AINDA SÓCRATES EM DELÍQUIOS DE DELINQUÊNCIA
Os causadores de sofrimento às nações, aqueles que são responsáveis por grandes e graves desastres nacionais, normalmente, dada a sua sociopatia, não podem compreender o que seja sofrimento alheio. Como água em pena de pato, tudo o que nós somos, sentimos, padecemos por causa das suas medidas, por causa dos seus amiguismos, por causa das suas cumplicidades criminosas, é-lhes infernalmente alheio. Jamais assumem responsabilidades ou se deixam penetrar por um sincero e compungido remorso. Daí que alvitrar que as dívidas dos Estados soberanos são eternas e que «pagar a dívida é ideia de criança» constitua todo um sistema de vida absolutamente imoral. O que se faça para pôr em causa a eternidade de Portugal — os filhos que não nascem [mortos por um Sistema de Saúde pervertido], a riqueza que não se distribui, a vida comum que se atomiza e torna desigualitária, assimétrica —, tudo isto é crime e duplamente crime se a gestão do País, como a gestão da dívida, ficaram subordinados à gestão da divina imagem de Sócrates, aos apetites caprichosos de Sócrates, aos delíquios delinquentes, criminosos, de Sócrates, à desvairada paixão de Sócrates por si mesmo e pelo exercício do Poder, não como um serviço à comunidade, mas como um servicinho à facção, aos interesses e poderes económicos devidamente aliciados e aliciadores. Venceu a arrogância e a vaidade. Perdemos todos. Tudo. Sócrates paira como um corvo de mau augúrio sobre o nosso destino comum, se não for devidamente higienizado e confrontado com toda a lixeira que produziu, o aterro insalubre para onde nos enfiou.

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Comments
http://www.usdebtclock.org/world-debt-clock.html
A questão é mesmo saber gerir...
Nada me dói por Sócrates, ou por qualquer socialista, logo o motivo deste comentário não se enquadra nesse prisma.
Ainda ontem propositadamente te lancei um repto na esperança de te ver comentar os jobs 4the boys laranja. Não o fizeste, estás no teu direito, evidentemente.
Tenho-te como alguém mordaz e eloquente mas estás a tornar-te demasiado previsível. Quando se lê um título de um artigo teu já se sabe o que, com mais ou menos verborreia, se irá encontrar. A tua capacidade para analizar o real, pensá-lo e dele formular comentários é imensa, mas está completamente obnubilada pelo teu ódio ou interesse em atacar os mesmos.
Nem todo o mal que hoje padecemos tem origem em Sócrates. Nem tudo o que este Governo faz, como tem sido perfeitamente visível, é bom.
Se não o consegues ver é porque padeces de uma estreiteza de visão milhares de vezes superior à de um qualquer socialista que tanto odeias.
Caso o consigas ver mas estejas apenas a defender algum interesse que não o salutar manifestar da tua opinião, convém que te assumas, caso contrário não passarás de um hipócrita.
Espero que não o sejas. Nem hipócrita nem curto de vistas.
Se to digo é porque, ainda assim, tenho algum tipo de respeito por ti, caso contrário pura e simplesmente serias incluído nos ignoráveis.
Veremos quem serás.
Cumps.
Mas uma coisa garanto: não pouparei o mal político em Portugal e não terei contemplações para com os mesmos comportamentos que sempre verberei e condenei.
Peço-te, Arame, isto: flagela-me sempre a vaidade, se a encontrares, o meu lado tendencioso, a minha parcialidade. Educa-me a isenção e a liberdade de opinar porque o que mais desejo e amo é o Bem de Portugal e não creio que o meu coração seja como o inferno, consabidamente cheio de boas intenções.
Um Abraço e um Louvor Sincero.