Estou angustiado com o vai por aí de ignições. Ainda ontem, ao início da tarde, logo ao sair de Braga rumo ao Porto [sempre pela nacional 14, pronto para o único estrangulamento empata automobilistas com que nos deparamos na Trofa], um fogo devorador patenteava-se-nos num monte fronteiro. Uma colossal coluna de fumo negro; o helicóptero da praxe voluteando com a sua pinga de água. Um cenário que me fez omnipresente e terrível a destruição do nosso património verde e sobretudo de vidas, neste Agosto aziago. Basta! Sim, há pirómanos. Mas o problema reside sobretudo na ganância secular do eucalipto e na preguiça dos poderes públicos em gastar os milhões necessários à prevenção activa de incêndios, pela limpeza, também compulsiva, das matas, o que dita um número insuportável de bombeiros mortos, este ano. Insuportável é insuportável! Tirem conclusões. Ajudem aqueles homens e mulheres. Dêem o sangue por eles que dão o litro por nós! E será de menos.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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1 comentário:
Partilho da mesma angústia e deixei no post
FOGOS FLORESTAIS. LIMPEZA DA FLORESTA
Há cerca de 50 anos pretenderam obrigar ao emparcelamento da propriedade rural por forma a deixar de haver minifundios e apenas passaria a haver empresas de dimensão rentável, e em cada dessas empresas cada proprietário contribuinte ficaria com uma quota correspondente ao valor atribuído à sua parcela. Então já poderia ser imposta a limpeza à respectiva empresa. Enquanto isso não for concretizado deverá ser a autarquia a preservar a riqueza colectiva constituída pelo bem comum das áreas verdes.
Cumprimentos
João
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