segunda-feira, novembro 30, 2009

HENRIQUE NETO ESMAGA SEXY-PIMBA

Um cidadão livre e um socialista justo. Apenas explosivo porque dos poucos que ousam insurgir-se contra as actuais mentiras e actuais perversões instituídas em Portugal. Homem honesto, recto, directo, em confronto com os processos mais desonestos e safardanas do Sexy-Pimba alguma vez vistos entre o pacato povo português. Prega talvez no deserto da "província", segundo Saraiva, tendo por isso o impacto na Opinião Pública devidamente minimizado num País controlado na verdade que lhe é dada a conhecer fora de tempo e a desoras: «Nos dois textos anteriores expliquei alguns dos erros do programa do Governo. Todavia, o pecado maior do programa é ser um texto mentiroso, no sentido em que foi escrito para agradar e não para ser cumprido. Desde logo por razões financeiras. Na semana passada o Ministro das Finanças anunciou o que já se sabia, o défice previsto das contas do Estado subiu para os 8,7%, ou seja, a margem de manobra do Governo para continuar a endividar o Pais é agora ainda menor e só o facto da palavra do Governo não contar para nada é que permite que se continue a enganar os portugueses com a solução para a crise do investimento público. De facto, seria o cúmulo da irresponsabilidade se o Governo, nas actuais condições das finanças portuguesas, continuasse a construir mais auto estradas e mais pontes, para além de tudo desnecessárias. Podemos por isso dizer, sem margem para qualquer dúvida, que os chumbos do Tribunal de Contas, para além de um acto de seriedade, são também uma bênção para o País. Cabe aqui uma palavra para falar sobre o ministro das Finanças. Sempre nutri por ele o maior respeito, desde o tempo em que foi secretario de Estado do saudoso ministro Sousa Franco. Todavia, todos sabemos dos efeitos perniciosos que a convivência com os maus líderes pode ter sobre os seus seguidores, por vezes mesmo sobre os melhores. Fico pois com a dúvida se isso está a acontecer com o actual ministro das Finanças, mas todos o ficaremos a saber em breve: ou assume seriamente a tarefa de pôr em ordem as contas públicas, que foi o seu objectivo quando chegou ao Governo, começando por dar razão a Oliveira Martins nos seus chumbos à arbitrariedade e ao desmazelo do interesse público, ou teremos mais um bom cidadão corrompido pelo poder de um primeiro ministro, que, no mínimo, não tem a preparação necessária para o cargo. Claro que ao fazer esta afirmação não desconheço a tese de que o investimento público, previsto no programa do Governo, é preciso para criar emprego e combater a crise. Poderia ser de facto uma ajuda, mas para tal seria necessário que existisse no Pais um clima mínimo de confiança na seriedade e nos propósitos éticos do Governo, o que não é certamente o caso. Com o clima de corrupção generalizada existente, com os métodos usados na revisão dos preços, com os objectivos anunciados e com as prioridades conhecidas do Governo a serem a EDP, a PT, a Mota Engil, a Ongoing, Joaquim de Oliveira, a Martifer, a Sá Couto e quejandos, é fácil de ver para onde irão os milhares de milhões de euros de investimentos públicos previstos. Para mais, tratando-se de financiamentos da Caixa Geral de Depósitos, do BCP, do Banco Espírito Santo e outros, recursos que são retirados ao investimento privado, nomeadamente exportador, esse sim necessário para criar empregos e para evitar o fecho de muitas empresas. Ou seja, a grande prioridade de José Sócrates não são os postos de trabalho, mas a ajuda às empresas do regime e o controlo dos meios de comunicação, para que os portugueses não se apercebam disso. O que o ministro das Finanças fará em relação a isso está para se ver. Pessoalmente, espero que esteja à altura do que faria Sousa Franco em idênticas circunstâncias. Passados quatro anos e meio de governo de José Sócrates, a credibilidade da Justiça portuguesa bateu no fundo. Fazer menos, ou fazer pior, dependendo dos pontos de vista, seria difícil. Todavia o programa do Governo propõe as mesmas generalidades de há cinco anos: “Justiça mais simples e desburocratizada, Justiça mais célere, Justiça mais acessível, Justiça mais transparente e previsível,” e por aí fora. Ou seja, tudo aquilo que não foi feito nos últimos quatro anos e meio. Ao mesmo tempo, o primeiro ministro tudo faz para esconder dos portugueses as conversas em que foi apanhado ao telefone a organizar o apoio às empresas do regime. O Presidente do Supremo e o Procurador Geral da República entendem-se com o mesmo objectivo, com base numa lei feita pelo actual Governo, e, ao mesmo tempo, as empresas de sucesso de um sucateiro tornado célebre, continuam a ganhar os concursos públicos em que entram. Mesmo depois de se saber que ganham os concursos porque utilizam meios ilegais, como o roubo puro e duro. Trata- se de um bom incentivo para que as empresas que perdem os concursos pensem em imitar as empresas vencedoras. Entretanto, no programa do Governo, cheio de medidas para todos os gostos, no capítulo da corrupção não há nenhuma medida proposta. Mais palavras para quê?» netohenrique8@gmail.com Jornal de Leiria

INFLEXÃO DE PROCESSOS A NORTE

Fanáticos, os benfiquistas reprovam a amizade entre Jesus e o Papa do Norte. E não há dúvida que qualquer conjunto de resultados desportivos negativos bem poderão fragilizar a devoção quase unânime benfiquista ao milagreiro de serviço. Provavelmente, a boa aura de treinador goleador ressentir-se-á do ódio que nutram por ele na sua liberdade de ter os amigos que bem entender. Entretanto, algumas mudanças profundas se operam para reanimar o futebol até aqui pardo e inconsequente do FC Porto. Durarão?

UM IMENSO MUGIDO

Perante a imagem apodrecida do homem, arrolado em demasiados escândalos, com manifesto apetite por mais obras públicas, mas com toda a aura de as fazer directamente atribuídas a amigos, contornando concursos ou viciando-os, tudo isto eterniza-se a bater no fundo sem nunca lá chegar. Ouve-se, aliás, em vez do furor impaciente de um Povo que se sente, um imenso mugido. O imenso mugido da Opinião Pública abafada ou então amargamente rendida, como certas mulheres há demasiado tempo agredidas e violentadas. Essas que perdem o dom de reagir em favor de um pavloviano suportar simplesmente. A imprensa está domesticada. A bloga está minimizada e não respira como anteriormente aquele interesse explosivo do público que certos jornais alimentavam livremente. China! Isto por cá está ao gosto policial da China, tirando a bancarrota que nós temos e eles nem por sombras.

LULA E O MENINO DO MEP

Os Filhos do Brasil: «Lula continuou: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta". Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de "menino do MEP", em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir.» E mais: «O tigre de dente de sabre fodeu-se (como dizia meu tio Silvio), porque especializou-se em demasia. No topo, viramos trapezistas: um passo em falso nos leva à terra onde a multidão ululante e os bajuladores que nos assassinam com seus projetos infalíveis sentem-se enojados porque caímos.»

DUBAI REBENTA EM GRANDE

«O rebentamento da bolha especulativa do mercado imobiliário do emirado do Dubai levou ontem o maior grupo empresarial da região a anunciar ao mundo que, durante os próximos seis meses, não vai conseguir pagar as suas dívidas, colocando o sistema financeiro internacional próximo de uma nova crise de confiança. O grupo Dubai World, que está sob o controlo do Governo do Dubai, pediu um adiamento até "pelo menos Maio de 2010" da amortização das suas emissões obrigacionistas de 59 mil milhões de dólares (cerca de 40 mil milhões de euros ou um quarto do PIB português). Esta é uma das maiores ameaças de incumprimento no mercado de dívida das últimas décadas, apenas comparável com situações como as da Argentina nos anos 90, ou da Islândia em 2008. O Emirado do Dubai, um dos sete que constituem os Emirados Árabes Unidos, tornou-se nos anos anteriores à crise financeira no símbolo máximo da euforia imobiliária a que se assistiu um pouco por todo o planeta. Ao pé da exuberância do mercado imobiliário do Dubai, a oferta de crédito fácil na Califórnia ou a construção em série de moradias no Sul de Espanha quase podem ser apresentados como exemplos de investimentos de baixo risco. As autoridades do Dubai decidiram no início desta década que queriam fazer do território o novo centro financeiro, turístico e cultural do globo e não se pouparam a nada para consegui-lo. Desde a construção do Burj Dubai, o mais alto edifício do mundo, com 818 metros e inauguração marcada para o dia 4 de Janeiro, até à criação de uma ilha artificial em forma de palmeira, passando pela organização dos mais diversos eventos desportivos e culturais, o território foi surgindo no noticiário mundial como sinónimo de luxo e exclusividade. Os problemas surgiram em 2008. Quando a crise financeira internacional atingiu o seu auge, os investidores, especuladores imobiliários e turistas milionários que tinham ajudado a sustentar o crescimento no Dubai viram-se forçados a regressar aos países de origem. A fuga de estrangeiros foi de tal modo volumosa e brusca que era possível notá-la observando os milhares de veículos de alta cilindrada que se encontravam abandonados nas ruas da cidade. Durante os primeiros oito meses de 2009, os preços do imobiliário caíram para metade e cada vez mais escritórios e apartamentos ficaram vazios, forçando ao adiamento de projectos no valor de 24 mil milhões de dólares. Sabendo que todos os investimentos tinham sido feitos recorrendo ao mercado internacional de crédito, já se temia que começassem a surgir dificuldades no pagamento dos 80 mil milhões de dólares de dívidas. Mas havia a esperança que as autoridades de Abu Dhabi, o emirado mais rico (graças ao petróleo), continuassem a suportar os seus parceiros do Dubai. O anúncio ontem feito parece mostrar que esse apoio deixou para já de ser possível. Ontem, por causa do Dubai, o clima de nervosismo nos mercados financeiros internacionais regressou em força. As bolsas caíram e as taxas de juro das obrigações menos seguras dispararam. Tanto na Europa como nos EUA, todos queriam saber quem é que tinha investido no Dubai e quais os próximos mercados a cair. Portugal não escapa aos efeitos negativos. O impacto directo — que ocorre nos casos em que entidades portuguesas tenham adquirido títulos de dívida com origem no Dubai — é difícil de quantificar. Contactada pelo PÚBLICO, fonte oficial do Banco de Portugal, limita-se a dizer que "a situação está a ser avaliada". Mas o impacto indirecto já se tornou evidente. Como os investidores, nesta situação de stress, se protegem nos investimentos mais seguros, as emissões de dívida feitas pelo Estado e as empresas portuguesas saem prejudicadas face, por exemplo, às das suas congéneres alemãs e, por isso, as taxas de juro suportadas por Portugal tendem a subir, algo que já aconteceu ontem.» Público

«É O EQUILÍBRIO DA PODRIDÃO.»

!

DUPLO QUEIXO DO MAL


Já somos muitos a pensar que o QuEixo tem um caos que entontece e um grasnar-Clara que irrita: «A peixeirada-do-mal é uma nódoa que cai aos fins-de-semana num canal de informação – a SIC-Notícias. O moderador não modera e os opinadores não opinam. Ou opinam, mas ninguém os ouve: atropelam-se todos à molhada, cada qual a levantar mais a voz do que os restantes, e a peixeirada instala-se invariavelmente. Não é um grande mal, porque o pouco que se percebe é um chorrilho de lugares-comuns que não-aquenta-nem-arrefenta. Pela devida ordem, a senhora vai à frente. Seguem-se dois inócuos. Por fim, o lugar mais honroso é o do Daniel Oliveira. Raramente concordo com ele, mas reconheço que se destaca pela seriedade e coerência. Já lhe dirigi umas gracinhas no passado, mas deve ser por isso mesmo que gastei algum tempo. E até lhe dirijo outra: aquela peixeirada não é séria, Daniel.» João Carvalho

domingo, novembro 29, 2009

BEATITUDE. FELINAS FLAMEJAM FOGUEIRAS

«É justamente o felino que existe em cada um de nós — naqueles que não fazem questão de exibir a sua extraordinária "pessoa humana" — que permite continuar. Ontem tomei banho naquele mesmo mar. E hoje estou um ano mais velho do que estava no instante em que mergulhava. A partir de determinada idade, os aniversários só podem ser celebrados nas costas de um felino.» João

ENFADONHO MST E MALQUERENÇA

Miguel Sousa Tavares embrulha-se com a maior das facilidades nos seus próprios argumentos e, pior, parece comprazer-se com as urdiduras minudentes com que a Lei se tece. ficamos a pensar que a linha argumentária que segue demonstra ser José Sócrates vítima de uma malquerença injustificada, injusta, exagerada. MST é mais um que não é 'povo' e pensa que o 'povo' é estúpido nos seus juízos consumados, segundo ele, somente induzidos pelos media nos seus desígnios de denegrimento de famosos e poderosos apenas por serem poderosos e famosos. MST e JPP foram separados à nascença, filhos da mesma irredutibilidade "ponto-de-vística". Esquece-se o primeiro que muito antes de todos os casos que as escutas possibilitam arrastar debalde, já um conjunto de privilegiados conhecia de perto a peçonha em concentrado que é esse alvo bimbo de todas as suspeitas. Se o Miguel, como Marinho Pinto, tanto se aplica no labirinto da lei e nos vícios procedimentais que possam ter atentado contra o bom nome e a intimidade do PM com nula ou insuficiente fundamentação, deveria fazer uma declaração de interesses do tipo: eu escrevo no sentido de defender e ilibar esse Cristo inocente da suspeita e da trapalhada chamado José Sócrates, tramado pela escassa imprensa que ainda não domina, tramado, numa insistência ad hominem, por esses pressupostos políticos subjacentes aos ataques de índole pessoal de que tem sido alvo ou cujo comportamento displicente, trapalhão, controleirista, tem possibilitado numa reincidência estranhíssima. É que não podia ser mais transparente a linha de raciocínio de MST; uma que não é isenta, uma que faz vista grossa ao conjunto de sinais preocupantes de uma tal concentração de poder jamais vista num só. Tudo indica que MST não é insensível ao lado certo da $Força$ e pessoalmente já tomou partido há muito. São milhões os que tomam partido pelos seus patrões oficiais ou oficiosos, mesmo que, com o seu ar hílare e estúpido, não passem de refinados trastes. Pagam! É tudo. É por isso que não tem limites o velho cinismo pragmático e plástico da inteligência. De resto, os heróis não cheiram bem: «Entretanto, e como vem sendo hábito, no meio de tudo isto, continua a passar-se ao lado de uma questão, a meu ver, essencial ao Estado de Direito: a banalização das escutas telefónicas. Aquilo que deveria ser um meio de investigação acessório e excepcional — pela violência que representa a devassa da intimidade da correspondência de cada um — tornou-se não apenas o meio habitual de investigação mas o principal, quando não único.» MST

PÁ DE COVEIRAR

«Ver a justiça a ser avacalhada é uma coisa que me chateia, pá. Chateia-me, pá, ver o Ministro da Economia a chamar espiões aos juízes. Chateia-me, pá, ver o Pacheco Pereira a querer discutir escutas na praça pública. Chateia-me, pá, saber que há quem ponha escutas na rua porque não acredita na Justiça. Chateia-me, pá, saber que há quem avise suspeitos de que estão a ser escutados. Tudo isto, pá, me chateia profundamente, pá. Como dizia o Almirante Pinheiro de Azevedo, não gosto de ser sequestrado, pá. É uma coisa que me chateia! Mas o que vejo a decorrer é um verdadeiro sequestro colectivo. Em torno do caso Face Oculta, já foi sequestrada a honorabilidade das instituições democráticas: encontra-se detida em parte incerta. A confiança dos cidadãos na política e na justiça também desapareceu, e desconfia-se que tenha sido degolada num beco. Os direitos, liberdades e garantias estão sob resgate, e não há dinheiro para o pagar. Até a inteligência e o bom senso deram sumiço em 90% das cabecinhas pensantes que por aí andam a opinar. Desculpem-me, mas ainda não vale tudo no combate político. Não vale avacalhar as instituições basilares do Estado de Direito e da democracia, mesmo quando temos dúvidas sobre a qualidade do seu funcionamento. Não vale deitar fora o bebé com a água do banho. A política do quanto-pior-melhor leva-nos para o pior, não para o melhor. Isto que digo vale tanto para os socialistas empenhados em defender o seu líder como para os opositores empenhados em atingi-lo. Estão todos no seu direito, mas há limites. O povo é sereno, mas a paciência também tem limites. Não os queiramos testar.» Aparelho

DE OLHINHOS POSTOS NO DUBAI

«O pânico do ministro das Finanças português — ao perceber que a oposição negara ao governo a possibilidade de receitas fiscais adicionais vindas do novo Código Contributivo — explica bem a incapacidade do país gerar dinheiro. E quando não há dinheiro... até o Dubai pode sugerir falência. O Dubai pode parecer distante, mas mostra bem o que pode acontecer a economias como a portuguesa.» Martim Avillez Figueiredo

MILOW - AYO TECHNOLOGY (LIVE ACOUSTIC)

ONDA MAGNETOHIDRODINÂMICA

«O nome técnico é “onda magnetohidrodinámica de modo rápido” ou “onda MHD”. A nave STEREO registou uam elevação de 100 mil quilómetros de altitude, a uma velocidade de 250 km por segundo. Os tsunamis solares não representam uma ameaça directa para a Terra. Da descoberta podem ser tiradas importantes conclusões: “Podemos utilizar a informação para diagnosticar as condições do Sol. As ondas do tsunami também podem melhorar as previsões meteorológicas do clima no espaço”, disse o co-autor do estudo, Angelos Vourdilas.» i

FISIONOMIA PETULANTE

Nunca esquecerei aquele dia. Dentro do aparelho de televisão, o indivíduo passava de nariz emproado e, em face de tanto indigente, tanta gente estendida no catre espiritual da miséria no seu País, ele declarava-se alheio, exprimia indiferença, com o seu esgar inconfundível aparentado vagamente com um sorriso, esgar velhaco de paxá intrépido, entregue ao deboche de Estado. Chocava ser esse espectáculo de gente caindo na miséria absolutamente indiferente para si. No topo da cadeia alimentar, todos os golpes que dera até aí, todas os desfalques indirectos que fizera às contas públicas, todas as luvas que recebera, graças à altas posições alcançadas, fora em nome do aperfeiçoamento pessoal, do acesso aos maiores requintes da vida, o gosto de dominar, de alcançar a todo o transe esse mesmo topo e o mais rápido que lhe foi possível. Estar de pé, depois de tudo o que se lhe conhece, como se nada fosse é a sua forma de mangar com a gente. Habituou-se a ditar a Lei. Alargou por decreto a decência fazendo-a recobrir algumas obscenidades. Sabe-se indecente, mas está por tudo. A Lei dobra-se perante o imperativo de si mesmo. Que o apeiem, se souberem. Se puderem. No seu histórico, sobejavam oportunidades que lhe coubera aproveitar. Enriquecera. Fazia-se temer pelo círculo dos que empregava, uma corte obediente bem forrada com os dinheiros públicos. Era cretino? Sim, era. Convicto? Convicto! Se lhe assassinavam o carácter e o bom nome, faziam-no com verdade e justificadamente, embora um assassinato de carácter seja universalmente um acto baixo, uma iniciativa reles. Só isso permitia uma extensa defesa por parte de algum senso-comum devidamente apascentado. Ele porém provava com o seu caso, num país dissoluto, que o crime já não contava, se se pudesse manter todas as aparências. Provava que os media, quando encostavam um Político enegrecido-carvão à parede com factos graves a ele imputados, essa mesma parede tinha afinal portas sucessivas e sucessivas saídas secretas. O sistema respaldava o corrupto com naturalidade, o que faria as delícias de um sul-americano. De resto, nesse país dissoluto, tudo era corrupção. Estar desempregado consistia num azar pessoal. Emigrar para Angola, só por especial favor, cunha especial. Nada importava no país dissoluto. Não importava senão a ventura de um salário mínimo de 450 euros, matéria de riso, barrigadas de riso, por toda a demais Europa. Nunca esquecerei aquele dia. Aquela fisionomia petulante ainda lá está, hirta e firme, sorrindo, nesse país dissoluto. Ainda o mesmo esgar, o mesmo punho instalado na anca, enquanto perora na arena parlamentar. Sempre ao ataque, é a maior virgem impoluta de que há memória. Dizem-me para olhar para a floresta e não para a árvore. Porém, que símbolo maior da floresta encontraria senão tal árvore de caruncho reluzente?!

H1N1, UM JOGO PLANETÁRIO?

MORTE AO CONTRIBUINTE

«O Governador do Banco de Portugal já levantou o véu. Nada que eu e tantos outros não esperassem. As contas públicas estão uma lástima, agravadas por uma crise estrutural e uma taxa de desemprego galopante (passe a metáfora). Solução? A típica e pouco imaginativa à qual os vários Governos nos habituaram: aumentar impostos como via de aumento das receitas (que certamente continuarão a ser mal geridas e redistribuidas). Em suma, a paliativa "solução" é fácil, é segura. O contribuinte não tem por onde piar.» hidden persuader

À LUZ DE UM CALÇOS DO TANHA

Nem falo das entradas! Elenco e evoco, apenas, com místico recolhimento, o meu Cabrito, o Polvo à Lagareiro do Tarantino, a Vitela do Daniel, chaço de respeito, e sobretudo o nosso Calços do Tanha, divo néctar, odorosa pomada. Esta posta tem abraços aos meus dois convivas de ontem, Tarantino Ferreira Pinto e ao Daniel. Não resisto a fazer-lhes um justíssimo link reciprocitário: «A vitela ontem em Famalicão estava bem boa, o vinho a condizer e a conversa excelente. Aquele abraço ao Joshua e ao Ferreira Pinto Daniel

LASSITUDE E SINERGIA

As oposições são quem mais ordena e governar Portugal finalmente passa por elas. É como se o PS só "governasse" sob chancela da globaldidade dos partidos, das suas medidas combinadas e, assim, mentir fosse muitíssimo mais difícil de operacionalizar por José Sócrates, enquanto outros players se destacam no meio da salgalhada legislativa habitual. Queixa-se ele de que o adiamento do novo código contributivo constitui um aumento de despesa, que o Parlamento lhe está a aumentar despesas pois o adiamento do novo código contributivo é um travão ao aumento de impostos, «coisa que prometeu que não aconteceria». Portanto, da sinergia de um Parlamento que, cumprindo o seu papel, obriga a falar verdade um Governo habituado a mentir, a dizer X e a fazer Y, resulta um benefício ilimitado para corrigir o melhor que se possa a nossa bancarrota catita e também todas as teimosas perversões que desactivam a economia. Ver-me-ei por aqui vergado a um Governo Socialista que finalmente governa na humildade por interposta Oposição. Um Governo Socialista permeável ao seu contributo porque forçado pela democracia parlamentar. O pluralismo é uma coisa fantástica, quando praticado. Mesmo à força. À lassitude de todo um povo vergado aos factos mais tristes, à sujidade partidária mais reles, responde o Parlamento com novo rasgo, limitando a margem de manobra para a vitimização sonsa do PS. Portugal pode endireitar-se somente com essa violência democrática de uma Oposição legislando-fiscalizando-governando em vez do Governo e cada vez mais para além dele.

sábado, novembro 28, 2009

10 MIL MILHÕES DE CONTOS A ARDER

Mais um péssimo sinal, devidamente relevado pelo meu amigo David, dentro da grande sintomatologia nacional de fraude moral, derivas irracionais, e viciação completa de algumas das instituições da República. 50 mil milhões de euros europeus sorvidos e desaparecidos em Portugal, entregues talvez aos mais rapaces e sôfregos da aparelhagem partidária do Bloco Central, mas dentro da responsabilidade governativa dos longos e funestos anos recentes do Partido Socialista. Tudo isto encana na corrosão ética e cívica da política amplamente patrocinada pela propaganda de embrutecer e apassivar os cidadãos. Nesse ponto, estes socialistas socratinos não olham a meios nem a gastos. Percebe-se bem que a engenharia instaurada no cerne decisório do País e nos seus longos tentáculos é a da desonestidade multiforme e exponenciada. Corromper a integridade e o bom nome de Portugal no panorama internacional parece procissão que ainda vai no adro.

BARRETO, VOZ DE CASSANDRA

A ler e reler. António Barreto, como Medina Carreira, fala a linguagem da iminente catástrofe plausível portuguesa. Ser escutado é outra coisa. Uma coisa minoritária num povo aflito consigo mesmo e embrutecido para sentir o destino colectivo como coisa sua, premente, digna de reflexão. Pena que boa parte da massa crítica do País esteja na diáspora e mesmo a sua portugalidade se vá dissolvendo progressivamente noutras grandes nações. Pena seja precisamente o refugo mais reles a improvisar governar-nos, atropelando e desrespeitando a fraca sociedade civil, coisa irrelevante, ultramanipulada e condicionada na mão de perigosas e irrecomendáveis figuras, num complexo e meticuloso trabalho pífio de contenção dos "danos" da escassa liberdade de opinião, prodigalizando desdém por quem escreve e por quem pensa fora do discurso socratino oficial: «A nossa prioridade é dar informação e instrumentos de conhecimento aos cidadãos. Aquilo que transmite informação faz homens e mulheres livres. E uma das lacunas de Portugal - por falta de hábito, de experiência, de cultura — é não ter cidadãos livres, informados, capazes de participarem de modo independente na vida pública.»

SISTEMA DE DESPISTE INTERNO

Isto de controlar Portugal como coisa e as pessoas como entidades de sobrevivência passíveis da torneira punitiva ou recompensadora, pode dar mau resultado, pode enlouquecer, voltar-se contra a própria sede carniceira do actual poder encarniçado, mais ditadura que qualquer outra coisa parecida com democracia, país da "ilibação progressiva", do podre, da impunidade, onde um só habitual imune e impune põe e dispõe cada vez mais de tudo e de todos. Pergunta Helena Matos para onde ia como uma seta o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Mário Mendes? A mais uma festa do Regime dispensador de sinecuras. Não têm tempo a perder.

DR. JIN GUO PING, CADASTRO DA VIRTUDE


Está a tipificar-se na sociedade portuguesa publicar torpezas por dinheiro, vender denegrimento de personalidades admiravelmente nobres, pela necrose moral do dinheiro ao serviço dos interesses de quem o maneja. Ter cadastro, na China controleira, policialesca, persecutória, em demasiados casos é o mesmo que tê-lo tido no velho império comunista de leste, onde se prendiam e eliminavam activistas por actividades "subversivas" contra o Povo e o Estado, se subverter for lutar pela liberdade, detrair a opressão. Deveria haver decoro e capacidade de resistir, como Aristides de Sousa Mendes. Como Jin Guo Ping! Cumpre-nos resistir à sordidez plutocrático-regimental instalada em Portugal porque resistir é um direito e um imperativo patrióticos: «Honra e Glória ao Dr. Jin Guo Ping, Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique. Nem passaram vinte e quatro horas desde a condecoração do Dr. Jin Guo Ping e já se erguem as mesmas vozes dos "jornais de referência", fazendo um favor à diplomacia de Pequim. O mundo das negociatas e o franzir de sobrolhos dos mandarins que trocaram os maoístas pijamas verdes pelos globalizantes fatos cinzentos "Arremani" ou "Vézatche", podem, porque pagam.» Estado Sentido

sexta-feira, novembro 27, 2009

BORRA-SE MAS NÃO SE RALA

E chegamos àquele estado em que Sócrates borra-se, mas já não se rala. Como o homem nervoso da velha anedota. Está toda a gente a olhar para o mau aspecto curricular passado e decorrente; toda a gente que abra os olhos repara nos princípios de malícia por ele introduzidos na sociedade portuguesa, amplificando a tal simulação democrática (desde 1976!), mas ele não se rala. O país em mau estado a todos os títulos, a começar pela generalizada chantagem mediática e aperto informativo, pela deformação da liberdade de pensamento mediante o constrangimento empregatório, pelo cortejo de incensadores do reles e desculpadores profissionais do intolerável, políticas económicas erradas, escondidas, manipuladas e filtradas para a Opinião Pública, perante uma maioria de apáticos ou simplesmente pragmáticos à procura de escapar da catástrofe que se vislumbra. E a catástrofre portuguesa, ao contrário da islandesa, não no-la deu a Crise Internacional, mas o espertismo mais ronceiro e malicioso a esburacar o Aparelho de Estado. A ler para que se perceba.

quinta-feira, novembro 26, 2009

ESSE NOVO CASTRAR VELHO E SUBTIL


Para quê prender ou torturar fisicamente os adversários em retaliação por opiniões não normalizadas, isto é, não passadas pelo crivo-funil mega-assessorado ao serviço do dictat Socratino?! Não é tão mais simples apertar-lhes, ou ablacionar-lhes!, os testículos pelo indirecto esmifrar económico, pela suspensão publicitária, pelo despedimento consequente? Ó subtil interferenciazinha megalómana! Pedro Lomba e José António Saraiva não poderiam gritar mais, num país enrouquecido ou simplesmente surdo ao cúmulo da putrefacção. Entretanto nós, os subversivos e sublevados cidadãos, somos postos em sossego e em silêncio de idênticos modos. De nada nos serve gritar aqui d'el-Rei. Há novos conceitos proibidos e novas palavras esganadas.

A ALEGRE BANCARROTA

Meditar um pouco, só um pouco, neste acesso de lucidez Avilez, apenas o melhor excerto do resto da Avilez lucidez. Depois continuar complacentes com Constâncio e a sua recente sabujice assessora com o Estratega de esta casa da Guarda ou licenciatura automática, que é precisamente Portugal nas mãos dele.

quarta-feira, novembro 25, 2009

GRANDE BLUFFER. POKER DE ESTADO


Não há combate ao Sócrates político (hegemónico na indústria mediática de mentir, insaciável nas sondagens industriais de condicionar, astuto, brutal com os adversários, sempre imune e sempre impune politicamente, quiçá também judicialmente) que não passe por submetê-lo a ele mesmo, ao Sócrates económico, megadesempregador, que anuncia não aumentar os impostos e mesmo assim combater o défice, a mais recente quimera reluzente em que se isola. Nem os bajuladores habituais, Constâncio e Silva Lopes, o secundam nesse milagre prometido, novo milagre das rosas. A Energia. Poderão ser os "ferozes" investimentos energéticos aflitivos a equilibrar as contas públicas no curto prazo? Oxalá assim fosse para bem de todos. Depois, com calma, era limpar a batota cleptocrática instituída e todos os processos duvidosos para ganhar eleições; depois era moralizar um sistema bipartidário decadente e corrompido, onde só medram os mais adaptados à ferrugem moral. O seu expoente tem a bola e não a passa. Bluffer nato, esconde o jogo económico, disfarça o desastre social e camufla a desordem das contas públicas onde todas as tropelias se praticam às ocultas. Ninguém diz nada à espera que ele jogue o seu poker de Estado, no qual se aposta todo e vai a jogo com todos os portugueses em cima do pano verde, mesmo os mais burros e crédulos apoiantes da podridão ética, como penhor.

VALUPI, O INSULTIVAGO

Mais um galfarro da bloga, a serviço do Zé Bad-Coin, aqui muito bem caracterizado para memória futura no seu garantido vazio e nulidade. Não faltam Valupis a conspurcar o ambiente da palavra partilhada, a empestar a boa fé e o recto pensar de uma serena maioria com torpedos e torpezas anónimas.

terça-feira, novembro 24, 2009

VIRULÊNCIA E PATERNALISMO


Calma, PSD, que para Soares ainda há esperança! O assalto aos orçamentos de Estado ainda é possível um dia destes ao PSD, saciados os empregados de este PS-Governo, agência de empregos, tachos e toda a sorte de sinecuras para os "seus" "nossos" "deles". A velha alternância PS/PSD é vital para a devastação do Presente e o comprometimento do Futuro. Os chamados Partidos do Meio ainda não acabaram de sugar os cidadãos e de atrasar o verdadeiro desenvolvimento e bem-estar das pessoas ainda crédulas e embrutecidas com migalhas e enganos. De resto, enquanto houver casos torpes e sistemática inconsequência rançosa justiciária, o "pluralismo" do saque e a morredeira moral do Regime estão assegurados porque o estarão PSD e PS, apesar de si mesmos. Paternalista da liberdade e obamista à falta de melhor, com uma imensa capacidade de prospecção rendosa para si, Soares é toda uma fantasia de um socialismo que lhe correu especialmente bem. Isto pertence aos audazes da oportunidade, como ele. Tudo na mesma. Tudo igual. A «virulência» do Pulido e o melhor dos mundos para Soares, el-rei republicano de um País escavacado entrando alegremente pelo cano.

ÂNUS DE BURRO NÃO CHEGAM AO CÉU


Para O Jumento, defender Sócrates, sempre! E com toda a alma e todo o Bolso. Aberto. O raciocínio por absurdo de esse blogue governamental é este: uma vez que toda a gente da política nacional não é virgem, e não somente Sócrates desvendado porque escutado, tudo o que mancha de suspeitoso o PM é uma questão de deixar andar. O que é preciso é que o "Face Oculta" conspirativo morra processualmente, recaia no silêncio. Dê-se-lhe o mesmo destino de todos os outros processos porque é para isso que serve a Cloaca Máxima Arquivacionista do Regime Replublicano. Encobrimento. Para O Jumento, os podres do PM são exclusivamente matéria de combate político e uma malícia de polícias e magistrados aveirenses. Como quem diz: matou? Burlou? Estuprou? Manipulou grosseiramente o equilíbrio mediático traficando influências e favores? Não interessa. Outros o fizeram igualmente. Ou o fariam. Se um vai ao fundo, vão todos. Saber-se tal coisa e respectivas consequências judiciais são, para O Jumento, mero argumento político, fuel de combate interpartidário; algo a desvalorizar pois todos estão sujos e todos são forças políticas na má vida. Seria tudo muito lindo, se fosse como elenca esse blogue socratino, aliás na mesma linha dos editoriais do DN, JN, TSF e outros media, se não se estivesse a falar na viciação grosseira de toda a estrutura mediática e política pouco antes de importantíssimas eleições e no prévio desequilíbrio eleitoral logo instaurado num país Estado-dependente. Não consta jamais nos anais da política pós-democrática, aliás cleptocrática, que um só homem tenha manipulando a seu bel-prazer as famosas indústrias de sondagens, os principais jornais do País, as principais televisões, a Banca, logo o BCP de Vara, que aliás foi lá posto por imensas razões, pivot de todas as manobras que também e tão bem enganaram o povo português nas última legislativas. Perante o demonstrado, O Jumento está completamente ao serviço do Burro que o carrega e do Cavalo que nos escoucinha e nos derruba a nós.

PROSTITUTAS E DINAMITE MORAL


O Câmara continua furiosamente activo naquela imensa solidão frenética e no perpétuo solilóquio do costume. Já toda a gente sabe que o Câmara é o Governo a blogar via assessorias dispendiosas e por isso mesmo ninguém passa cartão ao Câmara, nesses exercícios sofistas tendenciosos, viciados, que envergonhariam qualquer humilde aristotélico ou mínimo silogista. O Câmara queixa-se de que o João não linka o Câmara e arranja subterfúgios para o fazer; o Câmara insulta Eduardo Cintra Torres, uma das vozes mais válidas e lúcidas na análise mediática nacional e à respectiva captura castrante e hegemónica perpetrada pelo Zé Má-Moeda, e o Câmara fá-lo pela própria caixa solitária de comentários que rigorosamente ninguém frequenta a não ser os, uma vez mais, muito caros ao erário público respectivos bloggers usufrutuários. O Câmara também não linka o PALAVROSSAVRS REX, sendo que linka cão, gato e periquito, assim como o não fazem O Jumento nem o Blasfémias nem O Insurgente. E daí? E porquê? Porque a prostituição existe na bloga como existe na Universidade, assim dizia e sabia Jorge de Sena. E quanto "maiores" e "mais importantes" mortais se concebam, tanto mais dados à prostituição intelectual e moral. É um dado da vida deles. A cultura instituída entre eles instila em toda essa gente mal-habituada, negligente e superiormente paga, a necessidade de ir para a cama moralmente com quem mais ordena e melhor paga; habituam-se cedo a ter coitos de respeito com quem lhes acoita a respectiva importância de meras prostitutas secundárias da opinião, da política, da agendazinha do elogio mútuo, da intrigazinha reles, do grande catavento do dinheiro e do por onde é suposto ele escorrer ou estancar. O seu ecletismo zarolha cheira mal porque discrimina naturalmente. A bloga é, muitas vezes, um oceano de prostitutas do comentário entre iguais e onde elas superabundam ressente-se o já rarefeito amor a Portugal e à mais completa liberdade de espírito. A sua pátria são os interesses mesquinhos e a politiquice suinicultural. Nesse ponto singelo, Jorge Ferreira, acabadinho de partir rumo à Pátria Celeste, foi exemplarmente magnânimo, e tanto quanto desejou sorver a Vida até ao último e suculento trago, descobrindo o significado de haver pessoas no mundo e de ser pessoa para elas na plenitude que lhe foi possível. O resto, esse outro resto, são prostitutas. Valha-lhes que eu não sou nada esquisito, embora, por exemplo, me custe a falta de dinamite moral no títere volúvel JPP, grande prescritor de dinamite intelectual para os outros como se o consumisse com alegria e proveito, ele que é um avaro Bardo de um Regime a desfalecer em parte por causa de todos os Pachecos da Crítica Resplandecente, mas sem Projecto nem Esperança nem Êxodo.

domingo, novembro 22, 2009

«NO CENTRO DO REGIME, O PSD APODRECE»

Nem mais. Escoram-se reciprocamente o PS e o PSD e ambos apodrecem de um apodrecer complementar e igualmente deprimente. A República não pode contar nem com o PSD nem com o PS. Os seus fantasmas perduram na véspera da completa desintegração. A queda do Regime é o facto iminente que inspira o catastrófico de todos os diagnósticos. A crise do PSD é uma coisa precursora do que espera o país e as suas instituições. Até disso o povo português, caso não passe fome, será absoluto espectador não interveniente diante do caos e do colapso das instituições da República. Pensará como de costume: «É uma coisa lá com eles, que se amanhem.» Tarde compreenderá que a miséria e a vergonha lhes explodiram na face sob décadas de complacência e alheamento.

ASSIS, O SOVADO DE FELGUEIRAS


Francisco Assis, até há bem pouco tempo era uma múmia do PS. Hoje é líder parlamentar do Partido Socialista. Isso tem os seus custos. O grande espancado de Felgueiras, com um pero que aliás só lhe arrancou os óculos e lhe preservou o maxilar, declara que o arquivamento das escutas que envolviam José Sócrates, no processo Face Oculta, prova que não havia nenhuma razão para que esse tipo de ataques fossem dirigidos ao primeiro-ministro. É triste o papel de Francisco Assis. É inaceitável que se branqueie a realidade divulgada. Todos os esforços isolados de encobrimento são óbvios de mais. A coisa corre à feição dos interesses instalados e prestimosamente ao sabor do poder PS e maçónico. Urge duvidar ostensivamente da decisão de Pinto Monteiro arquivar as certidões retiradas de escutas feitas a conversas entre o Primeiro-ministro e Armando Vara porque estes políticos nos não merecem qualquer benefício da dúvida, capazes de vender os pais, capazes do diabo a quatro. É uma questão de integridade intelectual duvidar e absoluto imperativo cívico exigir clareza total. Por muito menos Nixon estoirou e a sociedade portuguesa precisa de uma Catarse que se veja. A evacuação do Zé Má-Moeda ajudava ao ambiente pestilento que ele criou e onde medra com pleno à vontade, dominando uma classe de efeminados e covardes mantidos em silêncio com euros entre os dentes como freio a equinos. Quanto custa ao erário público a satisfação de Francisco Assis, o justiceiro de Felgeiras, com a decisão do procurador-geral da República de arquivar as certidões?! Nós vemos e sabemos que tudo o que se abafa em Portugal tem tido um preço; vemos que Sócrates compra Portugal por tuta e meia e todas as consciências estão à venda e ao seu serviço e não há homem, MFL, JPP, Portas, que lhe façam frente, abalem os alicerces de esterco em que assenta por tacticismo e interesse particular. Não se acredite que a Oposição seja uma coisa a funcionar. Assis não pode chorar que se tem assistido a uma tentativa clara de decapitação política do governo e do Primeiro-ministro feita de uma forma totalmente inaceitável, procurando politizar um processo judicial e fazer a judicialização da vida política porque quem tem perdido a cabeça e exorbitado as suas funções é o gangsterismo político-económico habilidoso do PM. Comparado com Santana, toda a infindável merda de Sócrates tem tido um tratamento gourmet: somos obrigados a comê-la e a tolerá-la sucessivamente. A Justiça não faz o seu trabalho. Resta às polícias, à opinião e aos cidadãos fazerem o seu, por muito que chorem os Assis pagos e amamentados pelo Sistema para regougar palavras de ordem e virgindades de última hora. Deus lhes perdoe.

EU AVISEI! SHIT HAPPENS!


1. Eu avisei. Eliminado sem a menor indulgência. Os treinadores de certas equipas que defrontam o Benfica podem até temer esse clube, o seu plantel, o seu grau motivacional, mas já conhecem Jesus de outros recontros, quando Jesus ainda não era Jesus mas somente um obscuro inventor de tácticas e outras coisas originais em futebolês. Esses treinadores parecem ter para si razões para o não temer enquanto armadilham equipas caça-mitos instantâneos, como ele. 2. O calcanhar de Aquiles do Benfica é o mau cheiro da política nacional/lisboeta e as excepções a que alguns todo-poderosos se arrogam. Depois de Luís Figo ter sido apontado como pago a peso de ouro para surgir a apoiar Sócrates, Luís Filipe Vieira pode ter feito o mesmo, a poucos dias das legislativas, com a certeza de qualquer coisa de semelhante em matéria de espessas contrapartidas e substanciais interesses. Têm-se todos na mão e, como estão todos podres, todos se arrastam para o mesmo abismo ou para a glória efémera e maldita.

TÁBUAS DE UM CAIXÃO ANUNCIADO


Não há Assis que gargareje desculpas. A imunidade absoluta de que gozam certos batoteiros não durará para sempre e a suspeição que recobre esses titulares será indelével. Ok. Manuel Godinho, Armando Vara, são pontas de um icebergue de um complexo processo que "envolve figuras da hierarquia do Estado", foi propalado. O problema é tudo quanto se faz para encobri-las. O problema é o refugo do PS e do PSD num desespero sôfrego talhando com os seus machados as tábuas do caixão do Regime.

BENFICA E O SACRILÉGIO DA DERROTA

1. Jesus incarnou como treinador vencedor há relativamente pouco tempo, fundamentalmente com o trabalho no Braga. Para prosseguir mitificado enquanto invicto e esmagador, terá de superar o Guimarães, coisa que promete todo o tipo de desenlaces. É arriscado brincar aos campeões antes do Natal e mesmo o Ricardo Araújo Pereira incorre em perigosa hybris-ὕϐρις, com essas brincadeiras stand-up. Isto nunca se sabe quem ri por último. Vencer por sistema é uma coisa muito nova para o Benfica e por isso a má gestão de tal dossiê aconselha toda a prudência. 2. O deputado Francisco Assis também veio para a praça pública falar em decapitações políticas a propósito dos rabos de palha do PM, reescrevendo o gravíssimo problema revelado pelas escutas indirectas de que foi alvo. Há uma diferença de escrúpulos do sistema em relação à conjura contra Santana. O Zé Má-Moeda supera por demais qualquer pormenor de Santana. Os senadores do sistema político português e as vozes de burro com lugar marcado nas Quadraturas são fáceis de comprar e de ameaçar. É infalível.

POR UMA SOCIEDADE «MENOS INFESTADA»

Com os recentes desenlaces vergonhosos quanto às suspeitas de crime contra o Estado de Direito pela parte do PM; com o vergonhoso torpor das Oposições e do Presidente da República em face de revelações demolidoras relativamente à índole necrótica de um certo titular de cargo público; com os discursos de triunfo intelectualmente desonestos, desejosos de colocar uma pedra tumular sobre o assunto das escutas indirectas a Sócrates, triunfo à garupa do títere PGR — nada mais que um boneco articulado —, "e siga!", é obrigatório ler e reler esta reflexão do meu amigo David. Não há, na verdade, ferida onde não meta o dedo. Aos agentes políticos, em Portugal, falta-lhes, como direi?, ser bem mais hipocondríacos, bem menos taciturnos, perante os que empestam de sórdido as Instituições. Não caem em devido tempo esses homens demasiado imorais para continuar, cairão pela certa as instituições. Afora esta crise monumental e devastadora para a República tal como a temos conhecido, risonho tudo segue como se nada fosse para o Zé Má-Moeda.

BRASIL, UMA LADAINHA GENIAL


De um autor desconhecido, esta preciosidade: «Pelo Marcos Valério e o Banco Rural, Pela casa de praia do Sérgio Cabral, Pelo dia em que Lula usará o plural, Senhor, tende piedade de nós! Pelo nosso Delúbio e Valdomiro Diniz, Pelo "nunca antes nesse país", Pelo povo brasileiro que acabou pedindo bis, Senhor, tende piedade de nós! Pela Cicarelli na praia namorando sem vergonha, Pela Dilma Rousseff sempre tão risonha, Pelo Gabeira que jurou que não fuma mais maconha, Senhor, tende piedade de nós! Pelo casal Garotinho e sua cria, Pelos pijamas de seda do "nosso guia", Pela desculpa de que "o presidente não sabia", Senhor, tende piedade de nós! Pela jogada milionária do Lulinha com a Telemar, Pelo espírito pacato e conciliador do Itamar Pelo dia em que finalmente Dona Marisa vai falar, Senhor, tende piedade de nós! Pela "queima do arquivo" Celso Daniel, Pela compra do dossiê no quarto de hotel, Pelos "hermanos compañeros" Evo, Chaves e Fidel, Senhor, tende piedade de nós! Pelas opiniões do prefeito César Maia, Pela turma de Ribeirão que caía na gandaia, Pela primeira dama catando conchinha na praia, Senhor, tende piedade de nós! Pelo escândalo na compra de ambulâncias da Planam, Pelos aplausos "roubados" do Kofi Annan, Pelo lindo amor do "sapo barbudo" por sua "rã", Senhor, tende piedade de nós! Pela greve de fome que engordou o Garotinho, Pela Denise Frossard de colar e terninho, Pelas aulas de subtração do professor Luizinho, Senhor, tende piedade de nós! Pela volta triunfal do "caçador de marajás", Pelo Duda Mendonça e os paraísos fiscais, Pelo Galvão Bueno que ninguém agüenta mais, Senhor, tende piedade de nós! Pela eterna farra dos nossos banqueiros, Pela quebra do sigilo do pobre caseiro, Pelo Jader Barbalho que virou "conselheiro", Senhor, tende piedade de nós! Pela máfia dos "vampiros" e "sanguessugas", Pelas malas de dinheiro do Suassuna, Pelo Lula na praia com sua sunga, Senhor, tende piedade de nós! Pelos "meninos aloprados" envolvidos na lambança, Pelo plenário do Congresso que virou pista de dança, Pelo compadre Okamotto que empresta sem cobrança, Senhor, tende piedade de nós! Pela família Maluf e suas contas secretas, Pelo dólar na cueca e pela máfia da Loteca, Pela mãe do presidente que nasceu analfabeta, Senhor, tende piedade de nós! Pela eterna desculpa da "herança maldita", Pelo "chefe" abusar da birita, Pelo novo penteado da companheira Benedita, Senhor, tende piedade de nós! Pela refinaria brasileira que hoje é boliviana, Pelo "compañero" Evo Morales que nos deu uma banana, Pela mulher do presidente que virou italiana, Senhor, tende piedade de nós! Pelo MST e pela volta da Sudene, Pelo filho do prefeito e pelo neto do ACM, Pelo político brasileiro que coloca a mão na "m", Senhor, tende piedade de nós! Pelo Ali Babá e sua quadrilha, Pelo Gushiken e sua cartilha, Pelo Zé Sarney e sua filha, Senhor, tende piedade de nós! Pelas balas perdidas na Linha Amarela, Pela conta bancária do bispo Crivella, Pela cafetina de Brasília e sua clientela, Senhor, tende piedade de nós! Pelo crescimento do PIB igual do Haití, Pelo Doutor Enéas e pela senhorita Suely, Pela décima plástica da Marta Suplicy, Senhor, tende piedade de nós! Para que possamos ter muita paciência, Para que o povo perca a inocência, E proteste contra essa indecência, Senhor, dai-nos a paz!»

O IMAGOPATA, REGIME EM AGONIA

Entregues aos desmandos de um doido, apaixonadíssimo por si mesmo e especialista em saídas airosas das piores trapalhadas; afundados no mais escabroso descalabro económico, sentimos, com Medina Carreira, que o Regime caminha para o seu ocaso, por ventura violento, apesar do colete europeu a inspirar bom tom e correcção à superfície da Fome e da Frustração galopantes. De essa iminência de Choro e Ranger de Dentes nacional só não se apercebem os álacres habitantes no planeta Ostras e Champanhe. A Imagem! A imagem! A imagopatia de um só vaidoso pode distrair, enganar e atrasar o confronto com a verdade por parte dos portugueses por algum tempo. Mas não por todo o tempo.

OBESO POR DENTRO E POR FORA

Nunca pensei ter de escrever isto, mas para além de um JPP interessante e vivo, amante da pedantaria dos livros e também dos livros sem pedantaria; para além de um JPP ensimesmado naquele onanismo perpétuo, lambendo-se continuamente até à náusea de se pensar elite, afinal ideologicamente pífia, moralmente falida, politicamente fracassada, há ainda um outro JPP insuportável e cretino, indubitavelmente complacente com Corruptos e Corruptores, dando uma volta de 180º na puta da sua intelectualidade pedante e decadente, ainda para mais na negra hora actual. O JPP que se pode ler aqui. De vómito! Como se o pior dos problemas fosse a violação do segredo de Justiça e não a violação moral dos portugueses e a traição dos seus interesses por parte de alguns responsáveis nos partidos e deles destacados membros. Aos portugueses tem sido sonegado um desenvolvimento e uma dignificação laboral ao nível dos países mais avançados por razões que a Razão condena. Partidos vítimas de quê, José Pacheco Pereira?! Obesamente dependurado no Parlamento e enfeudado nos media, cana rachada e agitada pelo vento, esse JPP degrada-se na socratolândia e banaliza-se inteiramente. Sal que não salga. Luz que não ilumina. Até quando suportaremos essa espécie de Bardo Moraleiro de um Regime Moribundo, umas vezes paranóico anti-PS outras amplamente conivente com ele?! Que vergonheira foi aquela do PSD, na passada sexta-feira, com o trambolho da "avaliação"?! Quem foi o estratega que fez o PSD atraiçoar o voto de tantos milhares de portugueses fartos de quatro anos de deriva insana por esse célebre narcisista Sapateiro Imagopata, ao leme do Governo de Portugal?! A quantas "tempestades perfeitas" nos querem submeter, afinal?!

LA VACHE MÁ-MOEDA QUI RIT



Por que ri o Zé Má-Moeda?! O sorriso fica-lhe mal. É um esgar horrendo! Passou quatro anos rindo e sorrindo, a malbaratar o país com a sua simpatia de lobo que abocanha e despedaça adversários, entre rugidos de besta feroz e passes de batota. O Zé Má-Moeda é como la vache qui rit. Menos que mascote. Quase coisa nenhuma.

«COMO UM JOY-STICK OLEADO E ARDILOSO»

Poesia como quem não quer a coisa e, meio a brincar, sublima qualquer uma.

sábado, novembro 21, 2009

ESTA LARICA POR SER AMADO

Às vezes, por impaciência e fúria, dada a percepção aguda de uma realidade vergonhosa e todavia imutável, sai-nos a coisa para a vulgaridade, roça-nos a boca pelo ordinário e respectivos campos lexicais. Não vale a pena. Faz-se e desfaz-se tudo ao longo da vida e se falhamos muitas vezes, podemos recomeçar de todas elas. Dardejamos olhares censórios quando no-los dardejaram primeiramente e também acolhemos e perdoamos com eles para além de como possamos ser vistos e avaliados como gente. Busca de aconchego, templo de afectos. Somos criaturas com larica deles. Uma larica interminável por ser amados, lidos, preferidos.

PROCURADOR QUE NÃO VASCULHA

O Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, pode dizer que as certidões retiradas das 5 escutas a conversas entre Armando Vara e o Primeiro-Ministro, José Sócrates, são de “irrelevância criminal” que nós não acreditamos. Nós não acreditamos em Pinto Monteiro. Os comunicados que escondem a face que comunica não podem ser levados em consideração e tudo o que sai em comunicado dali sai tarde, sai a ferros e sai para esconder o que já todos perceberam. Sócrates é o senhor feudal do País, seu feudo e escabelo. Pode pintar a manta, pode fazer o diabo a quatro, que tem o respaldo dos media, dos senhores da Justiça, mesmo do PSD, devidamente colocado perante a sua própria história obscura e venal e recentemente disposto a tergiversar na Educação, conforme se viu. Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República diz que “não existem elementos probatórios que justifiquem a instauração de procedimento criminal contra o Senhor Primeiro-Ministro ou contra qualquer outro dos indivíduos mencionados nas certidões, pela prática de crime de atentado contra o Estado de Direito", mas nós não acreditamos. Era o que faltava, tocarem no senhor seu patrão. Está tudo feito para apodrecer como de costume. Lute quem saiba e quem possa.

UM REGIME TODO-ASQUEROSO

O centro nevrálgico do Regime e de quem o controla elegeu os media como campo de toda a avidez controleira. A lobotomia e o gato por lebre começa aí. Um Povo inteiro pode ser enganado? Perfeitamente. Os modos como enganá-lo têm sido expostos, batidos, rebatidos e repisados. Os fantoches da Justiça mostram-se ainda mais fantoches, dignos de pena e compaixão dado o seu papel simbólico na "democracia". Insisto na ideia de que tal realidade é maquiavélica e pornográfica: o PS está a capar a sociedade civil. O PS quer uma sociedade civil capada. Temos media restritivos e dependentes do centro nevrálgico do Poder em Portugal. Media constrangidos. Enquanto traem os interesses da maioria por verdade e transparência, servem os da classe que lhes paga e conserva a sustentabilidade sempre precária. Antes e agora, o Governo-PS compra e encomenda linhas editoriais enxutas, desparasitadas de toda a Oposição e Questionamento. Media como arma axial de despeito e desrespeito por todos ao serviço da vitória eleitoral de este PS. Não deixar de ler o Eduardo.

AO JORGE FERREIRA


Jorge Ferreira, homem extraordinário e extraordinário blogger que hoje passou, tinha um dom ainda mais extraordinário: dizer a fundo, dizê-lo curto e certeiro. Se há um bisturi da e pela palavra, era o dele. As suas inumeráveis leituras do momento nacional são de pura antologia. Parte e agora faz uma falta ainda mais tremenda no combate tenaz, como era o seu, à mais negra hora portuguesa. Resquiescat in pace. Tenha a Paz dos Justos! Tenha o sossego dos Semeadores da Liberdade mais Profunda: aquela que nenhum desumano poderá sufocar por muito que triunfem provisoriamente esses impuros sempre à tona dos seus lixos e malévolas malfeitorias.

PINTO MONTEIRO, CANGALHEIRO

A democracia portuguesa não é uma democracia. É uma cleptocracia refinada e sem vergonha na cara, PS & PSD SA.. Hoje é possível olhar mais claramente para Pinto Monteiro como um sofisticado cangalheiro, com agenda e patrão, sempre a horas no enterro dos processos que fedem e arrolam sempre o mesmo cromo. Esse tal cromo, causticado titular de uma alta função de Estado, faz hoje perigar de tal modo o Regime que até mesmo quem o não suporta lhe arremeda umas atenuantes dentro do articulado manhoso da Lei. Provavelmente, a queda do Regime envolverá grandes perdas aos que dele beneficiam em reformas, benesses e subvenções vitalícias. O certo é que nos falta um banho lustral revolucionário porque o bem do Povo Português está relegado. O Poder Político não ama o Povo Português. Há demasiada gente que, para salvar e ampliar a sua fortuna, para fugir a um embaraço, a um apuro, ou até por simples baixeza, adoração instintiva da força, venderia Portugal e o género humano, se é que os não venderam já. Basta ler Pulido Valente e notar se a tonalidade não é compassiva e redentora pelo lado em que o novo filho de Gepeto é apanhado. Voltando a Pinto Monteiro, é uma pena que nada haja a esperar de si a não ser o nada. Tresanda a grave que, com o ventilado das escutas, Cândida Almeida, coordenadora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, se veja a braços com uma nova investigação de fugas de informação para os suspeitos. Tudo se vende e compra. Por uns milhares de euros, não há o que não suceda à Justiça Portuguesa e aos seus processos mais mediáticos, menos o seu consequente funcionamento ao mais alto nível.

PARES GAY TÊM BISPO

Pluralismo humanitarista na Igreja? Mera condescendência humanística com pares gay, mediante o reconhecimento dos seus direitos civis e afectivos? O certo é que a questão antropológica do casamento não deveria ser escamoteada nem em Portugal nem em Espanha, onde os passos respectivamente dados e por dar nos enlaces gays têm mais a tonalidade de uma provocação e não tanto a de assunção dos pressupostos do casamento, instituição conservadora por natureza, em crise há milénios, e aliás nunca tão banalizada e provisória como nos nossos dias. Há quem odeie o casamento. Há quem odeie gays. Estupidamente, passará a haver quem odeie gays casados. Definitivamente, os governos intrometem-se com novos bizantinismos nas opções privadas, regulando cópulas e, quiçá um dia, avaliando coitos. Entretanto, morre-se de fome e de desalento pelo desemprego que impregna Portugal. A pestilência moral portuguesa é todo essa alienação no fútil.

CARVALHAL DO POVO

Carvalhal é um técnico simpático. Fatal, o sofrimento que o aguarda nas funções assumidas assim como a facilidade com que Bettencourt empola encómios e fala de mais antes do tempo. O futebol é fantástico alucinogéneo, um cogumelo de dispersão e tem sido a única porta de penetração de uma mensagem cada vez mais urgente: demitam-se! Sócrates, demita-se! Vítor Constâncio, demita-se! Manuela Fodê-la Leite, demita-se! Isso é um ponto. O outro ponto é que o Público não tenha nem permita visibilidade plena aos comentários visitáveis, quer pessoais quer de blogues, no âmbito da vergonheira que perpassa a sociedade portuguesa. É curioso! De que é que o poder tem medo? Que escrúpulos tão apertados são esses que levam a controlar tão Absolutamente os media, a publicidade, estrangulatória ou abundante, dos media, consoante sejam amigos ou independentes, e mesmo o modo como os cidadãos fazem chegar as suas reflexões, imprecações ao grande público através dos mesmos media? Assim fizeram regimes comunistas defuntos e fazem certas sociedades policiárias teocráticas e autocráticas. Mau sinal. Cheira a fim de ciclo. Não admira que isto só lá vá com defenestrações, como nos tempos antigos. Malditos os que castram a nossa democracia.

sexta-feira, novembro 20, 2009

O LICENCIOSO

Ontem vi Vara, um homem, admitamos, com pinta de actor de Hollywood, e que em muito pouco fica atrás de Joaquim de Almeida ou de outros figurantes por lá, a dizer que é inocente e que isso mesmo ficará provado. Eu compreendi a mensagem. Arregimentado com a fina nata da advocacia nacional, coisa com a qual mesmo o esquizofrénico Sócrates se armadilha, sabe à força toda que assim como Godinho é uma espécie de Bibi da corrupção, Vara será uma espécie de Rito ou de Carlos Cruz dela. E já se percebe qual é o destino de essa inocência. Marinar em lume brando toda a vergonhosa questão até a Opinião Pública, uma vez mais, disser estar farta e fechar os ouvidos sem nada esperar de clarificador. Tal como Ferro Rodrigues um célebre dia foi escutado a ejacular anti-moralismos hoje muito evocados por todos aqueles que abençoam a lama impunitária tão em cheque, «Eu tou-me cagar para o segredo de Justiça.», toda a gente não tardará a cagar para o foco de necrose nacional que esta matéria representa. Tal pestilência moral e cívica tem portanto autorização para prosseguir ulcerando Portugal, esse vergonhoso País do Sul.

quinta-feira, novembro 19, 2009

PARÁBOLA DA SOLTURA NACIONAL

A Selecção passou, mas o País está de diarreia. O Regime está de pé apesar de estar de rastos. Com tanto lixo evacuado e mal limpo, soa impossível que haja ainda mais alguma coisa de grave a exasperar a sensibilidade difusa dos cidadãos. Há diarreias tão devastadoras nos seus espasmos evacuatórios que o penitente sente já só lhe faltar cagar o próprio cérebro. Os lobos esfaimados continuam ao alto, à espera que tudo passe e qualquer desculpa sirva de atenuante, mas isso tem custos anímicos e corrói toda uma sociedade de sacrificados, desmoralizando-a. A Cristo o que é de Cristo e a Judas o que é de Judas no que toca à dignidade de Portugal. Vale mais que um só Judas pereça, vade retro, Judas!, que todo um povo se afunde no inferno da vergonha. Podemos ser todos responsáveis por uma cultura de antivalores insinuando-se e corroendo a nossa sociedade, mas as responsabilidades têm de ser atribuídas sob pena de a lei e a sua transgressão se anularem ou equivalerem. Podemos ter pena, profunda pena, do nosso próprio algoz? Podemos. Eu, que nunca pude poupar a jactância insana de Sócrates, tenho pena dele. Ao chegarmos a esta fase em que o Regime se desnuda, mas para mostrar umas carnes nada convidativas a um sexo feliz e gratificante, senão para lhe admirar a lepra com que se desfazem os membros, os seios ameaçam cair e o esqueleto escangalhar-se, a pena é ainda maior. Pena e compaixão por se ter alcançado um tal grau de degeneração cristalinamente aqui descrito. Ou continuamos cabisbaixos, ou vociferamos aos quatro ventos, ou corremos todos os riscos por insistir nesta falsa vexata quaestio ou não temos remédio! Tenho pena de Sócrates. Mas tenho muito mais pena de Portugal, chupando a guloseima do Mundial e amargando misérias, desempregos, incúrias, a lógica devastadora de um Povo Brando por um enxame de gafanhotos corruptos.

quarta-feira, novembro 18, 2009

OS JOELHOS DE MIROSLAV BLAZEVIC

Ao que parece, Miroslav Blazevic tem uma face dupla. Oculta só para nós. No discurso para dentro, mostra-se implacável e motivador, prometendo para hoje esmagar Portugal. No discurso para fora, revela aquela reverência quase brasileira por Portugal, «país encantador e extraordinário, país irmão»; diz Blazevic «uma das mais fortes equipas do mundo» e tal. Tremem-lhe os joelhos ou há um plano secreto que arrancará a ferros, a bem ou a mal, a passagem para a África do Sul?! Blazevic tem instintos chineses no âmbito da diplomacia. É irritadiço e o que é certo é que a Selecção Portuguesa definitivamente não está num spa. Os bósnios de um lado, cuspindo e escarrando, afiando as espadas a ver se nos devoram. E os espanhóis, fico a saber, do outro. De repente, tornou-se-lhes suculento pensarem em Portugal. Somos um país que está ajudar esses vizinhos a atravessarem a sua própria crise com um sorriso nos lábios, basta-lhes pensar no nosso escândalo, já com referências a Vara como a alguém de «duvidosa integridade» e ao primeiro-ministro, esse extraordinário falante de portunhol: «Algunos medios de comunicación insinuaron, sugirieron o airearon supuestos pasajes de aquellas conversaciones de Sócrates y Vara, en las que el primer ministro no salía bien parado». Enfim, não é novidade que a desgraça alheia consola e mitiga os próprios males: «Pero los diálogos entre el jefe de Gobierno y un ex político y banquero de dudosa integridad han servido para lanzar todo tipo de acusaciones». A escandaleira portuguesa está a ajudá-los a compreender, dentro daquela federação de nações, apesar de unidas sob a mesma Coroa, tão opostas e rivais entre si, que mesmo ao lado há um outro país, uma República abalada sob uma procela de corruptores, com características extraordinárias: «en un país donde las sospechas se transforman rápidamente en arma arrojadiza para desprestigiar al adversario.» Pelos olhos dos espanhóis poderemos começar a olhar-nos com uma nova complacência. Ou com uma nova vergonha.

O IMPERATIVO

«Se o PSD e o CDS estiverem no seu juízo perfeito, jamais entrarão em acordos estáveis com uma maioria que, além de socialista, é liderada por um homem sem o menor carácter e que está envolvido nas maiores sujidades. Já não é uma questão de estratégia política. Repudiar Sócrates é um imperativo de sã consciência.» Carmindo

BIZÂNCIO C'EST ICI

Toda a bizantinice mora cá e por aqui se recorda, embora por vezes CAA meta férias no respectivo processo denunciatório. A alienação geral, promovida ao mais alto nível, não poderia ser maior. O supérfluo toma conta da agenda política com a mesma insensibilidade com que a solidão alastra entre os mais velhos e a fome de pão e afecto entre os mais novos.

terça-feira, novembro 17, 2009

SUCATOVIC, O VARA DE CONDÃO, ALINHA

De início. Há grandes expectativas que o Regime pare para ver este grande jogo e todos os sucateiros, corruptos passivos e corruptos activos, suspendam a actividade embaraçada dos seus quadris, dispam o fato de executivos, entre o tribunal e o Gabinete de Sugar o Estado, só para ver Simão driblar a bola e ultrapassar um bósnio. Há ainda quem não se demita. Há ainda quem se mantenha à tona a ver se o Descalabro sai de agenda mediática, tal como a escandaleira do Freeport, que foi morrendo mediaticamente e também no abafadouro da Justiça pródiga em abafamentos, tão perita em abafar que mais correcto seria chamar Abafadoria da República à respectiva Procuradoria. Em Portugal, já ninguém mediaticamente queimado põe o lugar à disposição. Tem de ser chutado. Ninguém se manca. Está tudo à espera que o desespero das famílias engendre uma casta de violentos desesperados, capazes de no furor da paixão, acordarem as molezas passentas nacionais ao mais alto nível baixo da República. As Empresas Públicas pagam o almoço aos coitados dos gestores cessantes na despedida da tutela. É uma gente indigente e esfomeada que se encosta ao Estado como o cigano à carroça, o burro à palha e o Pinóquio à Cicciolina. Há um grande esforço da parte do Estado, das Empresas do Estado, das PPPs, em continuar a rir na nossa cara. E ainda há quem suponha estar o coitadinho do PM a ser visado e perseguido a torto e a direito, Deus meu! Mas afinal quem é o exemplar maestro de tudo isto?! Quem pratica a religião e o desporto selvático de comer os orçamentos de Estado, distribuir gamelas, promover imberbes dos governos a institutos e observatórios e autoridades independentes de concorrência?! O Mal é profundo e precisa ser estirpado sem olhar a meios, desde que pacíficos, racionais e inteligíveis, fora quem vá enlouquecendo pelas grosseiras e insultuosas distorções em progresso. Parem de prostituir o Povo Português! Parem de usurpar os recursos do Povo Português! Não há futebol que no-lo aliene da mente! Parece que há notícias que se eliminam da plataforma on-line tal o escândalo que geram!

E ANTES DA BÓSNIA? PORNOGRAFIA!


Uma das formas de descontração que é permitida aos jogadores antes do próximo embate é a leitura de transcrições das escutas no âmbito da Face Oculta. A táctica é simples: divertir e instruir os jogadores, apesar da pornografia política que mesmo Figo foi chamado a apoiar em devido tempo. Isto é, surgiu a apoiar Sócrates nas últimas legislativas dizendo dele o que Maomé diz da carne de cabra. Nas escutas, os intervenientes estão sempre fora do jogo e marcam sempre na própria baliza, mas o árbitro de todas as vezes anula os golos. Dizem os dirigentes que o princípio é estimular os jogadores contra a Bósnia, criando um espírito de resistência às piores dificuldades. De resto, a Selecção Portuguesa já não é o que era. Antigamente ainda era possível enfronhar-se um povo inteiro na doce alienação de não pensar em mais nada senão no próximo jogo e tal. Hoje, a fé é pequena. Selecção = Portugal. Portugal = Líderes corruptos que não se mancam. Líderes corruptos que não se mancam = a luvas do guarda-redes Eduardo. Luvas do guarda-redes Eduardo = a Armando Vara. Armando Vara = o amigo Joaquim. O amigo Joaquim = a Sócrates. Sócrates = a Pinto Monteiro. Pinto Monteiro = a Noronha Nascimento. Noronha Nascimento = inJustiça. inJustiça = a Corrupção Impune. Corrupção Impune = a Freeport arquivado na Inglaterra. Freeport arquivado na Inglaterra = Mundial da África do Sul. Mundial da África do Sul = Portugueses mortos em grande número. Portugueses mortos em grande número = a Face Oculta. Face Oculta = a sucata. Sucata = a Godinho. Godinho = a Vara. Vara = a Sócrates. Sócrates = a Zero. Há quem tema que ficaremos arredados do Mundial. A única coisa que sabemos é que a Selecção Portuguesa já não é o que era. E há, como se percebe, muita coisa a puxar para baixo. Quem dá má fama a Portugal, um país ainda mais pelintra e ainda mais pobre?! Essa malta corrupta descaradamente optimista que toda a gente escuta e cujo cu já toda a gente viu.

segunda-feira, novembro 16, 2009

CUSPO: BÓSNIOS IMITAM ZÉ PINÓQUIO


Grandes entusiastas de Portugal, das notícias e novidades de Portugal, sessenta bósnios não resistiram a exemplificar graficamente o comportamento que alguns políticos portugueses têm adoptado para com o seu próprio povo, enquanto o esmifram, lhe mentem e roubam: cuspiram e insultaram os nossos jogadores da Selecção A. Os bósnios são sensíveis à lógica «dos nossos» que pauta toda a actuação de este PS e de algum PSD frouxo. Gostam de seguir bons exemplos de decência e ética republicana: corrupção praticada e apadrinhada ao mais alto nível. Hegemonia mediática através da repressão do pluralismo incómodo; gosto pelo pensamento único através o controlo editorial nos jornais e nas TVs, apoio selectivo ao «amigo Joaquim» grande detentor da linha editorial que interessa ao Poder Absoluto — tudo isto por parte do partido governamental e com dinheiros do Estado. Tráfico de influências! O Estado de Direito no seu melhor. Admirável! Os jogadores portugueses já se sentem melhor e ainda mais motivados. Os bósnios também. Tiraram a barrida de misérias e logo com aquela barrigada de riso que «os nossos» nunca deixam de ostentar.

UMA SUCULENTA DISCUSSÃO


Esse assessor governamental obscuro e anónimo, de nick Abrantes, malabarista do sofisma, deve ganhar bem para tanto zelo argumentário. Resulta hílare que meta os pés pelas mãos de modo tão populista e justicialista, mas do lado certo do populismo e do justicialismo.

UM GOVERNO POR CAIR

Mario Crespo sabe que há matéria circulante suficiente para que este governo já tivesse caído por sua livre e honesta iniciativa, não fosse a total ausência de honra e honestidade da parte do titular. Como tal não sucede dada a índole ávida, absolutista e deformada dos caracteres em questão, mau carácter algo inédito após o 25 de Abril, resta às Oposições, também elas em torpor porque passíveis de qualquer forma de chantagem por enquanto desconhecida, a tomada de qualquer posicionamento que nos salve das grosseiras imundícies hoje consabidas: prevaricadores calculistas que se perpetuam no poder; o diz-me com quem andas-Vara, dir-te-ei quem és e que pedidos de subornos colossais fazes; estratégias para amordaçar liberdades de informação com dinheiro do Estado. Acham pouco?: «E, infelizmente o digo, confio, sobretudo, em quem com toda a dignidade democrática e grande risco pessoal, tem tomado a difícil decisão de trazer ao conhecimento público indícios de infâmias que, de outro modo, ficariam impunes. A luta que empreenderam, pela rectificação de um sistema que a corrupção e o medo incapacitaram, é muito perigosa. Desejo-lhes boa sorte. Nesta fase, travam a batalha fundamental para a sobrevivência da democracia em Portugal. Têm que continuar a lutar. Até que a oposição cumpra o seu dever e faça cair este governo.» Mário Crespo

AS ELEIÇÕES FORAM VICIADAS

Não há hoje a mínima dúvida de que as recentes eleições legislativas «foram viciadas».

domingo, novembro 15, 2009

WHERE THE HELL IS CAVACO?

Manuela Moura Guedes diz aqui o que nos vai na alma. Ausente. Em manutenção. Em férias. O nojo de esses silêncios cúmplices! O esgoto de essa espécie de telepatia entre coniventes frouxos e operacionais da Corruptalândia. Cavaco quer é cúrrículo. É um completo chicken, fraqueza do Regime enfraquecendo um povo que fraqueja. Fraco e ambíguo como já se vira na vergonha de sustentar por um dia mais Dias Loureiro no Conselho de Estado e no modo silente e trôpego como não foi homem durante a novela das escutas à Presidência, clarificando de imediato a questão para que não apodrecesse o processo eleitoral, sujando as opções dos Portugueses. Cavaco tem a cobardia lá, onde Sampaio tinha o prolixo, o tagarela e a latose. Depois vêm os fedorentóides cobardóides anónimos da longa manus assessora governamental meter o nojo do costume e desconversar naquela triste e leda caixa de comentários do meu blogue de eleição, Portugal dos Pequeninos. Onde diabo está Cavaco, nesta hora ultrassantana e megamá-moeda?!

L'ÉDUCATION SENTIMENTALE — SÉNÉCAL

«As convicções de Sénécal eram mais desinteressadas. Todas as noites, quando acabava o trabalho, voltava para a mansarda, e buscava nos livros com que justificar os seus sonhos. Tinha anotado o Contrato Social. Enchia-se com a Revista Independente. Conhecia Mably, Morelly, Fourier, Saint-Simon, Comte, Cabet, Louis Blanc, apesar da carroça dos escritores socialistas, os que reclamam para a humanidade o nível das casernas, os que gostariam de diverti-la num lupanar ou de vergá-la a um balcão; e, da mistura de tudo isto, criara um ideal de democracia virtuosa, tendo duplo aspecto de uma quinta e de uma fábrica de fiação, uma espécie de Lacedemónia americana onde o indivíduo apenas existiria para servir a sociedade, mais omnipotente, absoluta, infalível, e divina do que os grandes Lamas e os Nabucodonosores. Não tinha uma dúvida sobre a eventualidade próxima desta concepção; e Sénécal encarniçava-se em cima de tudo quanto julgava ser-lhe hostil, com racionínios de geómetra e uma boa fé de inquisidor. Os títulos nobiliárquicos, as cruzes, os penachos, as librés sobretudo, e até as reputações demasiado sonoras escandalizavam-no; tanto os seus estudos como os seus sofrimentos lhe avivavam todos os dias o seu ódio essencial a toda e qualquer distinção ou superioridade.» Gustave Flaubert, L'Éducation Sentimentale, Círculo de Leitores, p. 137

PÚBLICO EM FASE CÍNICA PRÓ-PINÓQUIO


Belmiro já tinha avisado que quem quisesse mudar a orientação editorial do Público de José Manuel Fernandes (quem? Governo/PS!) teria de lá pôr dinheiro. Toda a guerra perpetrada contra o Absolutismo Pernicioso Pinoquiano era, na verdade, um pedido de dinheiro. Tal já foi resolvido e por isso o Público mais se parece um funeral que um jornal. Desertificado on-line, mal vendido em papel, mal frequentado, mal comentado, moribundo, não sendo carne nem peixe, mas, com esse dinheiro, convertido em mais um álbum fotográfico, apologético e encomiástico de Sócrates, o dinheiro tudo pode!, a última pazada foi precisamente esse tal dinheiro finalmente lá colocado, um pouco a lembrar as necessidades prementes do «amigo Joaquim». O homem das escutas, um exímio insultador de Manuel Moura Guedes e sabe Deus mais de quem, revira os olhos e expõe a esclerótica em puro gozo extático. Controla o Aparelho de Estado. Tudo o que mexe em Portugal, horrorosamente é-lhe submisso como certas putas aos seus chulos. Uma ladradela e tudo se faz célere a seu contento. Deve saber os segredos com que se seguram os colhões de muitos homens de imensa responsabilidade tão prestimosos ao seu Mando, como se tem visto. Ora, como muito bem recorda o João, o colectivo editorial do Público pratica agora toda uma apologia noticiosa de apoio a um certo político nacional com uma relação complicada com a justiça chamado José Pinóquio.