segunda-feira, agosto 19, 2013

GLÓRIA E DECLÍNIO DE JUDITE

A entrevista de Judite a Lorenzo Carvalho foi um acto falhado que evidenciou o declínio de uma profissional. Bem pode tentar ser auto-indulgente que o que nos mostrou foi grave. O tom violentador, judicativo, completamente hipócrita da Judite acendeu em milhares de nós um asco natural pelo papel que a entrevistadora, tantas vezes falando a medo com figurões da finança e da impunidade política, resolveu assumir com um jovem excêntrico, exuberante na riqueza, e demasiado paciente e tolerante perante a insolência intrusiva da pivot. Mas os sinais de decadência em Judite espraiam-se a cada passo, tirando fogachos de atrevimento e laivos de provocação com o Parisiense, no que terá sido o seu canto do cisne ou mais glória vã. Porém, há algo nela  titubeios, interrupções, impaciências, enganos, ignorâncias, gestos esquisitos, esgares esquisitos, tropeços verbais, há muito patentes com Marcelo, com Medina, patentes até quando encara o cameraman , e que a faz resvalar para o banal a roçar o amadorismo. O que se passa, Judite? É o cansaço, a rotina, o vazio, a ausência de Seara em fêmeas mãos alheias? Alguma coisa será. O que a Judite faz, faz da Judite uma pivot e jornalista abaixo do recomendável, embora no topo da carreira. A entrevista com Lorenzo ajudou-nos simplesmente a flagrar a globalidade do problema, o declínio, sem poder atingir as razões dele. Por que não põe o lugar à disposição e não vai descansar num spa de luxo por uns meses, quiçá anos, até se reencontrar?!

3 comentários:

Vivendi disse...

Nem uma estagiária amadora se prestava a tanto disparate.

Querem fazer marxismo cultural e depois tem azar. A fronteira do ridículo é sempre muito ténue. Ela que olhe para a sua carteira antes de querer olhar pela dos outros ainda mais quando se trata de dinheiro limpinho.

Anónimo disse...

A Judite até nem esteve mal de todo na entrevista, basta comparar com as que fez ao inginhêro Sócrates...
AM

Guilherme Antonio Morgado disse...

É a queda livre prevista e até desejada (e aqui com maldade da minha parte) para quem, no meu entender, está muito aquem da aureola rosa que lhe têm posto à volta do pescoço.