sexta-feira, agosto 31, 2012

PARVO MITT ROMNEY, PERIGO AO LARGO

«A única boa notícia à vista na economia mundial, como já aqui escrevi, é a de que a população mundial tende a crescer dos atuais sete mil para os nove mil milhões até 2050. É na Ásia, África e América Latina que mais consumidores suscitarão maior crescimento económico. Se abdicarmos desses mercados estamos condenados a morrer pobres e velhos e a vermos os melhores trabalhadores e as melhores empresas a emigrarem da Europa (e não apenas de Portugal) sem fazer retornar riqueza para o velho continente. Mas isso só faz sentido se a Europa e os Estados Unidos impuserem um padrão ético, social e ambiental ao Mundo. Ninguém mais tem autoridade moral para o fazer. Se isso não acontecer estabelece-se um standard onde a lógica de mercado mais selvagem ou o arbítrio de ditadores de esquerda e direita é a lei. E isso quer dizer menos direitos sociais, desrespeito pelo ambiente e corrupção. Daí a importância das palavras dos gurus económicos de Mitt Romney. Quando a América opta pela desregulação e menores direitos sociais, como aconteceu com George W. Bush, a prazo é o Mundo todo a pagar a fatura. A América desequilibra a globalização cada vez mais a favor da Ásia. A diferença entre Obama e Romney é, em certo sentido, essa - Obama mais europeu, Romney mais asiático. Melhor seria portanto contarmos com Obama do nosso lado para mantermos a Europa como farol de civilização do Planeta. Mas não podemos deixar de ver este perigo: uma euforia ultraliberal a impor o seu padrão em todo o lado, todos os dias. Afinal, a quem damos o nosso 'voto' no hipermercado? E qual o limite para impor impostos aos que trabalham?» Daniel Deusdado

TODOS OS NOMES DA GRANDE VERRUGA MAÇÓNICA

Tenho andado a escrutinar atentamente quem figura na célebre lista de 1500 maçons divulgada na Rede. A Maçonaria em Portugal merece-me tão ou mais engulhos que o historial rapante e rapace do PS, aliás, um e outro são quase a mesma coisa e explicam milhentas entorses e outros tantos entraves à Justiça e à Economia em Portugal. Evidentemente, ao cheiro a Poder, há trânsfugas em todos os partidos, movendo-se e movimentando-se na babugem por um qualquer lugar ou oportunidade. Talvez no Brasil e nos Estados Unidos, os maçons locais se façam reger por princípios de elevado valor moral e ético, altruísmo, filantropia, solidariedade em benefício da maioria. Duvido, mas... Em Portugal, porém, GOL, Maçonaria, não passam de Estado dentro do Estado, a verdadeira eminência parda do Regime, com o reles secretismo do tráfico de influências, da cunha deslavada, do amiguismo transversal, horizontal, meridianamente esconso, passe o paradoxo. Soares é maçon. Almeida Santos é maçon. Zorrinho é mação. E a Maçonaria parece uma Igreja Mafiosa apostada em engordar o seu poder e os seus mecanismos de impunidade até à quinta casa. Júdice é maçon?! Daniel Proença de Carvalho é maçon?! O tráfico de altos cargos ou o respectivo tirocínio a eles está de boa saúde, aliás intocado pelo tsunami de moralidade que a era Passos prometia e a Verruga Relvas dificilmente permitirá. A Maçonaria, Verruga do Regime, não merece qualquer respeito aos Portugueses. Dela, dos seus membros, são as mamas no Aparelho de Estado e os tachos fora dele. Dela e para ela, para os seus integrantes, são os lugares redundantes nas empresas públicas. Toda a Merda ao mais alto nível, tudo o que é sujo, corrupto, impune, recebe bênçãos, beijos e abraços do poder maçónico estabelecido. A baba limpam-na ao avental. O Parlamento é outra antecâmara de maçons videirinhos zelando por que a coisa lhes continue a correr tão bem como continua a correr-nos mal, cada vez pior, a nós. Décadas decorrerão sob nossa gratidão apenas porque um bando de imbecis, lista de lapas, apostados em mamar com segurança, se torna conhecida, quando passava por sigilosa, fechada, secreta. Para tanto bastou a publicação de uma singela lista de nomes de irmãos lambedores recíprocos de cus. Bendita lista, ámen! Real e verdadeira lista, rogai por vós, banais e vergonhosos vampiróides! Não haver vergonha!

ESTA NOITE, ESTAREI DESEMPREGADO

Estou absolutamente conformado com o cenário que me espera ainda hoje. Desemprego. Não é pessimismo. Não é negativismo. Não é. Estou simplesmente convencido de que, três anos depois de um período de dois anos intermitentemente desempregado do Ensino Público, dois concursos sem sorte, coisas aleatórias que por vezes correm mal nesta lotaria concursal, sei lá, voltarei a figurar entre os desempregados do País. Procuro sossegar-me. Dar música à minha ansiedade. Fazê-la mortiça. Há um lado mau e um lado bom. O lado mau é que terei de robustecer a minha cerviz, endurecendo ainda mais a minha couraça social e familiar, o que não é tarefa fácil: até o meu Pároco me atirou uma boca ponteaguda, no auge do meu coitado  e involuntário estatuto de desempregado. O lado bom é que não ter trabalho no Ensino, miseravelmente, sai muito mais barato e rentável do que, dia a dia, ir cumprir fiel e obedientemente com os deveres profissionais. Entre deslocações e alimentação, vai-se o mísero rendimento que miseravelmente, repito, miseravelmente!, um professor contratado pode levar para casa. Poderei, assim, esta noite, algures, passar a ser, de novo, mais um desses a contribuir activamente para que os custos com vencimentos saiam mais barato ao Estado Português, na cínica ventura de ironicamente a coisa também me sair mais barata a mim.

MOMENTO ÍMPAR NA HISTÓRIA DO PÉNIS

O órgão copulatório parece um canivete suíço pela quantidade de funções que desempenha
Phallostethus cuulong
Quando o Homem, cuja cabeça está no Pénis, contempla pela primeira vez qualquer coisa próxima da perfeição, no reino animal: um peixe cujo pénis está na cabeça.

MOUTINHO, UMA ESPÉCIE DE MADEMOISELLE

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Parece que é desta que o excepcional João Moutinho se vê desencravado, como as antigas mulheres doentiamente solteiras, Mademoiselle que está nos quarenta anos de idade, solteira e desesperada. Não é o caso. Trata-se de um dos melhores jogadores mundiais. Precioso, na sua função, coisa que imperdoavelmente escapou a Carlos Queiroz, para o África do Sul 2010, e foi escapando aos tubarões europeus. Talvez comece em breve o exercício de alguma justiça numa carreira tão regular, em desempenhos de excelência, recheada de ambição e carácter.

DUAS CARAS ESFUZIANTES DE FELICIDADE

[foto de la noticia]
Nítida e notória a satisfação de Leonel Messi e Cristiano Ronaldo.
Com eles, o Planeta Futebol nunca será o mesmo.

COLORAÇÃO EXCÊNTRICA DA LUA

De vez em quando, Deus, o mundo, os anjos e os homens decidem olhar aos milhões para a coloração excêntrica da lua, mas só Mourinho nasceu com o cu voltado para ela.

O VELHO CLINT PALHAÇOWOOD


                                «You want to make my day? MAKE MY DAY

MAIS SACRIFÍCIOS, ISTO É, MAUS SACRIFÍCIOS

Qual é o problema de o Orçamento do Estado para 2013 implicar regressar do Além-Troyka ao Aquém-Troyka?! A Troyka não é portuguesa. A Troyka não vive em Portugal. Desconhece, portanto, o infinito e peculiar défice cívico que implica os mesmíssimos hábitos de fuga ao Fisco, sonegação de facturas, e muitas das falências oportunistas e fraudulentas que sempre tivemos entre nós à pala da Crise, dos Custos, do Diabo. Quem são os campeões da Fuga ao Fisco?! Os de sempre: os ricos. Exploram como ninguém aqueles a quem pagam mal e brincam com o Estado como o gato com o rato. Agora, a Troyka já não pode ignorar que o Processo de Ajustamento necessita ser ajustado. Há demasiado desemprego, mais alto do que a Troyka suporia. Há demasiado abrandamento económico, mais do que a Troyka imaginaria. Há uma receita demasiado abaixo do previsto pela Troyka. Apesar do aumento absurdo e generalizado de impostos, o défice desejado pela Troyka, pelo Governo e pelos portugueses para seu urgente e rápido alívio [excluindo os socratistas!], parece que não vai ser cumprido, embora os massivos despedimentos previstos (de professores, polícias e outros funcionários a mais) prometa um mal menor para as Contas Gerais, lá mais para o fim do ano. Mais sacrifícios correspondeu, portanto, e infelizmente, a Maus Sacrifícios, isto é, a piores resultados orçamentais. Mas não basta olhar para o presente. É preciso olhar todos os dias para o criminoso passado político recente, deslumbrado, sim, e decadente, também: afinal, não havia suficiente dinheiro, fruto da nossa produtividade, para ir demasiado longe no plano tecnológico. Era preciso prudência, contenção, paciência. Em vez disso, ajustes directos, dívida. Afinal, num País que não cresceu em toda a primeira década do século XXI, não havia suficientes recursos, dinheiro!, para a dita modernização económica [à tola, rios de milhões para empresas amigas], sequer para a política energética [desonesta, ilusória!], que, embora fizesse baixar a dependência externa de de 87,2 para 76,8% [grande coisa!] em cinco anos, representa, todos os meses, 50% da nossa obscena conta mensal de electricidade. O presente coloca-nos em mau estado. O passado ainda tresanda. Como ´que essa prga de gafanhotos chamada socratismo se atreve a apontar o dedo ao quinteto Troyka-Governo Passos-Portas?!

AO FEDOR DE UMA ORGIA FULGURANTE

Um ano decorrido após o Estado Português ter ficado a um mês de não poder cumprir os seus compromissos, a bancarrota foi evitada. Foi evitada graças ao PSD, ao CDS-PP, ao BE e PCP, graças aos alertas mais ou menos veementes e convenientes do Presidente da República, graças ao sentido construtivo e moderado dos sindicatos lúcidos para não reeditar Atenas, graças ao bom senso dos patrões, à intervenção cívica de alguma imprensa, à acção denunciante de jornalistas. Até ao momento em que o famigerado Governo Minoritário da Pré-Bancarrota se demitiu, após anos de orgia fulgurante entre dívidas abusivas e negócios ruinosos para o Erário, embalamos para mais longe um Primeiro-Ministro populista, demagógico, videirinho e estúrdio, nado e criado nos corredores do oportunismo partidário, o qual papagueava optimismos e amanhãs canoros. Como diz António Borges, «a situação de bancarrota desapareceu». Inverteu-se uma lógica de Estado suicidária contra a qual Medina Carreira longos anos esbravejara.

ANGOLA: É MODA MATAR PORTUGUESES

Qualquer português capaz de sintetizar um relato acerca da vida angolana, por lá viver e trabalhar, especialmente em Luanda, não foge de três pontos obrigatórios de observação habitual: 1. O angolano novo-rico, serventuário do Regime, é tipicamente preconceituoso e ressentido em relação aos portugueses. 2. Qualquer conversa onde as questões e preferências portuguesas sejam arroladas por um português, na rua, na loja, num Hotel, terá de imediato a rude censura bota-abaixista do angolano novo-rico. 2. O angolano novo-rico, rico por causa do Regime, trata o outro angolano comum, motorista, varredor de ruas, abaixo de cão. Tanto preconceito e ressentimento desagua naturalmente em mortes pontuais, habituais, de portugueses, por rivalidade, por dinheiro ou qualquer outra razão. Continua a ser interessante trabalhar lá? Continua. O bem é discreto e silencioso, nas relações humanas, nos casamentos, na confiança. O crime e a morte são sempre ruidosos sob a megafonia do horror. Quem anda à chuva, molha-se: «O empresário luso-angolano Rui Câmara e Sousa, assassinado no Lobito, em Angola, na noite de segunda-feira, terá sido executado à ordem de um rival num negócio ligado ao sector do turismo e do imobiliário. Esta é a principal suspeita da polícia local, que está a investigar mais uma morte de um português naquele país. Um oficial do Exército angolano é um dos suspeitos de ser o mandante do crime.» Público

quinta-feira, agosto 30, 2012

CIRCULA POR AÍ

Uma Família Feliz.

BOVINO SACRAL: DEMASIADOS TABUS SOB O CÉU

Os histéricos, os idiotas, os meticulosos, os escandalizados, escandalizam-se meticulosamente como se houvesse rios de dinheiro para as mesmas coisas e os mesmos vícios das últimas décadas. Perguntam-se não de que modo bulirá este Governo com a Vaca RTP Sagrada, mas por que quer ele-Governo, e a Troyka, bulir sequer nesse Bovino Sacral. Conviria que se distanciassem friamente, assim como o Estado, via Governos, se vem distanciando friamente dos professores, que evacuam, desempregam, ou mesmo dos médicos e enfermeiros, a quem pagam menos por mais, e tudo para salvar a face, salvando as contas que nos podem salvar de perdas e danos ainda piores: «...o Governo gasta anualmente 80 milhões de euros “nos museus, na preservação do património, no apoio à criação artística”, enquanto a RTP custa ao Estado “mais de 300 milhões” de euros. Isto não pode ser!» Pedro Passos Coelho

TRÊS NA LIGA ARQUIMILIONÁRIA

A Liga dos Campeões ou Liga ArquiMilionária possibilita muito mais que o mero sonho de títulos ou lugares prestigiantes. Ficar aquém da fase a eliminar transformou-se, por exemplo, em anos de cultura e hábito de vitória no FC Porto, em derrota e humilhação. Por isso é raro ficar por aí. Ao contrário do que muitos atiram prudentemente, há muito a esperar do Sporting de Braga, apesar da falta de tarimba e do Manchester United; há imenso a esperar do Sport Lisboa e Benfica, apesar dos calcanhares de Aquiles-Melga e do FC Barcelona; e imenso a esperar do FC Porto, apesar de si mesmo e de mais nada, de si mesmo, pelo menos olhando como modelo imediato a não repetir o desastre e desatino insólitos da passada época internacional 2011-2012. Boa sorte e venha de lá o dinheiro dos apuramentos, empates, vitórias e qualificações. Aqui torço pelos nossos três sem cegueira ou nojo.

ARREPIAR CAMINHO

«Em tempos normais, uma política monetária que tenta funcionar como um estímulo ao crescimento económico permitiria dar outro destino ao dinheiro amealhado pelo emagrecimento dos encargos com os empréstimos. Mas os tempos são excepcionais, e continuarão a sê-lo durante os próximos anos, porque um país que esteve a uma semana de não ter recursos para pagar os salários e pensões que dependem da saúde financeira do Estado não tem outro remédio que não seja o de arrepiar caminho.» José Cândido da Silva

PAUL RYAN, O NOVO BRONCO-REPUBLICANO

Ouvir Paul Ryan, candidato vice-presidencial, a atacar a presidência de Obama e a garantir que se Mitt Romney e ele forem eleitos irão “resolver os problemas económicos” dos Estados Unidos, é concluir
que do grande alforge bronco-republicano há mais do mesmo:
brontopompa, brontovaidade e brontoilusionismo.

CAVALO DESPOSA HOMEM

Tirando o facto de um certo tipo de poligamia clandestina ser vulgar e cultural, no Brasil, permissiva e casuística, a prática legal de alguns países vai acomodando a conveniência e é possível antever que, uma vez lassas as estremas que nos separam da barbárie ou de culturas de submissão e opressão da mulher, quase tudo será possível em nome dos apetites de cada qual ou de certas excepções expostas, como cabeças cómicas de presas insólitas, nas paredes mediáticas, sala dos troféus de caça. Uma vez que a poligamia manifestamente não faz justiça nem à realização pessoal nem à dignidade humana, neste caso, estando em causa o direito à felicidade e à caricatura social, às perguntas qual delas é a amante, qual delas a esposa, qual delas a puta, qual delas a séria, não interessa responder.

COMER, COMER, COMER

Estudos e mais estudos e mais estudos para redundar tudo basicamente nisto: «...é mais seguro apostar numa dieta saudável, variada e no exercício físico.» Público

INTERESSES INSTALADOS E POR INSTALAR

Interesses instalados angustiam-se
perante os interesses por instalar.
E assim sucessivamente.
A equação sobre o que nos será mais lesivo e pesado, se manter os interesses instalados ou acolher novos interesses ou uma nova forma de gerir recursos, sem pesar ao Erário, não pode ser um bicho de sete cabeças. Parece evidente que os inúmeros vícios instalados, as múltiplas mordomias instaladas, os hábitos e facilidades e despesas instaladas na RTP e nessa palete interminável de empresas públicas sufocadas de excepções e gregórias facilidades, são-nos mais pesados e perigosos que tudo o que possa advir de novo. Não vale a pena vir António Borges vir bater no ceguinho: há muito sabemos evidentes os rostos repetidos que vociferam em nome dos interesses estabelecidos, por exemplo, a Sibila Soares, mas esse e todos esses que se levantam à mínima agitação das águas sempre se bateram pela satisfação de ambições e avidezes particulares. Se algum dia foram comunitários e efectivamente desprendidos, foi por acidente e por vaidade.

BEATIFICAÇÃO DE VERÃO

Desejo toda a sorte do mundo aos meus mais puros amigos do PS, entre os quais o Pedro Grego, mas ao olhar para o baptismo das turmas nesta Universidade de Verão, Willy Brandt, Olof Palme e François Miterrand, não deixa de me ocorrer a sensação de descolagem dos nomes internos somada a sobeja beatice. Uma tal refontalização denota alguma consciência do pecado. Sim porque  turmas com os nomes Mário Soares, Almeida Santos, Manuel Alegre, estariam vazias: andar na política como crassos videirinhos não é modelo para ninguém. O que dirão os oradores seniores do partido acerca do seu trajecto recente?! Movemo-nos pela ideologia? Fomos frugais e desprendidos do Aparelho de Estado? Tirámos a manápula assediante e tachista dos media, em especial da RTP? Espero que Seguro tenha muitos meninos de óculos, mas será preciso muito mais que uma Universidade de Verão para apagar da memória tanta devastação recente e muito mais que doses cavalares de Aristóteles, Marx, Hume, Tocqueville. Deveriam, aliás, começar por Cousin, Laromiguière, Jouffroy, Mallebranche.

STONE-COLD BLUFF

É altamente duvidoso que toda a questão da RTP tenha suscitado qualquer clima de tensão entre CDS e PSD. O mais provável é que se esteja a fomentar suficiente trepidação, ruído, um bom bluff de debate e dissensão internos, contra  a sôfrega e histérica agitação em torno da putativa concessão da RTP. Quanto a uma resistência global e interpartidária ao putativo aumento da carga tributária sobre os cidadãos no Orçamento do Estado para 2013, já toda a gente percebeu que não é possível ir mais longe. Já chega.

FALTAVA ESTA

O toque de classe de Ronaldo ficará nos anais.

quarta-feira, agosto 29, 2012

POR UM SERENO PROCESSO DE ALIENAÇÃO DA RTP

Houve um tempo em que prática normal e corrente seria o Governo colocar toda a gente a falar de tudo, menos do que realmente interessa. Por exemplo, dos professores, dos juízes, do pseudo e piroso choque tecnológico, mas não da dívida galopante, mas não da dívida subterrânea e eleitoraleira, instrumento de compra de opiniões e favores, instrumento de reeleição demagógica complemento solidário de artifício, assim como de megalomanias várias que redundaram em tudo o que agora é preciso pagar a doer. Hoje! Hoje, o problema da RTP coloca-se no mesmo plano que o das esperadas-inesperadas dificuldades de lipoaspiração das contas públicas. Relvas anda por Timor-Leste. O grosso do Executivo prima por ser discreto e moderado lá, onde outros no passado foram impantes desbocados e farfalhudos anunciantes de modas, vento, circo. Por exemplo, os números infelizes da execução orçamental para 2012 não são arma honesta que a Oposição-PS possa agarrar dada a responsabilidade directa do mesmo ex-Govenro-PS no cavar horrendo da maior parte das dificuldades presentes: parte do problema do défice vem detrás. Dizer o contrário é ser desonesto e reles, papelão a que praticamente só os socratistas se prestam. Criança que gastou tudo o que poderia ter ou garantir em chupa-chupas, chicletes e rebuçados, e nada pagou, agora que alguém se presta a acertas, a bem ou a mal, aquelas contas e corta com as guloseimas, não faria sentido os gritos de histeria acusadora de uma Oposição birrenta e caprichosa, e sobretudo desmemoriada, pelo facto de a execução ir nua. Seguro não se pode prestar a esse papel hipócrita, falso e cretino. Ficam os ávidos e nervosos socratistas a falar sozinhos, amestrados que estão a tudo por uma reescrita sorna do passado, dispostos, aliás, a tudo, mesmo a matar a mãe, apenas para gerar uma onda de descrédito sobre os actuais incumbentes, forma instintual e sôfrega de se ilibarem. Vale tudo. Desde insultos gratuitos ao Primeiro-Ministro à perpétua e órfã evocação soteriológica do PEC IV. As Oposições são importantes para a qualidade da governação, mas têm de ser sérias, construtivas, modernas no sentido do bem comum e não no da conspiração descomunal por uma agenda pessoal de avidez demasiado notória, tão indisfarçável que Pastar em Paris já é toda uma tese silenciosa e auto-acusatória sobre não o olhar a meios.

TODA A GENTE É GAY

WILL.I.AM: DE MARTE COM AMOR


                                Reach for the Stars, a primeira música interplanetária.

NÃO ESQUECER 2010

Nunca poderemos esquecer o ano de 2010, ano ápice da promiscuidade perversa entre poder político e mediático sob o Governo de Sócrates, ano máximo de assédio soba africano de todo o opinador adverso, ano absoluto da claustrofobia tirano africana em Portugal contra quem pensasse diverso da clique socratista. Asfixia democrática, isto é, amiguismo canceroso por todo o Aparelho de Estado, nos Media de todas as cores e feitios; asfixia democrática, isto é, eliminação ongoing sem espinhas das continuadas denúncias de corrupção Cova da Beira, Freeport, no Jornal de Moura Guedes. Nessa altura, toda a Oposição se insurgia então contra essas estratégias de cerco. A história completa da coligação negativa contra o Governo Sócrates explica-se já, sem esforço, como último recurso contra a tirania fantasiosa e iluminada do grande cretino e videirinho, cíclope cego de todas os visionarismos de enriquecer pessoalmente e afundar a Comunidade. Todos colaboramos no chumbo ao chamado PEC IV, que precipitou a queda desse Governo histérico, conflituoso, maligno. Éramos bloggers. Éramos deputados. Éramos polícias. Éramos um resto decente do Ministério Público. Éramos o Sindicato dos Magistrados e o Sindicato dos Juízes. Éramos alguma comunicação social resistente e corajosa. Contra a desmesura. Contra a suprema desonestidade. Contra os antecedentes e efeitos do que hoje temos de pagar em desemprego, dor, pobreza, miséria, sacrifícios. Socratistas, ladrões de pacotilha, metam rolhas!

DA CASTRAÇÃO DA TVI À METAMORFOSE DA RTP

A RTP precisa de mudar. Que tal não seja desejado, compreende-se assim como se verifica o grau de exasperação perante esse cenário consoante a figura pública posta a bravejar contra a propalada concessão. O silêncio e a impunidade perante a castração noticiosa da TVI de Manuela Moura Guedes, esses é que não tiveram precedente e suportaram perfeita concordância e normalidade, mesmo após legítimas escutas apanharem registos absolutamente públicos e dignos de escrutínio do Nababo Parisiense Sócrates, nos seus planos abusivos, na sua impudica interferência. Daí procedeu-se à tentativa de processo judicial, tentativa de apuramento de consequências políticas, tratamento mediático do caso, bastante escandaloso por sinal. Do Ministério Público, faccioso e tomado pela arte chantagista da clique de Sócrates, nada haveria a esperar. Poderíamos ter trezentos Correio da Manhã, cinquenta TVI com Moura Guedes, que a protecção suscitada por Sócrates para si mesmo, para os seus milhões comissionistas, para a sua amizade subvencionadora de favores, tudo isso sempre o salvaguardaria de justo e exemplar tribunal. Trata-se de alguém que, como Oliveira Costa, Dias Loureiro, Vale e Azevedo, Isaltino, e tantos outros, nunca cessam de nos escandalizar, mas nunca obtêm sentença definitiva e a autopercepção realista do seu fim político, do seu fim público. Mas Justiça, Justiça, não é algo que se possa suscitar do Procurador-Geral da República e do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça. A negrura do currículo rapace de Sócrates é à prova de escândalo e de acção consequente por parte daqueles. Permanece nítido, hoje, o que foi a vigência quer da Asfixia Democrática quer da Asfixia Justiciária, ainda em vigor, tendo como invariável impune o abichador de comissões Freeport e de todas as outras comissões do costume. Agora, perante uma necessidade moralizadora de mudança de vida na RTP, toda a cáfila socratista se coloca ao lado da continuidade de tudo, para manter esse bastião de subserviência jornalística ao Partido de Governo mais dado a esse arrepanhar controleiro de colhões para mentir melhor, para manobrar melhor, para trapacear melhor as audiências, insuflando-lhe sobejo entorpecimento e desânimo. Quem já não controla a comunicação social, mas a isso se habituou e disso não abdica, fala agora do putativo controlo alheio, pelo Governo Passos, da comunicação social, quando o que a boa parte dos portugueses miseráveis deseja é que todas as PPP e quejandos negócios de chupar contribuintes urdidos, à saída de funções e à pressa, por Sócrates sejam desfeitos ou minimizados. Mesmo com a RTP o desígnio deveria ser esse e só esse. Todos vimos o efeito perverso do Poder Socratista de manipular e adulterar os media, alimentado e escudado por um sistema de Justiça absolutamente manobrável, amedrontado, impotente para investigar, sequer esclarecer, os indícios e factos que se apontam aos políticos socratistas. São sempre e só os políticos socialistas a passar impunes e a mover-se, sem carreira ou trabalho que o justifique, para exílios ofensivos de todo o Povo Português, ou remetidos ao sossego anónimo, provado ou suspeitado o dolo com dinheiros públicos. Mudar a RTP deverá ser transformar, libertar, uma instituição até passenta aos abusos de mentir e encobrir por pressão directa de governos desonestos e que talvez também por isso nos trouxeram à pré-bancarrota. A liberdade de imprensa acaba no momento em que um político muito corrupto e muito ambicioso reúne dinheiro suficiente para impedir primeiras páginas ou fomentar entorses aos factos da economia, aos factos da política, aos factos da sociedade, aos factos do seu escabroso, escandaloso, inexplicável enriquecimento pessoal.

CANDICE SWANEPOEL MUDOU-SE



O VIRGINAL-VESTAL SILVA PEREIRA

No meio de tantos interesses enumerados e omitidos, muitos interesses em grupos de comunicação social e em grupos económicos, e alguns deles com ligações políticas para a privatização da RTP, Pedro Silva Pereira esqueceu-se obviamente de sublinhar o interesse de quantos apostam em que tudo fique na mesma, na mesma babugem, no mesmo alterne de instrumentalização política, na mesma fábrica de nababos nacionais, intocável, na mesma pouca vergonha. Raros são os socialistas-socratistas viciados no Poder, como leões ou ursos em carne humana, que prescindirão da instrumentalidade manipulatória a que a RTP sempre se prestou.

TODA A GENTE INVEJA VERA PEREIRA

Excluindo os que não precisam, os que usam carros de topo, como os arreigados administradores da RTP, apaixonadissimos e rebeldíssimos pelo seu lugar cativo, excluindo todos os favorecidos no seu circuito garantido de favorecimento dado por décadas de cunhas ou décadas de suficiente proximidade aos Orçamentos, todos temos inveja da Vera Pereira. A vida é assim, dura, injusta, cruel, e a vida portuguesa nunca será outra coisa senão isto, viciada, circular, sem nada que perturbe ou faça ondas contra a vida privilegiada dos privilegiados. Não é por acaso que todos, inocentes distraídos, andamos a pagar os abusos das governações ultradespesistas, deslumbradas e circenses dos socialistas.

NOITE DO RÚBEN, NOITE DE GLÓRIA

Já tinha visto o fogo nos pés do Rúben, na última jornada da Primeira Liga. Passou por ele aquela vitória e hoje selou a importantíssima entrada na Fase de Grupos da Liga dos Campeões, para além do oportuno golo do empate, para além da sede de bola e assertividade, quase liderança, em campo. Em grande, portanto! Tive sempre enorme esperança numa fantástica carreira do Rúben no FC Porto. Está, creio, em aberto. Agora importa saborear os bons frutos da garra e da raça bracarenses, mensagem certa para um País às cegas.

NÃO SE PREOCUPEM: CONSUMAM E CONSUMAM

terça-feira, agosto 28, 2012

A FORÇA TREMELUZENTE DO SPORTING

Temo que, por falta de dinheiro e sucessivos golpes de asa, o mediano Sporting Clube de Portugal agrave os seus péssimos registos recentes na Primeira Liga. Ainda não detectei se a tão propalada boa química com o balneário já era, se a liderança de Sá Pinto sofreu beliscadela grave e entrou naquela fase de entropia, cujo sinal mais forte são as derrotas e uma inexplicável crise de confiança apenas remíveis por uma chicotada espiritual ou por um bom resultado europeu. Também apostaria todas as fichas na permanência na Liga Europa, matéria que deve tirar o sono ao treinador, pois é onde estará algum precioso dinheiro e não despicienda notoriedade. Por agora, quanto mais forte me gritarem que o clube está, mais duvido. E é pena.

CHUPEM AQUI, Ó PANFLETÁRIOS DE ESQUERDA!

A perseguição ao Relvas é encarniçada e divertida, mas a resposta do Ministro, grosso modo, não andará longe disto, do «Chupem aqui!». Perseguem-no em todo o lugar, por todo o planeta, mesmo em Marte não seria de estranhar um poster «Vai estudar!», um cartaz, uma tarja bem como um parvalhão mais ou menos corajoso a empunhá-los ou a garantir a respectiva afixação. Estou em sofrimento e apetece-me satirizar com as nádegas do Soares, o teleponto do grande Fils Parisien de Putain Parisienne, todos os ladrões de Direita que muito bem se entenderam em negócios insuportáveis ao Erário com os animais da Esquerda dita Moderada. Não consigo vazar o meu desconforto profissional no Relvas. Tenho o Soares e toda a fauna de ladrões, videirinhos e bem governados à frente, na lista. Quem sabe um dia, ainda que toda a piada, por muito boa que seja, tenha prazo de validade.

O CHUPISMO EXTREMO DA ALA SOCRATISTA DO PS

Enquanto a ala socratista do PS, derrotada e infame, seguir barafustando, cuspindo e escarrando, cultivar-lhe-ei um amoroso ódio atento e zeloso. Serei amigo do PCP sempre que espancar o PS, partido de onde desertou a classe média traída, farta de mudanças de Esquerda Cosmética, grandes passes de retórica e desavergonhado embolsar por grosso em comissões de variada espécie à pala do exercício do Poder Executivo. Quem quer que enterre essa ala rapace e sem vergonha do PS, é meu amigo. Serei amigo do PCP e do BE no varrimento de tal gentalha da face da política nacional, porque a liberdade que esse PS e o resto dele me oferece é um cortejo de excessivos momentos de avidez, no quadro do civilizacionalmente dispensável, com platónicas rupturas catatónicas. Aqui chegados, é-me indiferente o quadro ideológico do PCP ou se existe sequer uma Direita Extremista em Portugal. Há e tem havido demasiados sugadores e vampiros socialistas em Portugal. Desmesuradamente: o Regime está, aliás, aperaltado para isso, o que impede os melhores de ocupar os melhores lugares. Vampiros e Mamões nos media. Agitadores e tachistas na rua, no Parlamento e na acção política diária. Derrubar o Governo Sócrates pela rejeição do PEC IV foi qualquer coisa de glorioso e libertador para os portugueses bem informados e inteligentes, talvez um dos dias mais felizes da minha vida para o qual contribui e sofri. Dia solar, como o do derrube de Nicolae Ceauşescu ou o da queda do Muro de Berlim. Na sociedade portuguesa, a classe média, amante da liberdade de expressão e opinião como motor da civilização, deseja libertar-se do chupismo socialista, de todas as formas de chupismo, grande causa e desígnio do velho Soares. Já faltou mais.

MIL RESPOSTAS

Chumbar o PEC IV foi a melhor decisão para os interesses dos portugueses. Faço parte da maior parte dos portugueses, portugueses miseráveis, portugueses pobres, portugueses remediados, portugueses traídos pelo aprendiz de Príncipe dos últimos anos. 90% dos portugueses sou eu. Arrostei com os Governos demagógicos de José Sócrates, arrostei com a perseguição aos professores, fui um resistente contra a Mentira Pura, a Conflitualidade Estéril, o Grande Dividir para reinar, as manobras de diversão e os negócios que permitem viver em grande e em luxo em Paris, com milhões suficientes para envelhecer e morrer entre champanhe e caviar. Por isso mesmo, o melhor que PSD, CDS, BE e PCP fizeram por mim foi chumbar o PEC IV, isto é, romper com essa lógica amiguista, devorista, intriguista, inconfiável, daninha, comissionista que se instalara na governação de Portugal e não olhava a meios para sugar os seus fins, ainda que no processo Portugal perecesse e se afundasse. Era uma questão de inteligência: os que cavaram e agravaram os problemas da nossa crise da dívida soberana, na sua especificidade local, não estavam, nunca poderiam estar, aptos a resolvê-la de boa fé, federando-nos. Se hoje os leprosos do socratismo invocam o Estado Social e os supostos ataques deste Governo ao Estado Social, isso não passa de cinismo e da mais deslavada e lacrimal dor corno. A sociedade que os socialistas apodreceram, encheram de caciques locais e nacionais, de lógicas de cunha, ganância, favorecimento horizontal, estagnação, carece de renovação radical. Ir ao bolso dos mais pobres e da classe média, afundar a economia, aumentar os sacrifícios, isso era algo a que nenhum incumbente, incluindo o autor do PEC IV, poderiam fugir, após o belo serviço de duplicar o endividamento em apenas cinco anos. Não vale a pena olhar para a árvore do eventual incumprimento das metas do défice acordadas com os credores para este ano e ignorar a floresta de credibilidade junto dos mercados, retracção dos juros, pagamento de tantas e tantas dívidas sucessivamente desorçamentadas pela habilidade dos Governos anteriores, os elogios e palavras de encorajamento vindas do exterior. É por isso, porque essa gente selecciona as dificuldades que lhe interessa explorar e porque rebaixa grosseiramente os actores da actual governação que não se pode deixar de triturar as suas aleivosias e pretensões de reescrita da História Recente. Os artistas da dívida e do aborto contraceptivo não se deterão enquanto não sobrevier o ferro e o fogo. São dementes reincidentes, absolutos desonestos do ponto de vista intelectual, ávidos de Poder para além de qualquer medida. É uma sorte bem portuguesa não estarem atrás das grades.

AUTÓPSIA À VACA SAGRADA RTP

RTP2, MITOS, MEDOS E IMPASSES

Marcelo Rebelo de Sousa percebeu, eu percebi, já toda a gente percebeu que o Governo quer que a administração da RTP se demita e esta não se demite. Isto não é um impulse, é um delicioso e fecundo impasse. Quanto aos mitos envolvendo a RTP, há vários que necessitam de demolição sistemática. Comecemos pelo mito número três: «A RTP 2 é de elevado interesse cultural. Os que dizem isto não a devem ver com certeza. A RTP 2 tem 3% de share. Em cada 100 portugueses 3 vêm a 2. O que a coloca ao nível de uma televisão por cabo das más. Os seus conteúdos são quase tudo menos educativos, formativos ou culturais. Passam as mesma séries requentadas que se podem ver na AXN e FOX. Passam desenhos animados de manhã e de tarde. Passam uns documentários assim assim à noite. Aposto que muitos dos defensores da RTP2 não devem sequer saber do que estão a falar. Não devem fazer a mínima ideia da irrelevância cultural em que a 2 se tornou. Não deve ter custos disparatados é certo, mas estou seguro que com muito menos custos se faria um canal equivalente.»  Groink

O HIPÓCRITA SOARES

Há caramelos cujo direito de antena tresanda a viciação do jogo democrático, a interesse ou causa própria, a manobrismo habitual e trabalhinho de sapa. Soares é um desses caramelos, um infatigável governado. Faria um bem inestimável ao País se fosse dormir a sesta, titubear sobre um jornal aberto no regaço, sob o cantar dos melros e o rumorejar das árvores. Em vez disso, depois de décadas em exercício de gordura açambarcadora, zelo sectário e ganância, vem bolçar opinião papal acerca da RTP, dizer coisas que até podem influenciar a ganadaria nacional, mas não fazem a Primavera. O que Soares diz não interessa. Não interessa que não acredite que o Governo avance com a concessão da RTP, perante a possibilidade de ser inconstitucional. Não interessa que venha considerar, via Diário de Notícias, essa proposta, tal como foi anunciada na semana passada pelo economista António Borges, «uma pouca vergonha». Pouca vergonha foi o Fax de Macau e todo o percurso ávido de que nos dá conta Rui Mateus, nos Contos Proibidos. Só isso dava um excelente motivo para andar caladinho, exercitando os seus ébrios e insaciáveis momentos de lucidez.

ISAAC, TEMPESTADE TROPICAL



«Sete anos depois de ter sido devastada pelo ciclone Katrina, Nova Orleães, no estado norte-americano do Louisiana, prepara-se agora para enfrentar a tempestade tropical Isaac, 
que deverá chegar à zona já como furacão.» Público

MARGARIDA REBELO PINTO NO OLHO DO FURACÃO

Ó Margarida Rebelo Pinto, minha tola, depois de este teu depoimento de zeloso ciúme das gordinhas impunes e populares, abriste a 17 de Setembro de 2010 uma guerra da qual não poderias sair senão esmagada. Soube que vieste pedir desculpa: elas, as guerras, tardam, mas não falham e o Facebook é o campo de batalha bem como o esplendor da hipocrisia. Sou um esbelto membro do grupo dos homens em boa forma, exercito-me todos os dias, e vejo minuto a minuto diminuir a minha leve barriga de cerveja, normal e estatutária num quarentão, mas tenho de me vir em defesa da mulher obesa. A mulher obesa é e será sempre Mulher, Gente, Pessoa, Amiga, com ou sem bebedeiras, com ou sem xixis de pernas abertas em becos esconsos no Bairro Alto, com ou sem faladura de sexo à mesa ou ao sofá, com ou sem apontar o dedo às suas amigas magras, dizendo ou não dizendo palavrões, gostando ou não gostando de beber uns copos, indo ou deixando de ir para a cama com os seus amigos, nem que só para dormir, mesmo depois de terem bebido sete vodkas. E tenho de dar razão a quantos e quantas supõem que um texto desses só se explica pela extrema e dolorosa dificuldade em ser levada para a cama, Margarida, mesmo depois de sete vodkas ou então por ter sido preterida em favor de uma gordinha qualquer suculenta, por questões de qualidade e substância, por causa do seu humor brilhante, da sua inteligência e genialidade. Desde que nasci já me apaixonei milhentas vezes, uma delas por uma formidável, inteligentíssima e sensualíssima gordinha tal como sempre me suscitou muitas vezes vómito a frivolidade de tanta cona miss mundial, seca, oca, destituída de espírito. Talvez o teu artigo seja um fantástico hino à inveja, uma ode à própria confissão de vácuo, impotência e solidão. Viúva na alma, mas sobretudo no corpo, por que não vazar nas gordas tamanha fome e sede de penetração, de qualquer coisa que te vare e vareje e não desapareça ou fuja logo a seguir?!. Só há alegria e amizade nesta vida estando nós com aqueles a quem dizemos o que nos apetece, com quem se pode rir e chorar, falar de sexo, da vida, da doença, da morte, de amor, de asco. Há efectivamente mulheres de peso. Não é o teu caso. Outros já o explicaram, e bem, eu por mim garanto-te que não é por causa das gordinhas populares e indugenciadas por todos que não tens um garanhão como eu, habitual, todos os dias e a todas as horas, levando-te ao nono céu, fazendo o peso certo sobre os teus quadris ou pressionando púbica [de púbis, não vás pensar que é gralha] e deliciosamente as tuas nádegas, agarrando e manipulando os teus seios com convicta sofreguidão. Se não dás fome a ninguém ou a quem desejas que te coma, a culpa só pode ser tua. Toda tua. Tinhas de debitar essa conta noutra e, pior, categorizá-la de gordinha?! Vá lá, ainda é possível ser feliz, apesar de tanta tareia.

segunda-feira, agosto 27, 2012

OS INIMIGOS DO POVO

«While in Iceland, I read Henrik Ibsen’s Enemy of the People. I doubt he could have imagined what could come of that phrase.» Lichanos

O PAI DE CHARLES DESLAURIERS

«O pai de Charles Deslauriers, antigo capitão de linha, demissionário em 1818, tornara a casar em Nogent, e, com o dinheiro do dote, tinha comprado um cargo de meirinho, que mal chegava para viver. Exasperado por longas injustiças, sofrendo dos ferimentos antigos, e continuando a chorar pelo Imperador, desferia sobre quem o rodeava as cóleras que o sufocavam. Poucas crianças levaram mais pancada do que o filho. O gaiato não cedia, apesar das tareias. A mãe, quando tentava interpor-se, era maltratada como ele. Por fim, o capitão meteu-o no seu escritório e, durante todo o dia, mantinha-o curvado sobre a carteira a copiar actas, o que lhe tornou o ombro direito visivelmente mais forte do que o outro.» Gustave FlaubertL'Éducation SentimentaleCírculo de Leitores, p. 15

TODA A MIÚFA DO PS COM AS SUAS MOSCAS

Toda a miúfa do PS é que troquem as suas moscas
por outras.
Passos Coelho continua a inovar, passando a maior parte do tempo fora de circulação. A colonização dos telejornais e dos media passa ao lado deste Primeiro-Ministro que faz muito bem em levar a família a passar férias para a Manta Rota ao volante de um Opel Corsa, protegido pelos guarda-costas que entendeu: o tempo dos safaris no Quénia, das aventuras em paragens de luxo acabou. Depois há as questões que queimam e o Primeiro-Ministro, muito bem, continua retirado em meditação. Muito bem. Se outros têm de arder, que ardam. António Borges, por exemplo. Foi ele que abriu a boca sobre a concessão do serviço público de rádio e televisão, cujo até agora despesismo, cujos automóveis de luxo, cujos nababos José Rodrigues dos Santos não perderiam nada pela devida moralização, digo eu, que não tenho nem cinco euros no bolso. Ainda há poucos anos, os professores foram humilhados por uma estratégia baixa, suja, que revelava a promiscuidade total entre o Governo de então e a comunicação social  levada ao extremo pelos media que a isso se prestaram, embarcada em populismos e demagogias por não ter tempo nem cultura nem conhecimentos para olhar melhor para os assuntos. Funcionou. Nesses anos, o problema já era o excesso de pessoal docente que conviria desalentar, alijar do sistema, ou por reforma antecipada ou por pura desistência da carreira. Para esbulhar professores e malbaratar dinheiros públicos com a Parque Chular, suculentas PPP, por exemplo, valia tudo, o basismo, o imediatismo e a superficialidade aplicados às questões políticas. Era a claustrofobia democrática, a verdadeira asfixia, gizada pelos manipuladores mais impiedosos das mentes incautas em prol da divisão do penico orçamental tão caro aos socialistas-socratistas, obsecados pelo controlo quase completo dos jornais, das televisões e das rádios. Ainda há pouco, o PS andou tão embrulhado e focado nisto como el dorado da permanência garantida no Poder que hoje espuma de terror ou porque os tachos se lhe retiram ou porque poderia passar pela cabeça do PSD concretizar esse desígnio negro de controlo esmagador dos media. Pode acontecer que o PSD tenha juízo e seja frugal, pois não haveria perdão para reincidências em erros velhos como não há perdão para o partido da pré-bancarrota e vida airosa em Paris. Digo-o eu, que estou com fome e num desalento filho da puta.

3,7 MIL MILHÕES? NÃO AOS CANIS CULTURAIS!

Agora que a ARTV parece que é gente e já tem vida própria na TDT, podendo agora os políticos enfiar-nos pelas goelas oculares as suas brilhantes e construtivas prestações diárias, ora cá está qualquer coisa com que concordo absolutamente, até porque, no grande canil universal da cultura via RTP, está tudo no Cabo, hipócritas de merda! Está lá tudo!: «Segundo os cálculos, a RTP custou aos contribuintes, de 2003 até 2011, mais de 3,7 mil milhões de euros. [...]E a RTP2? Passando ao lado daqueles que mais a defendem agora são os mesmos que se deliciam com o AXN, a FOX, o Discovery Channel e o Odisseia raramente vendo a RTP2, vamos ao que interessa. Os noticiários da RTP2 são diferentes dos da SICN ou da TVI24? Os programas culturais da 2 diferenciam-se daqueles que se pode ver na cabo? Tanto num caso como noutro, não me parece. Logo, a discussão deveria ser outra: defender que a SICN, a TVI24 e mais dois ou três canais culturais da cabo possam fazer parte do pacote da TDT.» FMdS

UMA SUFICIENTE BOA RAZÃO PARA PRIVATIZAR

Concordo, e com a mais absoluta bonomia, que é efectivamente estranho andarem os privados numa fona para serem donos de coisas ditas lesivas e onerosas ao Erário, como os estaleiros de Viana do Castelo, a RTP ou a TAP, por exemplo. Mas há uma boa razão para que o Estado, de uma vez por todas, se afaste dessas empresas dissolutas, repletas de vícios e de conselhos de administração politizados, indicados a dedo pelos partidos de sempre ora na Oposição ora no Poder. Se há números que nos fornecem uma excelente razão para a razia, são os dos administradores políticos nessas empresas. Qualquer estudo determinaria haver demasiadas bocas políticas para as necessidades efectivas e pragmáticas dessas empresas. A Mário Soares e Almeida Santos, por exemplo, poderia dar-lhes uma síncope apenas perante o cenário de tantos dos seus infindos afilhados queridos serem evacuados em massa das mamas que lhes foram sendo dadas ao longo de décadas de viciação do mérito, de favoritismo descarado, de exercício do amiguismo mais nepótico e ganancioso que a nossa História já testemunhou. Eis uma excelente razão para começar de novo, para limpar a RTP e o resto, ainda que Borges pouco perceba do assunto e qual o melhor caminho a encetar. É assim que leio o desagrado mal fundamentado das Oposições, especialmente do PS, viciado em Estado, em Aparelho de Estado, em tachos, em lugares vitalícios, em situações de privilégio com que é urgente romper. Quanto ao PSD, como lembrava ontem Marcelo, espero bem que Passos não desate a colocar gente da sua confiança política nessas empresas ditas privatizáveis.

SÁBIOS MIÚDOS TUGAS DOS STATES

«Todas estas gerações anteriores cresceram nos Açores e nós somos a primeira a nascer noutro país. De certa forma nós temos muito mais oportunidades, mas por outro lado não tivemos a sorte de viver uma vida onde menos é mais.» Portuguese Kids

domingo, agosto 26, 2012

ROBERTO, EMERSON, MELGAREJO

Nos últimos anos, o Sport Lisboa e Benfica tem alojado uma espécie de calcanhar de Aquiles na sua equipa principal para ânimo das hostes adversárias. Isso explica-se não apenas enquanto apostas pessoais de risco e peculiar teimosia doutoral em Jorge Jesus, mas sobretudo com a grande generosidade, largueza e popularidade desse clube, abono de família dos clubes médios e pequenos, abono de família de quem emite opinião, abono de família de quem joga melhor que ele, como por exemplo o campeão FC Porto. Contra o Setúbal, Melga foi poupado e protegido. Deu goleada. Uma festa. Mas o calcanhar está lá.

NOTÍCIAS DO CURIOSITY

QUANDO AS GALINHAS TIVEREM DENTES

Privatizada ou não, concessionada ou não a RTP, espero que o dia em que o PS for Governo seja aquele em que as galinhas tenham dentes. O serviço público de televisão terá de deixar de ser a barriga cheia de alguns e a casa de alterne dos partidos do Poder. Não pode é tardar o dia em que acabe o regabofe perdulário e mamão das empresas públicas.

COMO SER OPOSIÇÃO?

Atirando uns obuses a Borges por ser consultor do Governo para as privatizações. TAP, ANA, RTP? Não sabemos como será. Mas entretanto, que tal humilhar e desconsiderar Álvaro Santos Pereira, declarando-o perdido no seu ministério? Sim, isso é ser oposição. Ser oposição é implorar que se fale e fale sobre a TAP ou sobre as demais privatizações, já, à toa, afugentando investidores, banalizando o produto. Ser oposição é tentar apanhar Miguel Relvas a jeito para fazer-lhe perguntas incómodas sobre licenciaturas, serviços secretos, mentiras em inquéritos parlamentares e tudo o mais. Ser oposição é ser e fazer como Pedro Marques Lopes, que declara Passos Coelho de um experimentalismo bacoco, duma falta de sentido de Estado, duma evidente impreparação, que assusta o mais crente nas qualidades deste Governo. Pedro Marques Lopes pede milhares de páginas de planos, exige as contribuições dos diversos grupos de trabalho, quer ideias sólidas sobre o que fazer com a televisão pública. Não foi recrutado para assessor de Passos? Passa-se! É-lhe insuportável que um consultor salte da cartola para mostrar que afinal Passos Coelho e a sua equipa não sabem o que fazer em questões marginais como o novo futuro da RTP. Grave erro não ter Passos contratado Pedro Marques Lopes. Gravíssimo.

FERNANDO PESSOA COMO ALIMENTO

RTPREJUÍZO

A gestão da RTP dá prejuízo. O custo da RTP, tal como o da TAP e o do resto, sempre saiu do lombo do contribuinte, ano após ano. O plano do Governo para a privatização da RTP ainda é mistério, mas uma mudança, qualquer que ela seja, seria sempre boa para os contribuintes portugueses. Toda a gente protesta e tem medo. Perguntem-se por que motivo BE e PS se mostram tão conservadoróides. Ah!, e afinal o que Borges emitiu não passou de uma mera opinião.

AGLOMERADO DE ESTRELAS R136

NEIL, GRANDE COMO POUCOS

«... Aldrin disse que recordará Armstrong como "um comandante muito competente e o líder de uma conquista que será reconhecida até que o homem ponha os pés em Marte". "Ele era o melhor e sentirei terrivelmente a sua falta", declarou por sua vez Michael Collins...» Público

sábado, agosto 25, 2012

DENTE SOCRATISTA À CARÓTIDE DE BORGES

Eles tentam morder.
A quem se há-de atirar a tralha socratista senão à carótida do ricaço António Borges, que hoje dá uma perninha oficiosa no Governo?! Passos não aparece com soundbytes, com exibições de aparato ou aspereza gratuita e triunfal. Relvas encafuou-se no seu gabinete. Portanto, malho no Borges, segundo os modelares socratistas, um caso de estudo da corrupção do espírito público ou não estivessem os socratistas habituados a pôr e dispor de tudo segundo princípios que nunca feriram aquele espírito, desde nomeações obscuras a remunerações escondidas, passando pelos privilégios indecorosos e pelos contactos não escrutináveis com toda a fauna de interesses incrustados  nos orçamentos e ocasionalmente investidores. Hipócritas de merda! Não há maior vómito que, por exemplo, e passe a hipérbole, virem violadores, assassinos, ladrões, por questões de mesquinha e baixa rivalidade, pregar ética, perorar sobre a violação das mais elementares regras da transparência, da seriedade e da accountability. Permance um mistério que o vómito socratista continue a falar alegremente para as paredes.

PORNO E CICLISMO

RTP MY ASS

Ratos, Tarzans e Pontas...
córneas de cigarro.
O caso RTP convida-me a uma meditação extática, quiça ao zen. Essa estação dita pública é esquisita. Era a estação do dictat e agenda mesquinhas do Governo-PS, quando o PS foi Governo e onde o Emídio Rangel vinha ranger os dentes de cio por Sócrates, debatendo como quem reza o terço com o Carlos Abreu Amorim a Joana Amaral Dias. Fazer bocejar é crime e a RTP dava-nos Emídios aos molhos asseverando que a cor verde era na verdade um matiz do roxo. António Borges – alguém que aconselha, assessora, o Governo Passos e lança uns bitaites precursores para animar este saco de gatos nacional – aventou a possibilidade de a RTP ser vendida a privados, de a RTP2 e várias rádios serem transformadas em qualquer coisa de extinto e novo em folha, continuando o Estado parceiro a injectar dinheiro graças à taxa em vigor para o efeito. Não defendo nem ataco esta possível solução. Lavo daí as minhas mãos. O serviço público, isto é, concursos, futebol e relances sociais, há muito não me merecem demasiada atenção ou, do País, a respectiva taxa do audiovisual. No entanto, acho que o Estado que ajudou a Martifer, a EDP, a PT, a GALP e outras a serem internacionais e suculentas do ponto de vista dos privados, pode e deve fazer o que puder, fazer o mesmo, para que a RTP o seja para os bolsos dos privados. Não é demagógico. É a vida. O nosso serviço público nunca poderá aspirar à qualidade. Isso fica com a BBC, ok?! Ah, and fuck Nuno Santos! Mais um rosto do sistema que faz com que habitualmente pessoas como eu não tenham sequer cinco euros no bolso.

O SANTINHO DE PARIS

Não faço parte da oligarquia. Tenho sido obrigado a dicotomizar o PS relativamente ao PSD e relativamente ao BE e ao PCP por causa do modus operandi desse partido e da clique que o tomou. Um Governo responsável pela bancarrota de Portugal deveria cair sem apelo nem agravo, sem desculpas nem álibis. O último que caiu, caiu bem, foi unânime que caísse. Foi um consenso total que caísse. Foi algo digno de missa celebrada pelo desbocado Januário. Mas a ala mais perversa do PS insiste que não. Declara que os problemas de Portugal acabariam com o PEC IV, e, para além da relação com a crise mundial e europeia, nada tiveram a ver com o carácter maligno e desmesurado de um videirinho da política hoje a rebolar-se em Paris, entre luxúrias e gastronomias, nada tiveram a ver com a sua estouvada irresponsabilidade, nada tiveram a ver com a loucura de um partido aclamativo como na Coreia do Norte e acefalizado. Não faço parte da oligarquia. Sou pobre e, em breve, desempregado do Ensino. A internet, paga-a o meu pai. O pão, contribui para ele a minha mãe. A partir de 2007, o Parisiense mostrara ao que viera. Comissionar para si mais estradas inúteis. Comissionar para si mais negócios de Estado. Comissionar. Comissionar. Comissionar. Parque Escolar? Comissionar! Nunca se tinha assistido, nos últimos 35 anos, a tanto roubo, instrumentalização do Estado, manipulação dos media, tudo para enriquecer uma clique. Era preciso pôr cobro a isso. Num País viciado em dívida, supremamente corrupto na política, ávida, e desonesta para com o seu eleitorado, e cujo ápice de corrupção foi sendo o último e infecto PS, ter o FMI a aterrar na Portela era o cenário ideal para que passássemos a viver com o que temos e a ter um Estado Social realista. O FMI, infelizmente, é uma merda. Mas é uma merda melhor que o PS. A Troyka, infelizmente, é uma merda, mas é uma merda melhor que o PS. Eliminar o super-mentiroso ao serviço dos interesses do grande capital foi o grande triunfo da subdemocracia portuguesa contra a manipulação mediática, contra a mentira socialista instalada, contra o one man show, circo, charla, banha da cobra, montados à volta do 'licenciado' na Independente. O PSD-Governo também enganou. Também mentiu. Também fez merda. Vieram mais sacrifícios. A economia quer ser libertada, mas o PSD tem medo. A credibilidade do País está a ser recuperada, as gorduras abatidas, mas o PS tem medo. A verdade tem os seus dias e as suas noites. Os mentirosos dos socialistas-socratistas transformaram-se em conspiradores activos pelo pior do pior possível para Portugal apenas para confirmar a tese desesperada de que, com o Safardana de Paris, estaríamos melhor. Essa gente, habilitada a intrujar, porta-se hoje pior, mais rançosa e raivosamente, na grande conspiração por que atasquemos, que os comunas em Portugal durante a Guerra Fria. Isso e o esforço insano, dementóide, por reabilitar um crasso desonesto, ladrão como poucos, declarando-o santo. O Santinho de Paris.

sexta-feira, agosto 24, 2012

RTP, ABRENÚNCIO, E CDS-PP

Neste tempo em que quase todos os idiotas estão mortinhos por se zangar ou por se escandalizar, duvido que o CDS-PP tenha sido apanhado de surpresa ou por trás a propósito dos cenários putativos que contemplem o futuro da RTP. Aliás, tudo se resume a isto: «... anúncio de que o Governo está a estudar a hipótese de concessionar a RTP1.» Anda tudo doido por acção e mistério para sacudir o tédio.

SORRIEM PARA CAVACO?

Pelo menos as no fundo do mar ao largo da ilha do Faial.

O QUE EVA WYRWAL DÁ A COMER A ADÃO


NOS BRAÇOS DA TROYKA

«O monstro não se deixa controlar com facilidade. É já certo que o objectivo do défice público deste ano não será atingido. O que se vai passar a seguir está por decidir. Ou enfrentaremos mais medidas de austeridade ou teremos mais tempo para reduzir o défice. Tudo depende agora da troika, que chega a Lisboa na próxima semana.» Helena Garrido

UM FUNERAL DE ESTADO PARA A RTP

O negócio RTP dá prejuízo. E eu não quero pagá-lo. Somos aliás pobres em parte porque os partidos de Governo, especialmente as últimas governações, usaram e abusaram da RTP, instrumentalizaram-na, destruíram-na por causa dos seus interesses de facção, eleitoralismo, cunhas, luxos, actos repletos de incivilidade. Interessa pouco quem serão os últimos coveiros da RTP, se é Passos e Relvas, na concessão que provavelmente arquitectam, ou se foram sucessivos Governos fúteis, primários e glutões, incapazes de moralizar e frugalizar a Estação em devido tempo. A extrema decadência moral dos últimos Governos do PS, por exemplo, condicionou alterações radicais na vida habitual do País. Sentimo-las hoje. Gosto muito da RTP e adoro o Canal 2, cujo serviço à cultura, à memória e identidade da nossa comunidade não pode ser posta em causa. Mas dão prejuízo! E eu não quero pagá-lo. A História de Portugal mereceria um extremo respeito pelos dinheiros públicos de que o PS-Governos nunca se mostrou capaz, cego dissipador. Agora, a cura e a correcção poderão ser à bruta. Não vale a pena chorar lágrimas de crocodilo e rasgar as vestes, cena a que se dão bastos socialistas. Pensassem nisso antes.

PS NAMORA BE

Francisco Louçã colou um partido de radicais multissensíveis de Esquerda que fugiu ao exercício do Poder, nacional e local, e a compromissos com ele-Poder, como o diabo foge da cruz. Mas foi coreografando todos as rebeliões falhadas e minoritárias que se poderiam conceber. O BE está contra? É porque a medida, a mudança, a lei é boa, tirando o estar contra tantas mentirosas e atoleimadas decisões dos anos socratistas. Agora como um testamento, passagem de testemunho, Louçã propõe uma sucessão bípede, decapitada de sentido ou eficácia. A liderança do BE será o que será. Mas há algo a louvar no passado recente, um penúltimo acto nobre de Louçã-BE que o coloca mais como um português de fundo prudente e consciencioso que um mero fantoche da ideologia trotskista em formol: contribuiu para a queda de um Governo apodrecido e videirinho do PS, altamente danoso ao País, capaz de todas as manobras e mentiras para sobreviver no topo da cadeia alimentar, garantia de bons negócios comissionistas e largos dias a viver de rendas em Paris. É ainda com base nesse portuguesismo intuitivo e prático de Louçã que tal partido ainda hoje rejeita encontrar plataformas de entendimento com esse PS. Derrubado por ser Erro, nem carne nem peixe, tão burguês, quando governa, como a chamada Direita Burguesa que hoje tenta fazê-lo, o PS não atina com o seu caminho. O BE sabe ser o PS simultaneamente partido ancorado ao Memorando da Troyka e agente recente da maior rapina comissionista à pala das funções executivas de que há memória em quase novecentos anos. Se esse PS é Esquerda e de Esquerda, então o Pinóquio existe. A Esquerda, PCP, BE, PS, enquanto Loucura, Irrealismo e Despesismo Amiguista Infrene, por esta ordem, pode ter a maioria dos votos nas sondagens, mas nunca a terá nos escrutínios. Ninguém aspira ao suicídio colectivo. Toda a gente percebe que é preferível que o PS se purgue de si mesmo, dos seus vícios, da sua sofreguidão maquiavélica: o actual estado do País deve-se às governações dementes do PS. É sintomático que a facção de esse partido com mais culpas, aliás grosseiras, no cartório deseje o caos, o fracasso, a derrapagem das políticas voluntarísticas a que este Executivo está obrigado. Como quem procura ilibar-se aflitivamente, é tão premente o desejo de provar a tese de que o melhor teria sido conservar o último Governo Sócrates e espremer até às últimas consequências o chamado PECIV, que a retórica desses ladrões passa por precipitar a realização de eleições antecipadas, custe o que custar.

quinta-feira, agosto 23, 2012

CENAS NOCTURNAS NOS CÉUS DO SUL

CURIOSITY, FEITO PARA VAGABUNDEAR

As rodas do veículo já deixaram as suas marcas
Vagabundo Curiosity já vagabundeia.
Foi para isso que foi feito.

UM VOO ATRAVÉS DO UNIVERSO

CHAPMAN, UM HOMEM RENITENTE A APODRECER

Tinha eu onze anos quando Lennon foi assassinado por David Chapman. Era fã. Doeu-me. Chocou-me. Por mim, pode o assassino apodrecer na prisão. Fomos esbulhados de melodias, de um pensamento fora da caixa, de um activismo cívico e político mais corrosivo e eficaz que um anúncio mundial e comercialóide da McDonald's.

TEXAS, PRAGAS, RAIOS E CORISCOS

O Texas, que é, talvez, para extensões comparativas, o estado norte-americano que mais se pode assemelhar a um certo Médio Oriente na capacidade de gerar petróleo e absurdos extremismos religiosos, vê-se a braços com uma praga duplamente egípcia. Praga, por um lado, e começo de salvação-resolução do problema, por outro, poderão igualmente vir do céu

GRÁFICOS ANIMADORES PARA UM DIA DE VERÃO


Em suma, a Dívida do Governo está a morrer.
Fonte insuspeita?  Boletim A15, Banco de Portugal.

MAIS UMA MANOBRA DE PINTO DA COSTA

Agora que muito sabiamente o Conselho de Justiça da FPF dá parcial provimento ao recurso do presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira, que assim vê reduzido o castigo a uma pena de suspensão de 45 dias com multa de 2.500 euros para um mês de suspensão e 1.000 euros de multa, podemos concluir que, mais uma vez, Pinto da Costa, poder total e absoluto do Futebol Português, protege Luís Filipe Vieira, suavizando-lhe os castigos, para que Vieira prossiga, com o mínimo de prejuízos pessoais, o belo trabalho que tem feito até aqui. Estratego brilhante, Pinto da Costa não dá ponto sem nó. Na verdade, haja o que houver, aconteça o que acontecer ao Sport Lisboa e Benfica dentro e fora das quatro linhas, a barrigada de Luisão, a bebedeira do árbitro Christian Fischer, tudo teve, tem, ou terá, o dedo conspirador de Pinto da Costa e tudo se explica com ele, ámen. 

LOFF OU CROMOS QUE DÃO QUE FALAR

Lendo e relendo quantos posts e rios de bytes se poderiam segregar a propósito da reacção de um pequeno ser humano e rastejante historiador, Manuel Loff, aos volumes de Rui Ramos, construo uma ideia panorâmica do primeiro: não é flor que se cheire. Mas também percebo mal que tantos gastem tanta energia a demonstrá-lo. 

DIAS FELIZES NA BARRAGEM-ABORTO

A barragem do Tua não tem interesse energético. Assassina uma paisagem impressionante, única, nossa. A UNESCO não brinca supostamente em serviço, nas suas recomendações e avaliações. Por que motivo o Governo Passos, interrompendo esse assassínio ambiental, não mostra o mesmo tipo de coragem exercida somente sobre funcionários públicos e outros bodes expiatórios de décadas de insanidade política, irrealismo covardolas e eleitoralismo criminoso?! Então há 33 milhões de euros em incentivos para esse Aborto Ambiental ao mesmo tempo que se vai castrar ao Orçamento milhares de postos de trabalho em Educação?!

quarta-feira, agosto 22, 2012

PGR EM PASSE DE HIPOCRISIA CÉLERE, CÍNICA

Quando a maior parte de nós se questiona sobre se esta PGR serve para alguma coisa mais senão para proteger o peixe graúdo de todas as corrupções passadas, presentes e futuras, coisa que se faz com o ranço da lentidão, o ranço da rapidez atabalhoada ou o ranço da antecipação absolvente de qualquer indício, se o indiciado for de tal ou tal partido, eis que, afinal, na nula Procuradoria, há celeridade para isto. Sintomático. Temos, sempre tivemos, instituições extremamente constitucionais. Como o olho do cu.

QUEM VAI GERIR AS UTOPIAS CANORAS DO BE?

Qualquer que seja o desfecho sucessório do BE, com Catarina Martins e João Semedo ou com outra coisa qualquer, dificilmente se deixará de assistir à partição ainda maior do conjunto de cacos que compõem esse partido, dedicado ao populismo delicioso-ocioso de gerir utopias canoras. É quando uma sucessão se pode converter em mais que certa comissão liquidatária no seu tropel involuntário de equívocos e amadorismos voluntaristas.

ECCE CRISTO SÍMIO

Leigos a manejar obras de arte sem preço dá nisto, qualquer coisa de monstruoso por amor, talvez, ao sagrado. A pobre octogenária Cecilia Giménez transformou-se numa iconoclasta e subversora involuntária.

PS E ORÇAMENTO 2013

O PS que abriu caminho à intervenção externa e negociou o Memorando não tem outro caminho senão assumir as suas responsabilidades na votação do próximo orçamento de Estado para 2013. Abster-se. Boa parte da situação negativa económica e financeira pública advém, como toda a gente de boa fé sabe, de opções erradas tomadas em quinze anos de PS-Governo. Sócrates não hesitava: cavava dívida. Tinha coragem: chulava mais dívida. Tinha calculismo barato: acrescentava dívida à dívida. E usava da chantagem como primeira e única arma, mesmo sobre o seu elenco governativo. Evocar Teixeira dos Santos é convocar um espírito tolhido e encolhido sob as tácticas e jigajogas políticas apenas para somar vantagens eleitorais: demasiada loucura e temeridade nesse ponto redundaram nisto. Seguro não é assim. Apertei-lhe a mão recentemente, em Baião. Homem tímido, autêntico, pode ter todos os defeitos e insuficiências de liderança, mas não é uma besta descomedida e desonesta, segue de perto e com suficiente lealdade ao que seja o real e objectivo interesse de Portugal, neste momento. Relativamente cúmplice dos Governos da Pré-Bancarrota, não foi ele que dinamitou o País. O PS deve, portanto, abster-se porque foi responsável por boa parte da situação negativa da economia e das finanças públicas devido às opções calamitosas tomadas nos últimos anos, exemplo máximo da demagogia e da desonestidade. Impossível votar contra um orçamento que reforce a nossa parte de lealdade nos compromissos assumidos até que se consolide o fim da especulação com os juros da nossa dívida soberana e se corte com os efeitos do descontrolo eleitoralista e demagógico de Governos dados à rapina, grande causa dos desastres financeiros do nosso País, pelo menos. Os nossos problemas não se resolvem sem o saneamento das contas nacionais, à espera da intervenção do BCE. Resolvem-se com o PS regenerado, sério, bem comportado, responsável. Sim, é pedir o Céu. Mas não se pode pedir menos.

PARA QUE A SIBS GANHE VERGONHA NA CARA

«O Pingo Doce decidiu não aceitar pagamentos com cartão de débito ou crédito abaixo de 20 Euros. A redução de custos que isto significa para a empresa é da ordem dos 5 milhões por ano. É o que custam as comissões e taxas cobradas só neste movimentos abaixo de 20 Euros. Já apareceram as carpideiras do costume a dizer que isto vai obrigar as pessoas a andar com dinheiro e isso vai aumentar a sua insegurança. Como se trazer 20 Euros no bolso, coisa mais do que normal, pudesse significar que se fosse assaltado à doida. [...] Talvez agora a SIBS ache que é melhor ganhar 1 milhão do que perder 5 e proponha qualquer coisa ao Pingo Doce. Se não o fizer é a SIBS quem perde. Pode até acontecer que outros sigam as pisadas do Pingo Doce.» Groink

O CÃO, O GOLFINHO E O IDIOTA

ÁGUA, MUITA ÁGUA

DISSIMULAÇÃO COMO VÍCIO DO REGIME

Parece uma tarefa hercúlea desfazer-se o vício de uma imagem retocada com que, nos últimos anos, o Regime, nas suas governações, se tolda. Uma imagem de aldrabice dos números, das estatísticas, das desorçamentações, das não contabilizações. Uma imagem artificial com números capciosos e lógicas explicativas de milagres e progressos habilidosos, que no fundo conduzem à perda de uma visão verdadeira acerca, por exemplo, das mortes totais entre nós tendo ou não em conta cada época balnear. Mar, rio, piscina, são realidades anuais. Não há rigor? Está mal.

TAP, UTOPIAS E LOUCURAS

«Se o hábito pega, ainda se poderá assistir à gestão da CP a oferecer locomotivas para tentar parar as greves.» João Cândido da Silva

QUE PENA


Você entrou no meu mundo 
e pensou que era dona da situação 
e esqueceu que no amor ganha sempre quem fala com o coração. 
Você deixou o seu passado fechar um caminho 
que ia se abrir. 
Ai, ai, que pena!
Você perdeu com o tempo, 
aquela maneira de me enganar
Trocou um velho carinho 
por coisas que eu não consigo cantar
Hoje eu tenho certeza que nós caminhamos pra lugar nenhum
Ai, ai, que pena, que pena! 
Pena de ver nosso mundo caindo. 
Pena de ver nosso sonho sumindo. 
Ai, ai, que pena. 
Pena de ver tanto amor fracassar, 
Pena da pena que você me dá. 
É, meu amor, que pena, que pena! 
Você perdeu com o tempo 
aquela maneira de me enganar
Trocou o velho carinho 
por coisas que eu não consigo cantar
Hoje eu tenho certeza que nós caminhamos pra lugar nenhum
Ai, ai, que pena, que pena!

terça-feira, agosto 21, 2012

QUEM AQUECE AS COSTAS A LUISÃO?

A levar em conta as afirmações de alguns adeptos sport-lisboa-e-benfiquistas segundo as quais quem põe e dispõe no Futebol Nacional é Pinto da Costa, estas tão convictas convicções significam o quê?! Luisão não será castigado porque o Papa meteu uma cunha por ele, é isso?! Se o central não for castigado, com um castigo simbólico, vá!, mal andará o mundo do futebol em Portugal.

TODD, ESSE IMBECIL NORTE-AMERICANO

Um homem volta-se para o Oriente e apanha com o anacronismo de costumes muçulmano. Volta-se para o Ocidente e depara-se com humanóides primários à prova de modernidade, como o congressista republicano Todd Akin, candidato ao Senado norte-americano, que se manifestou recentemente contra o aborto, mas com uma nova imbecilidade. Esta: «em caso de “legítima violação”, o corpo da mulher “tem formas de tentar resolver a questão”». Eu também sou contra o aborto! Mas não haver um orangotango que legitimamente o viole a ele a ver se aprende.

DA GRANDE TÍSICA MENTAL SOCRATISTA

Ainda que minoritários, não faltam padecentes
por causa uma palavrinha melindrosa de Marcelo sobre o Sacana de Paris.
Os tísicos do socratismo de papel, infelizes e órfãos, não perdoam aquilo a que apodam de «engano de Marcelo, ao atribuir ao Governo PS a decisão de cortar metade do subsídio de Natal em 2011». Para eles, casta de sujos, hipócritas e mentirosos, Sócrates seria a Salvação de Portugal contra os direitolas do PSD nas últimas legislativas, contra os seus saques. Esta horda de ex-assessores e pseudo-intelectuais reles, que assistiu imaginativamente o Fajuto de Paris no seu contumaz processo de Mentir, que participou nos actos e actas da sistemática desorçamentação de milhares de milhões em passivo nas Empresas Públicas, que escondeu a verdade das contas e dos défices, ainda supõe que Passos poderia evitar acrescentar à tragédia da Dívida Exorbitante Herdada, a tragédia ainda maior dos cortes. Não podia. O colossal buraco nas contas públicas é esse, são todos os fantasmas negados, todas as dívidas ocultadas, todos os fios de problemas sonegados e escondidos pelo rançoso socratismo, tanto quanto o impacto da austeridade implementada. Podem não faltar mentiras à campanha eleitoral do PSD nem incompetência ao Executivo de Passos, mas isso não faria do asqueroso socratismo, devorista, amiguista, desonesto, o nosso mal menor. Perdemos o espaço para males menores desses, amadores, demagógicos, traiçoeiros, videirinhos. Se o que se faz cá dentro nos credibiliza lá fora e protege de males maiores, é porque há qualquer coisa de consolidado e realista nesta Governação. Então por que espumam os cães de fila do socratismo pelo lapso de Marcelo?! Porque, e isto é mefistofélico, não o lapso terá sido de improviso; porque ele terá preparado com alguma antecedência a rábula a fim de que o labéu sobre Sócrates, o grande ausente e impronunciado  na tormenta que atravessamos, permanecesse. Enfim, não há raciocínio mais estúpido nem estapafúrdio, mas o pessoal rançoso do socratismo, que ainda faz questão de penosamente permanecer vivo, presta-se a isso. Quando Passos vier anunciar o corte de um subsídio em 2013 a atingir todos por igual, recorde-se que quem nos encalacrou sorridente foi Sócrates, lembre-se que quem decidiu pela nulidade dos cortes à Função Pública foi o muito justo e bem intencionado Tribunal Constitucional: e não há alternativas muito mais justas e menos penosas ao corte que se prefigura. Se houver, digam os maricas machistas do socratismo quais. Marcelo, como a esmagadora maioria dos portugueses com um palmo de testa, sabe dos caminhos ínvios, do autodeslumbramento e do esbanjamento que o socratismo representou, para ser meigo. Não consegue deixar de se lamentar [nós também não!] de tal incineração de dinheiro. Marcelo pode e deve comentar o que quiser e como quiser. Não aquece nem arrefece. Entre um jogo de futebol e Marcelo, os portugueses preferem o jogo. Depois vão à Rede ver os pormenores. Também António Vitorino. Também Carrilho. O que não se suporta é que um bandido mal-fodido dum Valupi, em cio ao nome de Sócrates, venha tentar transformar merda em caviar. Foi isso o que, basicamente, Sócrates tentou fazer. E conseguiu. Tal como o Pai-Natal. E o Coelhinho da Páscoa.

TONY SCOTT, CORAJOSO COVARDE

... não sei onde começa a covardia e acaba a coragem e vice-versa.
Coisa que esta notícia não esclarece é que ao realizador fora diagnosticado, na passada semana, um tumor no cérebro. Ponderados a idade do realizador e o local onde o tumor se encontrava, que impossibilitava uma operação com boa margem de sucesso e uma morte certa dentro de um período mínimo de dois a seis anos, o realizador cancelou todos os seus seguros de saúde e de vida, transferiu todo o dinheiro para a esposa e os filhos, na passada Sexta-feira. Entregou ao advogado procurações e escrituras já assinadas de várias propriedades transferidas para o nome dos filhos, os seus direitos ficaram entregues a uma fundação que terá como presidente a esposa. Entre sucumbir ao sofrimento e gradual incapacitação, Tony decidiu suicidar-se para, pensava, poupar a família. Pode ter poupado os seus ao inevitável e penoso sofrimento gradual, mas infligiu-lhes um choque cruel. Para os que terminam como este ser humano, não sei onde começa a covardia e acaba a coragem e vice-versa. 

JARDIM É UM TIRANO DIVERTIDO

E patético. Poderá pensar que é um deus da política, sempre no seu pedestal, sempre intimando e intimidando toda a gente, até aprender que o tempo passa e as pessoas, a dada altura, devem afastar-se para maior glória de Deus e sossego dos homens. Jardim, tantas vezes utilmente cómico, é dos que não se mancam. Afinal, de que viveria a Madeira sem o apoio continental?! 

FORA DE JOGO DA ESQUERDA

A Esquerda que se recusou confrontar a Troyka com o necessário bom-senso nesta incontornável austeridade, BE e PCP, além de nos ter traído, perdeu a derradeira oportunidade para influenciar políticas e negou-se a si mesma a legitimidade para contraditar o receituário implementado. Portanto, já foi mau de mais ter ficado de fora voluntariamente. Associar a essa deserção o triste PS seria a cereja no topo do bolo. Na verdade, o PS, depois de se mostrar uma nulidade na Governação, fiel aos seus pergaminhos, é uma crassa nulidade na Oposição porque mesmo sob ou dentro do espartilho do Memorando finge liberdade. Louçã já está fora da vida activa, mas, como o outro de Paris, esforça-se por continuar tentacularmente dentro e acha que conta. Nem BE, deploravelmente minoritário, nem PS, deploravelmente incompetente, caíram na real, não meteram na cornadura teimosa esta coisa que até o utópico verboso Hollande já percebeu: não há dinheiro. Deveremos repetir-lha quantas vezes mais?