POR CÁ, TSUNAMI É PEC IV
Ei-lo, o PEC IV. Ei-la, mais austeridade e cortes a caminho, como uma facada nas nossas costas. Aos bochechos e com o olho no Resgate Europeu. Mas cumpre estar só parcialmente de acordo com o corte médio nas pensões a partir de 1500 euros acabadinho de anunciar pelo Ministro das Finanças-Calamidade e dos Buracos, corte de 5%, com um máximo de 10% porque há, no Regime, um grave problema a corrigir nas abissais reformas mais altas, reformas acumuladas, por um lado, e, por outro, reformas baixíssimas, indignificantes do cidadão todos os meses escolhendo entre alimentar-se ou comprar medicamentos essenciais. Desconfie-se tratar-se de uma «contribuição especial, de carácter extraordinário.», conforme se ressalva. Isso é o que manda dizer sua majestade inamovível Primadonna atarefada no resgate do próprio pescoço, servindo os efeitos negros do despesismo eleitoralista sôfrego em 2009. Outra coisa habita a cabeça do ministro. Poderá rapidamente transformar-se em definitiva. De resto, Teixeira dos Santos apresenta mais do mesmo: alienar os últimos anéis, rapar os fundos do tacho nacional das magras receitas, e preservar a todo o transe os dedos-tachos da despesa, uma vez que esses tachos-dedos são socialistas, colonizaram toda a Administração Pública, tentacularizando-a, desde há quinze anos, dando manifestas provas de 'bons serviços' como atesta a actual situação calamitosa nacional. Não é por acaso que o slogan Defender Portugal é, na verdade, Defender o PS, essa tribo próspera, casta à parte: o ministro anunciou ainda uma redução de 10% nos serviços e fundos autónomos e a obtenção de receitas adicionais através da atribuição de concessões ou da alienação do património imobiliário na Administração Pública.
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