ÓBIDOS PURPUREADO
Passo ao largo de Óbidos. Entardece. Longínquo, o mar aflora, emparedado. Hesita engolir o castro entrincheirado e altaneiro. Próximo, o céu, empardecendo a sua luz de Novembro, tinge purpureadas algumas nuvens, outras róseas. Outras ainda alaranjadas. Morre o dia no contraste da muralha, na dentição das ameias, fantasmagoria de castelo vivo. Óbidos enlanguesce purpureado e Portugal reinicia da lama.
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