BARRETO E O DURO ABRIR DE OLHOS GERAL
A magnífica entrevista de António Barreto ao i, dada a sua meridiana claridade, deveria representar objectivamente o fim de quaisquer veleidades e pretensões malignas da parte da tribo troglodita socialista, porém um Povo imbecilizado e enganado alegremente por técnicos em toda a espécie de dolo, nos media e nos gabinetes conspirativos do Partido Socialista, um Povo que mal abre os olhos a cassandras como Medina Carreira e outros, desgraça-se. Essa desgraça, mesmo estando à vista nos efeitos e autoria, furta-se a juízo ou julga como culpados os mais inocentes dela. Para além disso, que diferença entre este grande português, António Barreto, e a espuma dos Júdice, dos Pacheco, dos Santana, e tantos quantos se rojam asquerosamente pela merdosa neutralidade, pela amorfa ambiguidade ou pela dúvida metódica deletéria!
+%E2%80%94+Pieter+Bruegel+(1564-1638)+%E2%80%94+Kunsthistorisches+Museum,+Viena.jpg)
Comments
O pec IV é rejeitado. José Sócrates considera que não pode governar sem o apoio ao pec IV e que recorrer ao fundo FMI/UE/BCE é prejudicial para o país, por isso, a única solução será a relegitimação política, através da realização de eleições. Ou seja, considera que não existe outra alternativa possível, porque, insisto, o FMI é prejudicial ao país.
Todos recordamos o «não governo com o fmi»? não recordamos? Recordamos sim! [o engraçado é que para eles agora não é FMI, agora é TROIKA!!]
Teixeira dos Santos num acto de lucidez diz basta e impõem, de forma pública, ao Primeiro-Ministro o pedido de auxílio às três entidades referidas (algo que este jamais lhe perdoará).
Ilação?
A justificação para a realização de eleições deixa de ter fundamento, porque embora rejeitado o pec IV, afinal sempre aceitava outra alternativa que não implicava a convocação de eleições. Relembre-mos que publicamente o PSD se tinha manifestado a favor de uma vinda do FMI, e não, não daria cambalhota nenhuma, pois tomada a decisão de pedir auxilio, para a qual o governo tinha toda e repito TODA a legitimidade (não a teve agora??), não lhe restava alternativa senão dizer, como agora, sim senhor!!
Resumo:
A crise política é da responsabilidade de José Sócrates.
A demissão foi por ele defendida na base dos pressupostos que o próprio enunciou.
Se ele refere que as condições económicas se alteraram com a demissão, resultado do chumbo do PEC IV (quanto muito aceleraram), o responsável é só e únicamente ele, pois deveria ter previsto isso mesmo, e face à situação do país pedir auxílio externo antes de se demitir, que afinal, sabemos hoje, até é bom.
As alternativas eram demissão ou FMI. E ele considerou que o FMI era mais nefasto que a demissão, mas depois a demissão trouxe o FMI, (que agora já é bom!!!).
Sr. Sócrates para além de principal responsável pela crise política, é-o pela económica e se ganhar as eleições na base de pressupostos falsos, talvez pela social.
O Jumento, já deu mostras do seu agrado pelo publicado.
Também eu, num bilhete a mandar ao I.
Veremos.