O QUINTALINHO, SEGUNDO WOLFGANG MUNCHAU
Mal escutada e logo abafada é qualquer voz nacional impoluta que se levante contra o horrendo personagem que secou Portugal e o empobreceu como uma condenação, salvaguardando, no entanto, os seus clientes largamente, esse nicho de amigos interminável. Talvez não aconteça o mesmo à voz de Wolfgang Munchau, colunista do Financial Times que acusa o trágico primeiro-ministro demissionário português de se «preocupar exclusivamente com o seu quintalinho» e de ter mentido ao País. Munchau acrescenta que o ruinoso primeiro-ministro geriu a crise de forma «assustadora» e que a comunicação de Sócrates ao país, na semana passada, foi apenas um «alerta trágico-cómico» da crise na Europa. Não lhe dêem ouvidos, não. Quando a verdade resplandece, mesmo a imbecilizada e submissa entourage socratesca mal esconde a face enojada por ter de apertar tal traiçoeira mão ou dar-lhe o pegajoso beijo, nas sessões de falsificação e mentira.
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Münchau assinala que o pacote de ajuda a Portugal contém “cortes selvagens” de despesa, congelamentos nos salários do sector público e pensões, aumentos de impostos e a previsão de dois recessão “profunda”, o que em sua opinião desautoriza o discurso de Sócrates.
“Não se pode dirigir uma união monetária com pessoas como o sr. Sócrates, ou com ministros das Finanças que espalham rumores sobre uma cisão” da moeda única, diz ainda.
Munchau, um alemão que fez a sua carreira no FT e acompanhou o lançamento do euro, diz também que “uma união monetária sem uma união política simplesmente não é viável” e que a crise da moeda europeia é uma crise política.