NISSAN DESPEDE VINTE MIL



Em certo sentido, se em África e em boa parte da Ásia se tivesse fomentado e desenvolvido um mercado alargado e inteligente, capaz de absorver o que a Europa, os Estados Unidos e o Japão produzem no plano automóvel, se o proteccionismo europeu e norte-americano não tivessem sido tão férreos, seria mais plausível muitas marcas conservarem a sua força de trabalho e pouco abalo sentirem, viessem as crises que viessem. A Crise é uma crise de crédito e uma crise por saturação dos mercados tradicionais. É por isso que dificilmente haveria de igual modo a necessidade de o fabricante automóvel Nissan anunciar que vai despedir 20 mil trabalhadores entre Abril de 2009 e Março de 2010, para restaurar a sua rentabilidade, fortemente afectada pela crise mundial. "Em reacção a esta crise, para a qual não contribuímos, devemos reavaliar os nossos efectivos mundiais", declarou em conferência de imprensa o patrão do grupo japonês, Carlos Ghosn. Atingida pelo desmoronamento do mercado automóvel mundial e pela subida do iene face ao dólar e ao euro, a Nissan reviu em forte baixa as suas previsões financeiras para o exercício de 2008-2009, que termina em Março. Semana após semana, a tónica planetária é esta: mais desemprego. Mas há também da parte de muitas Marcas o interesse em se demarcarem o mais possível dos fundamentos e responsabilidades concretas por esta crise, questão que por alguma razão permanece nebulosa.

Comments

antonio ganhão said…
Pois... quando a Europa Comunitária se alargou a Leste isso criaria os tias novos mercados!

O que é certo é que com a China a produzir, na Europa não existe nenhuma actividade produtiva que consiga sobreviver e sem empregos quem pode compra os carros? África? Olha esses tb quando começarem a produzir...

O bem estar europeu construía-se com a fome que alastrava no mundo... hoje o mundo continua com fome e nós estamos como estamos!
Daniel Santos said…
Agora só falta os estados irem regar estes senhores com dinheiro.

Popular Posts