AINDA SÓCRATES EM DELÍQUIOS DE DELINQUÊNCIA

Os causadores de sofrimento às nações, aqueles que são responsáveis por grandes e graves desastres nacionais, normalmente, dada a sua sociopatia, não podem compreender o que seja sofrimento alheio. Como água em pena de pato, tudo o que nós somos, sentimos, padecemos por causa das suas medidas, por causa dos seus amiguismos, por causa das suas cumplicidades criminosas, é-lhes infernalmente alheio. Jamais assumem responsabilidades ou se deixam penetrar por um sincero e compungido remorso. Daí que alvitrar que as dívidas dos Estados soberanos são eternas e que «pagar a dívida é ideia de criança» constitua todo um sistema de vida absolutamente imoral. O que se faça para pôr em causa a eternidade de Portugal  os filhos que não nascem [mortos por um Sistema de Saúde pervertido], a riqueza que não se distribui, a vida comum que se atomiza e torna desigualitária, assimétrica , tudo isto é crime e duplamente crime se a gestão do País, como a gestão da dívida, ficaram subordinados à gestão da divina imagem de Sócrates, aos apetites caprichosos de Sócrates, aos delíquios delinquentes, criminosos, de Sócrates, à desvairada paixão de Sócrates por si mesmo e pelo exercício do Poder, não como um serviço à comunidade, mas como um servicinho à facção, aos interesses e poderes económicos devidamente aliciados e aliciadores. Venceu a arrogância e a vaidade. Perdemos todos. Tudo. Sócrates paira como um corvo de mau augúrio sobre o nosso destino comum, se não for devidamente higienizado e confrontado com toda a lixeira que produziu, o aterro insalubre para onde nos enfiou.

Comments

Anonymous said…
Que País não tem divida?
http://www.usdebtclock.org/world-debt-clock.html
A questão é mesmo saber gerir...
Anonymous said…
Foi assim que ele estudou, na Universidade onde lhe ensinaram a estar 5 anos no poder e ajudar a família no valor de 304,995 milhões de EUR geridos nas Cayman pelo BNC da empresa Medes Holding. Não sou eu que digo, está no site oficial do Partido Socialista. Ah, espera, é capaz de já ter sido apagado, como as escutas. Porque é que os colegas da Universidade não lhe perguntam como se faz tanto dinheiro a governar um país. Assim ficariam também com uma eterna dívida de gratidão.
Unknown said…
Fico muito desiludido quando te leio.
Nada me dói por Sócrates, ou por qualquer socialista, logo o motivo deste comentário não se enquadra nesse prisma.

Ainda ontem propositadamente te lancei um repto na esperança de te ver comentar os jobs 4the boys laranja. Não o fizeste, estás no teu direito, evidentemente.

Tenho-te como alguém mordaz e eloquente mas estás a tornar-te demasiado previsível. Quando se lê um título de um artigo teu já se sabe o que, com mais ou menos verborreia, se irá encontrar. A tua capacidade para analizar o real, pensá-lo e dele formular comentários é imensa, mas está completamente obnubilada pelo teu ódio ou interesse em atacar os mesmos.
Nem todo o mal que hoje padecemos tem origem em Sócrates. Nem tudo o que este Governo faz, como tem sido perfeitamente visível, é bom.
Se não o consegues ver é porque padeces de uma estreiteza de visão milhares de vezes superior à de um qualquer socialista que tanto odeias.
Caso o consigas ver mas estejas apenas a defender algum interesse que não o salutar manifestar da tua opinião, convém que te assumas, caso contrário não passarás de um hipócrita.
Espero que não o sejas. Nem hipócrita nem curto de vistas.
Se to digo é porque, ainda assim, tenho algum tipo de respeito por ti, caso contrário pura e simplesmente serias incluído nos ignoráveis.
Veremos quem serás.
Cumps.
joshua said…
Arame, dou-te plena razão. O ódio a tudo o que o socratismo representou e ainda representa cega-me e, mesmo tendo consciência disso, não o tenho conseguido redireccionar contra comportamentos eventualmente equivalentes, venham de onde vierem que, concedo, podem estar vindo de este PSD, do lado deste PSD que é igual à cara ou coroa do PS socratista.

Mas uma coisa garanto: não pouparei o mal político em Portugal e não terei contemplações para com os mesmos comportamentos que sempre verberei e condenei.

Peço-te, Arame, isto: flagela-me sempre a vaidade, se a encontrares, o meu lado tendencioso, a minha parcialidade. Educa-me a isenção e a liberdade de opinar porque o que mais desejo e amo é o Bem de Portugal e não creio que o meu coração seja como o inferno, consabidamente cheio de boas intenções.

Um Abraço e um Louvor Sincero.
Anonymous said…
Claro que o Eng.Sócrates tem toda a razão .O problema do país é o seu crescimento e não tanto a sua dívida .A situação crítica actual é consequência da impreparação da nossa economia aquando da entrada no euro e do colete de forças a que ficámos sujeitos posteriormente.E são estas circunstâncias , que se mantêm , que vão dificultar a redução da dívida para níveis aceitáveis ,sobretudo com a política contraccionista deste governo de redução brutal do poder de compra e nenhum investimento.É alarmante e angustiante ,na cidade onde vivo , o ritmo de abandono de pequenas empresas e do aumento do desemprego. Grande parte da população não tem tecursos e os que os têm não consomem.É a consequência de não se ter repartido de modo equitativo os sacrifícios a que fomos sujeitos.

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