CHAPEAU!

Foi digno de ler ao longo da semana um conjunto de postas bem urdidas dentro da bloga doméstica [mesmo que manufacturada na Tailândia], das quais passo a destacar:
N' O Afilhado: O Argumentário Pró-aborto (1), (2), (3), de Tiago Moreira Ramalho: «Ora, se não damos oportunidade ao feto de viver a vida que o espera, como é que podemos dizer que ele não a vai achar merecedora de ser vivida? Mesmo com todas as restrições que possa vir a ter? Por outro lado, parece-me evidente que o direito à vida se sobrepõe ao direito à dignidade, pelo simples facto de que se eu viver posso avaliar se a minha vida vale ou não a pena de ser vivida e, caso considere que sim, continuar a vivê-la, caso considere que não, pôr-lhe termo.»
No Blasfémias, Portugal enquanto "grande autarquia", de João Miranda: «O que é que nos ensina o caso Freeport? Que não há qualquer perigo de captura do Ministério Público. O Ministério Público já se comporta como se tivesse sido capturado ao mais alto nível. Que grande parte dos analistas da capital é tão clubista e insensível a suspeitas de corrupção como o povo “ignorante” de Felgueiras e Gondomar. Que o conhecido fiscalista parece ter desaparecido em combate, quem sabe já tenha sido ele próprio capturado. Que o apelo ao nacionalismo contra as autoridades inglesas não é muito diferente dos apelos de Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro ao bairrismo contra as autoridades nacionais.».
No Avenida Central, A Democracia de Joelhos, de Pedro Morgado.
No Combustões, Inflacção de Religião, de Miguel Castelo-Branco.
No Combustões, Inflacção de Religião, de Miguel Castelo-Branco.
No Delito de Opinião, O Bloco do Gil, de Carlos Barbosa de Oliveira.
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