que reinou. Corporativismo absoluto e puro. A queixa da solidão é, portanto, cínica, maligna como tudo o resto que o socratismo pariu. Um Governo que sempre agiu no pressuposto aconchegante de engordar os seus e promiscuar o Estado para os seus, pressionando jornalistas e opinadores, viciando números e factos, só tem a desolação que merece e, quanto a deserto, quanto a bicha solitária e a abandono interno e externo, ainda a procissão vai no adro. Não se pode conferir qualquer importância ao sozinhês deliberado socratista.
Comments
Cumpts.
e
mal acompanhado
basta de andar feito parvo a gozar conosco