quarta-feira, agosto 21, 2013

ANTI-VALORES EM MORITZ ERHARDT

O que se sabe exactamente do estagiário bancário Moritz Erhardt, 21 anos? Que trabalhou praticamente 72 horas seguidas e foi encontrado morto na casa de banho da residência onde vivia em Londres? É pouco quanto ao que possamos saber sobre um ser humano. Do que ninguém pode duvidar é que Banca e Morte andam intimamente associados. Segundo a sua lógica, lógica para quem resvala e cai na sua teia, quem não tem dinheiro, pode pagar com a vida. Quem o quer demasiado, também. O reconhecimento exterior do trabalho de cada um deveria submeter-se ao imperativo sereno de se ser sempre o mesmo, com muito ou com pouco, de preferência vivo, e de perceber com que coração livre, minimalista, se agarra para sempre um oceano de felicidade. Ganhar o Mundo Inteiro, mas perder a alma? Obter cinco minutos de fama, mas enlamear-se num labiríntico desatino, perecer num acidente viário?

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