INSONTE NO MEU DIA CANINO
Tenho feito sondagens por minha conta e risco. Uma vez que conheço tantas pessoas, cruzando-me com elas, dia após dia, e facilmente entabulando conversa, costumo lançar-lhes o anzol de um desabafo anti-rapacidade incompetente socialista-socratista para recolher uma sincera intenção de voto que me sossegue e afaste o espectro de a desgraceira mais consumada e contumaz permanecer impávida a desgovernar Portugal. Concluo predominar um terror, mais que um medo conformado, de que o Primadonna prossiga sodomizando o País: «Parece que vai ganhar!», dizem com enfado e nojo. A Ivone não se pronunciou, mas disse que o marido é comunista, logo, necessariamente anti-fraude socratista. Há na Ivone uma certa sensibilidade quarentona ao que parece e não é: deve pensar que vestir bem, provavelmente, chega e sobra para cumprir o Programa de Governo da Troyka. Enfim, tirando o velhinho Guedes, um ex-comunista de oitenta e alguns anos que apascenta enternecidamente uma gata vadia, fugidia na rua onde trabalho, e que adora o «senhor primeiro-ministro» abominando comunistas, tirando ele cuja cegueira política é incurável, ninguém se me atreve a defender a continuidade do prepotente propagandesco nulo. Mas não sei. Nunca se sabe, após as imparidades das últimas presidenciais o que nos reserva a caixinha tecnológica de surpresas socialista-socratista, sempre assanhada a traficar influências e eleições viciáveis, no bisonho século XXI português. O País está em risco grave tal, Cavaco foi melgando cobardias tais perante um Sócrates tão perigoso no xadrez de todas as Falsificações Respiratórias da sua natureza tortuosa, que é bem provável que uma desgraça nos não venha só. Esse camaleão ondulante, filho do teleponto e indefectível do Diabo, tem mesmo à sua mercê uma turba mole e insonte com o inimputável poder de votar e eleger. Não há crime, não há tara, não há facada moral nem atropelo ético, má catadura nem evidentíssima sociopatia no actor em causa que a demova de babar por baixo como as matronas salivantes por mocetões e cacete: é com a sereia e o seu canto mortífero que vai. Não tivesse tido, insonte, um dia canino de contratempos e trabalhos e mais diria por conta de ontem.
Comments
'picha no cu, janela fora'
anda tudo tão murcho
que parece 'dia de finados'
passei anos da reforma numa cidade da Áustria junto à fronteira da Eslováquia
os meus amigos da politica nunca conseguiram saber a quem pertencia o único voto nos comunistas
coelhos vários tentarão chegar à RTP em pé de desigualdade
mas a voz do dono
chega a todas as sondagens
venceremos pois somos mais puros que a neve e mais impuros que a coca
como diz o outro somos uma missão
multi se cu lar