quinta-feira, agosto 01, 2013

RETROACTIVIDADE E CASTIGO SÓ PARA ALGUNS

A irrespirabilidade do momento político português faz-se não só dos custos dos swap socratistas, mas do fedor exalado pelos swap de carácter. Primeiro, a informação de que o actual secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, em 2005, enquanto responsável do Citigroup, tentou vender ao Governo de José Sócrates contratos swap que permitiriam fazer descer o rácio da dívida pública sobre o PIB, colocando os valores fora do balanço, sem que fossem contabilizados pelo Eurostat. Depois o BE e o PCP a pedir, como é costume, demissões. Deve esse Joaquim sair pelo acto vendedor falhado de 2005? Se calhar até deve. Nada mais negro que vender, tentar vender e comprar swap, percebe-se agora. Mas então, caso Joaquim Pais Jorge saia por ter tentado vender swap sem ter conseguido, por que não conduzir Sócrates ao banco dos réus por ter caucionado e promovido contratos desse teor para fazer exactamente o mesmo tipo de habilidade nas empresas públicas?! Não sei por que motivo andam os blogues canhestros do socratismo a tirar sarro e a rir-se à conta desta matéria, quando, de um lado, temos um secretário de Estado em exercício que tentou vender swap a um Primeiro-Ministro em nome do Citigroup, e não conseguiu; do outro temos a malta aflita do socratismo que fez ou mandou fazer, caucionou, promoveu, se responsabilizou, por mais de duzentos swap, quantos deles exóticos. Fez mesmo. Conseguiu mesmo. Parabéns! Portanto, se uns têm de se demitir, que os outros respondam em tribunal.

1 comentário:

Anónimo disse...

Acha que vai haver alguma consequência política ou judicial para quem os comprou?
Para isso acontecer a comunicação social e a justiça teriam que ser independentes.
Eu sei que em termos de simpatias acerca de futebol o Sr é do Porto e eu sou do Benfica e nos bons e maus momentos defendemos sempre o nosso Clube.
Na política enquanto que no centro direita existe uma cultura de espirito critico, no centro esquerda a mentalidade é meramente clubista, ou do partido, ou da ordem maçónica, ou do emprego autarquico.