MÁQUINA DE MAGNIFICAR

A propaganda não olha a meios e a fachada não se poupa a esforços. A realidade, porém, é uma coisa diversa e às vezes horrível para as vãs expectativas de reeleição com base no pressuposto estupidificante da distribuição de electrodomésticos ou computadores, porque a receita é a mesma, senão veja-se como a Confederação das Associações de Pais denuncia os atrasos na chegada dos Magalhães às escolas e estima que o processo está a correr mal, segundo indica hoje a TSF. O facto de, em determinadas turmas, só uma minoria de alunos ter o computador está a obrigar as escolas a pedir aos estudantes para não os utilizarem na sala de aula, para que todos os alunos fiquem em igualdade de circunstâncias. A propagandesca máquina de magnificar iniciativas governamentais circenses, quando emperra, só pode encher de ridículo os seus promotores e de decepção os seus alvos. Cabe aliás perguntar se, depois do Magalhães, haverá condições para favorecer nos alunos também as aprendizagens tradicionais e basilares: da actividade manuscrita ao cálculo mental, da memorização de regras como prática, fonte e plataforma consolidatória de saberes.

Comments

Anonymous said…
"magnifica-se" o ilusório em detrimento do fundamental...muitas vezes!

E...a música a tocar! pela orquestração política...á falta de grandiloquência... eu diria moral!
antonio ganhão said…
A minha continua à espera. Dizem-me que falhou o azul, talvez já não apanhe dos vermelhos, e vem ai a série dos amarelos. Falo do Magalhães obviamente.

A Sá Couto está a pensar lançar agora o modelo Free Port!

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