PÚBLICO, PÉNIS PSÍQUICO DE SÓCRATES
Pénis, mas também ceroulas e lingerie. O terror de perder o poder nunca pôde ser pluralista. Bem pelo contrário. Quem for hoje ler o Público já não encontra lá Oposição, Opiniões. Lê mais um Jornaleco de este PS-Peçonha. Só encontra Sócrates. Uma tal abundância de Sócrates que dá redobrado asco pela modorrenta monotonia cinza. «Sócrates disse. Sócrates fez. Sócrates anunciou». Tudo numa coloração Sexy-Sujo. Eu teria vergonha de comprar, ler, linkar este Público agora com o dinheiro de quem lhe determina a canina linha editorial. Uma que não levanta ondas nem espinhas e se delambe por unicamente servir este PS e o sr. Sócrates como um deus. Um deus que eu, português livre, supostamente deveria adorar como essas cinquentonas burras prostrando-me por terra, abrindo-me todo aos milhões de mão em mão como fizeram esses do Jornalismo-Negócio Moderneiro. Jornalismo Venal, onde bichos, putas e chulos pululam, traíndo e estilhaçando o meu país. Não haver pudor nesta terra submissa! E tudo isto, esse vendilhonismo do templo ostensiva ofensa à vista de todos. Estamos de parabéns pelo regime totalitário implantado. Uma vergonha! É pénis! É psíquico! É a deslavada controleirice de esse grande apanha-bolas da política cuja manápula crápula atabafa de Mentira o País derreado, convertido numa esplêndida casa da Guarda ou num albergue de licenciados instantâneos que, pelo facto de o serem, nunca poderão apontar o dedo a quem assim também levitou para a glória mais vã e o lucro mais míope e imoral. Eis um Poder que tresanda vergonhosamente a Absoluto nos meios, na forma e na substância. Toda uma coisa simultaneamente Fálica e Efeminada no seu horroroso postiço. Pronto. Critiquei e contestei e protestei e indignei-me. E não me fodam com a saída de cena Tarantina de me vir dizer que não apresentei «uma só proposta concreta», «uma só ideia construtiva». Pois se eu sou um só e se o mal moral e o mal-estar ético que os políticos desonestos acalentam é tão profundo, se o Governo é uma agência de empregos caros, inúteis e redundantes em cima da nossa miseria galopante e só haverá mudanças removendo as moscas e a merda que excretam, não me lixem como se as minhas propostas concretas e as de onze milhões fossem relevantes a esses que usurparam a democracia e domesticaram a população no deixa andar decadentista e infantilóide! Não me venham com essa bocarra fácil das «propostas concretas» que deverei apresentar como se houvesse por aqui um multilateral pluralismo avançado. Santana Castilho é ouvido? Nuno Crato é escutado? Outros profundos opositores à imoralidade reeleita são devidamente levados em conta? Não. Não há nada mais concreto que mais esse pénis psíquico, extensão-Pravda de Sócrates, em que se converteu o Público. Ponto!
Comments