A Troyka, o passismo, a crise, a dívida, os filhos da puta corruptos das legislaturas mais recentes — há qualquer coisa que conduz às diversas fases de uma única conclusão, logo, decisão: que havia professores a mais, pesavam no Orçamento. Só o descobriram nos últimos, sei lá, sete anos. Desde então tudo e mais alguma coisa tem sido feito e tentado para reduzir professores, não os parasitas político-partidários na engrenagem do Aparelho de Estado; diminuir professores, não os agentes sanguessugas instalados nas sinecuras que o Regime teceu e nas oportunidades que vai tecendo. Parece-me um erro. Enfermeiros recém-licenciados emigram. Professores com quinze a vinte anos nas faldas do sistema público transmigram o corpo para a alma do desemprego: descobrem-se nus, no vazio, tendo levado o exemplar pontapé no cu por que Passos e os outros não passaram nem passarão. Mais uma necessidade imoral do Estado, mais gente descartável por amor das boas contas sem qualquer culpa nas más. Para que lutei contra as patifarias lesa-governança PPP/SWAP do socratismo? Para pagar com o corpo na mesma?! Para pagar com a alma e levar do mesmo receituário perdulário de gente?!
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
Sem comentários:
Enviar um comentário