quarta-feira, abril 10, 2013

NOVO GUETO, NOVA REICHSKRISTALLNACHT

Por que motivo não há quem lidere um movimento de renegociação global dos processos de ajustamento quer dos Países intervencionados quer dos pré-intervencionados? Está tudo à espera de quê e de quem? 

A França, com Hollande, era suposta liderar esse movimento que temperaria com crescimento e emprego a austeridade alemã. Onde está a liderança da França?


A Banca alemã deve ser muito persuasiva. 

A Espanha olha para Portugal com admiração e até inveja, dado o extremismo do caminho austeritário seguido cá, agora que nos preparamos para ir ainda mais longe que o ir além da Troyka inicial. Onde está a liderança da Espanha? 

A Banca alemã deve ser muito persuasiva. 

Pode o Chipre liderar? Não. Demasiado insignificante. Pode a Grécia? Não. Demasiado descredibilizada. Quem pode, pois, liderar uma Federação de Países Falidos e Pré-Falidos? O Luís acha que é Portugal. Ora, o perfume do prestígio para uma tal liderança seria não apenas o cumprimento escrupuloso de bom aluno, mas finalmente bons resultados que se esvaem por entre os dedos, pois a receita é devastadora por princípio e enquanto método. 

Precisamos de bons resultados no nosso ajustamento e na nossa economia. Vivemos um dilema: mais obediência fatal e silenciosa, tipo Gheto de Varsóvia, para termos alguma força negocial ou uma ruptura de Regime com a Gestapo com efeitos perversos do tipo Reichskristallnacht?

1 comentário:

Floribundus disse...

é mais fácil enfiar o camelo do Mali pelo ânus dos políticos