UMA REFREGA FLÁCIDA

Os debates em que intervenha o Primadonna produzem um efeito de engulho, são fisiologicamente difíceis de suportar por todo o transformismo moral recente e recente ziguezaguear malicioso sob o espectro do FMI, ora demonizando-o ora colando-se-lhe. Paulo Portas, esse não rompeu com o candidato que se lhe opôs no debate de hoje com a devida veemência: vai civilizando o argumentário porque o futuro a Deus pertence e o casamento pode ser encomendado e não à medida. Como não usar todo o poder de fogo possível contra o passado e o presente maliciosos do socratismo? Como não denunciar, preto no branco, a grande falácia devastadora em que consistiu sob o primado do Poder a todo o transe, por todos os meios e sem olhar ao interesse nacional ou a quem se pisa no processo de o assegurar? Eis coisa que muito estranho a não ser o facto de o pequeno partido ter medo de romper, de ser grande, de ousar a fortaleza da franqueza. Do que há que ter vergonha ou medo? É muito pouco que, da esquerda à direita, ninguém conte com o Primadonna para formar governo. O grau de responsabilidade e de dolo político socialistas exigem outro nível de acusatório. Urge colocar no centro o juízo sobre estes malditos anos rapaces socialistas. Como é que os analistas-comentaristas peregrinos das SICN e quejandos atribuem pontos e vitórias parciais ao agora manso Primadonna?! Refrega flácida este debate. Dá-se em concubinato indiscriminado o jornalismo à política e não passamos disto. Deste porreirismo estéril, mole, manso.

Comments

tomas vasques said…
Percebo o argumento, mas não concordo.

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