sábado, outubro 31, 2009

AROMA A CRUZ FLAGELA JORGE JESUS


Esta é uma vitória do silencioso e humilde Domingos e uma derrota do recente Jesus, insuportavelmente vaidoso, que a pouco e pouco foi surdindo, de altivez em altivez, de petulância em petulância. Sem qualquer necessidade. Aflorou demasiadamente um Jesus diabólico nas ganas, em tons de novo-riquismo futebolístico e tiques doutorais nas conferências de imprensa como grande iluminado em nirvana técnico-táctico. Um Jesus ufano e inchado à medida das vitórias esmagadoras e muitas vezes inflacionadas do seu Benfica, afinal de carne e osso, como se pode ver. É nobre baixar a crista e ser humilde antes que a queda ocorra, ainda que a realidade predominante para nós seja um tapete púrpura estendido à nossa passagem incontestada. Jesus tem sido pouco Jesus, o Messias, e mais humano e cadente nas tentações do seu deserto: «Se te prostrares diante de mim e me adorares, tudo isto será teu.». É preciso mortificar o Orgulho, abraçar a Cruz, compreender a grandeza de vencer sem precisar de vexar. Glória vã a de trucidar por palavras prévias e posteriores os adversários, em vez de os trucidar exclusivamente por golos e futebol convincente. Eis um dia de festa para todos os anti-Jesus, já agora também eles fracos e equivocados no extremismo da rejeição ao notável treinador. Nada contra um Benfica de bom futebol actual e menos ainda contra o excelente trabalho do seu treinador. Tudo contra a grunhice no processo celebrativo de alguns totalitários do benfiquismo, Jesus incluído. Tudo contra a violência benfiquista contra quem sinta outros clubes e se pronuncie com liberdade sobre esse clube extraordinário; tudo contra as ameaças e as tresleituras de muito adepto benfiquista preguiçoso em interpretar quem pense e escreva sobre o seu grande clube sem porém o amar como adepto. A propósito, claudicando o Benfica perante a equipa de Paciência, o que babujará A Bola amanhã na sua primeira página?!

ENLACES GAY

Sou favorável, isto é, considero pacíficos os enlaces gay, uniões civis gay e tal. Os homossexuais merecem todo o respeito e têm todos os direitos que os demais cidadãos, menos o da usurpação conceptual de uma união pensada pela Espécie para outras finalidades e com uma antropologia que não pode ser revista senão à luz de absurdos libertários e sarcasmos mais subtis para com uma instituição por natureza sempre em crise, o Casamento. Não sou favorável à destruição do conceito, desígnio e natureza do casamento interssexual. Tem razão o Carlos. E, quanto a mim, em 2009 fica provado que votar pode equivaler a caucionar a corrupção e a mafia dos interesses mais negros em Portugal, mas não toma ares de referendo automático a este tipo de políticas artificiosas e modistas.

O TORPEDO DA TORPEZA

Não seria preciso Carvalho da Silva dizê-lo: o ultracaceteiro, mega-antipático e mau falante da Língua Portuguesa, ultravirguleiro, Valter Lemos, é o torpedo da torpeza, na Pasta do Emprego e da Formação Profissional.

sexta-feira, outubro 30, 2009

UM POLÍTICO SOMENTE

O João acha que Paulo Rangel é um político decente. Sim, cai no goto de muitos portugueses porque prometia coça anti-sistema tentacular socialista. Por alturas da sua despedida do Parlamento Nacional, aquele célebre discurso sobre o Estado da Nação marcou-me com expectativas depois defraudadas dado o amadorismo crasso do PSD na campanha para as Legislativas. Agora, com Rangel no Parlamento Europeu, longínqua sinecura de alheamento de um País a saque e não a salvo, não há uma única voz com a mesma acutilância nesse partido, somente dispersão e disputa reles. No Parlamento Nacional, o PSD enfraquece de irrelevância com o inexpressivo Aguiar-Branco. E tudo isto é indecente.

SINAL NA NÁDEGA DIREITA DE VARA


É típico que a investigação policial portuguesa dê o seu melhor e com resultados notáveis. Depois tudo não passa de contratempo menor dos visados entretanto constituídos arguídos, libertos de males maiores graças ao grande poder-dinheiro acumulado com a desfaçatez tão em voga entre o PS e o PSD. Os nossos índices de impunidade são tão altos que a saída de notícias destas mais nos aflige: para quê gastar energias em matérias gravíssimas sem quaisquer consequências exemplares, punições, penas, sentido de Justiça?! Já a nádega direita de Vara é célebre pela ética, pela probidade e lisura com que trata a nádega esquerda. Temos homem! Nada consta do respectivo olho do cu. Cadastro impecável. Por isso mesmo, o grande detentor de duas nádegas, Luís de Mello Champalimaud, presidente do conselho geral e de supervisão (CGS) do banco, afirma que teve uma reunião com o conselho de administração executivo e assegurou estar salvaguardado o regular funcionamento do CAE, não existindo qualquer quebra de confiança entre os seus membros. Há, também aqui, plena congruência e um cu impecável nestas matérias de confiança. Portugueses, o que há a temer?! Todos estes gestores têm cu e um cu sem cadastro, amigos e confidentes uns dos outros. Que futuro resplandecente roça Portugal, a grande cloaca ocidental?! Como são magníficos esses meia-nalga nacionais!?

quinta-feira, outubro 29, 2009

A MÃO QUE EMBALA A MOSCA

Muito bem o António Figueira a decompor um certo Benfica bafiento e básico que prima pela negativa e tanto pelo mau perder como pelo mau ganhar. Se o «risco ao meio» é um prémio de corromper, no caso "jornalístico" exposto pelo António, a corrupção mostra-se toda ela intelectual, moral e profissional e é feita de riscos após riscos ao meio. Há um outro Benfica, digno e respeitável, que fala somente de futebol, mas esse mostra-se demasiado minoritário e residual para ser gente.

BENFICA, TSUNAMI DE MIJO E MÉRITO

As notícias são sempre truncadas naquilo que é mais importante. O recém-aprovado orçamento do FC Porto, coisa recorde no Futebol Português, tem como razão principal, para além de todas as referidas, assediar melhor a campanha avassaladora do Benfica na Liga, onde o habitual colo arbitral vai disfarçado com a desculpa do futebol perfumado. Há ali um Benfica que goleia quer queira quer não, quer possa quer não. É como a onda de vitória do PS. Umas sondagens rascas, forçadas, e são milhares de eleitores que se deixam abater e logo desistem de lhe fazer frente, votando, precisamente. Ora, só mesmo um FC Porto prodigiosamente rico, preparado para gastos excepcionais com excepcionais aquisições salvadoras, poderá fazer frente, a tempo e a horas, ao tsunami de mijo e de mérito compresente em simultâneo no prodigioso futebol benfiquista. Não vale a pena esconder os factos. Boa sorte ao FC Porto, pois o seu futebolzinho anda meio anão comparado com a justificada jactância de Jesus.

GLORIOSA TRASLADAÇÃO DE ESTRUME

Não é este comércio pura e simplesmente intraduzível em caralhês?!

MENEZES E O SEXO COM ESTRANHOS

Alguma bloga malhadeira olha para o sr. Menezes como certas mulheres lustrosas, lúbricas e lânguidas olham para o estranho feio e mal cheiroso ali ao lado e que apesar de tudo tanto desejam, torcendo ambiguamente o nariz, fazendo-se rogar, querendo e não querendo. Nas conversas de mulheres dificilmente admitiriam que só não marcharam já para sob o peso dele, o feio e horrendo não-inodoro, apenas porque não o experimentaram convenientemente a fim de se convencerem do quanto ele é bom e funcional no que interessa, fora os pormenores da fealdade e do mau cheiro corporal. Sabem que outra coisa diriam se se dessem à coragem de o experimentar. Ora é apenas por isso que faz todo o sentido muitos corroborarem a ideia aparentemente peregrina de que não tivesse saído da liderança do PSD, Menezes poderia estar agora a formar governo. Já o experimentaram. Coisa que não aconteceu com alguma da bloga malhadeira por manifesto desdém.

VARAPAU

Mais folclore mediático que redundará em Nada! Personagens sinistros que assam nos media e que (antes, durante ou depois) a longa manus do poder real sempre cevou das habituais bênçãos e regabofes do dinheiro, muito dinheiro. Dinheiro para arrostar e arrastar com os processos a que uma avidez de décadas, obscena e relapsa, deu azo.

COMO FORNICAR PORTUGAL?

Com este vícioso despesismo, tudo à maneira imperial mais parola e desproporcionada num País pelintra e cada vez mais esfomeado. Portugal, o Portugal profundo, ultrataxado pelos políticos e endemicamente teso a maior parte do mês, também é fornicado por esses redundantes senhores directores regionais, locais, nominais, sinecurantes, coçadores da micose com ajudas de custo e de cuspo, com nada para fazer nem justicação para existir. Gente que vai pousar o cu nas cadeiras almofadadas das sessões solenes ou então manda um representante remelento e de olhos inchados (porque inesperadamente levantado da cama pelo mesmo chefe ocupado numa noite de alterne e pocker) a sentar o cu por dez minutos nas sessões solenes do Regime moribundo e depois a desaparecer num ápice perante o ar atónito do público e da mesa solene na sessão solene. Um Governo servo de vampiros clientelares não conhece outra natureza senão sugar e dar a sugar aos seus. Por ter poder para isso, um Governo Português típico dá a sugar aos seus, sem pudor, o grosso da receita fiscal de uma massa de pobres ainda mais empobrecidos, esmifrados e carcomidos pelas políticas opressoras em decurso. Secretarias de Estado, vastas como as mulas nos livros de tenças de D. João III, são sugadouros de recursos preciosos pela mão dos sucessivos governos. E há ladrões dentro da lei para todos os gostos: chefes e subchefes, tachados e sobretachados, entochados e abarrotados de ajudas de custo pela mão política que hoje os amamenta obscena. Nem um país de ricos, de bem-estar generalizado se mordomiza ou locupleta clientelarmente como este Portugal sucumbido pelo socialismo sugante de esquerda à direita do Dinheiro e entre a pernas do Estado. Aí está ele, o socialismo cagante do Diálogo-Man, novamente no Poder para Fingir Acção e para Infligir Desgraça. Decididamente, o Estado não sabe nem ser frugal nem ser eficiente. É uma cloaca despesista e uma máquina de Mentir disfarçada com charme de contrafação. Ah, não passar o meu Portugal de um projecto manhoso da Guarda garatujado pelo Engenheiro Sanitário Sócrates!

quarta-feira, outubro 28, 2009

O MELHOR SPORTING DE SEMPRE

O aparente malogro do Sporting não é uma questão de plantel, de treinador ou de presidente. É só uma questão de estratégia, de risco e capacidade aquisitiva. Para obter resultados desportivos bem mais satisfatórios, o Sporting teria de enlouquecer orçamentalmente como o Porto ou o Benfica têm podido enlouquecer, época após época, apenas porque podem dar-se a esse luxo. Ora, o primeiro tem tido sorte, mérito desportivo e encaixe/retorno com jogadores que chegam anónimos e saem com nomeada, época após época. O segundo tem uma massa adepta e movimenta interesses e poderes dos mais poderosos da Península e por isso mesmo está por nascer o desastre deportivo ou os desastres desportivos sucessivos que derrotem ou enfraqueçam o clube no seu âmago. Em suma, à luz da estratégia possível, este é, na verdade, o melhor Sporting de sempre. O mais barato. O mais sensato. O mais razoável. O que recusa a roleta das contratações por recear o abismo dos endividamentos irresponsáveis. Não petisca porque arriscar como os rivais seria insano.

MEU PAÍS NAS MANÁPULAS DE UM CABRÃO



terça-feira, outubro 27, 2009

LAIKA TOASTED ON THE REENTRY

Tem toda a razão o Nuno Pombo quanto ao que haja a comentar d'isto. Laica, laico, laicismo. Cocó. Tau-tau. Pouco se sabe da cadela Laica. Não sabemos se era republicana além de Laica. Mas dentro do revisionismo histórico que derruba mitos e biombos políticos sabe-se de ciência certa que tostou na reentrada para glória da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, apesar do eufemístico "overheated" em The True Story of Laika the Dog, by Anatoly Zak, Staff Writer.

BENFICA SOB DOPPING ESPIRITUAL

Encanta-me o Benfica de Jesus. Acho que é forçoso que encante quem gosta de futebol pelo futebol. Para um clube que esteve futebolisticamente morto durante tanto tempo, não saber senão golear, e isto desde há semanas, é obra. No entanto, recuso-me a acreditar ainda na consistência evidenciada por esta versão sofisticada do Benfica, claramente sob a embalagem de uma espécie de dopping espiritual, suplemento de alma convergindo a partir de milhões de vivos e de mortos [pense-se na águia romana, nazi ou norte-americana e teremos um símbolo há muito irresistível e geneticamente imperial] num só propósito: golear como no antigamente e então era com frequência por sete ou oito! Porém, não chega. O dopping de alma absolutamente carismático e transcendente do Benfica, feixe de energia mental proveniente de adeptos vivos e mortos, exige bem mais que o pequeno golear caseiro. É preciso golear na Europa e no Mundo. Ora, só quando estes meus olhos mortais testemunharem o Benfica a golear, não o Nacional, de um golear que não surpreende, mas um Milan, um Barcelona, um Manchester e um Real Madrid, aí, sim, me renderei à evidência do Milagre e que o Messias da Bola do Benfiquismo, Águia e Aro de Bicicleta, é esse detentor da grenha grisalha e do carão sisudo rosnando para dentro do relvado. Até lá, tudo isto pode não passar de inflação, facilitismo adversário, mãozinha que embala, sugestão colectiva, graças aos super-poderes e altas relações transcendentes do milagroso treinador. Até essa evidência, o dopping espiritual que nutre as pernas e a vontade dos jogadores pode extinguir-se tão misteriosamente quanto surgiu. E eu não quereria estar naquele balneário nesse dia.

segunda-feira, outubro 26, 2009

A VOZ AGRESTE DE FÁTIMA CAMPOS FERREIRA

Enquanto funcionária fiel do socratismo puro e duro, Fátima Campos Ferreira continua uma chata, uma interruptora dos seus próprios convidados no Prós&Prós, usando aquela horrível voz agreste e estrídula. Acaba de interromper, no sentido de atropelar sem pejo, a excelente Raquel, uma jovem empresária com um indiscutível brilho nos olhos de amor a Portugal e, em particular, aos empregados da sua empresa recém-criada. Raquel veio recordar, na própria cara de pénis do conhecido economista salário-restritivista Vitor Bento, que o problema do País, a fonte de desestimulação e de fracasso da sua economia, a raiz de toda a improdutividade e de toda a desigualdade, são os baixos salários, é a precariedade e todas as demais formas de exploração minuciosa, horrenda, manhosa, que o empresariado grunho faz do próprio povo de que se ceva. Perante a luminosa intervenção da brilhante Raquel, que faz Fátima, como resume ela a intervenção da simpática empresária? Diz que o que se retira de tal intervenção é a necessidade de formação, também mencionada. Fátima sabe para quem trabalha. Nós também sabemos os escrúpulos com que se obedece e não melindra os patrões políticos da RTP ou os grandes compromissos que a Política tece e não é com quem trabalha nem com quem vota ou paga os seus impostos. Não perceberem esses grunhos da Finança, das Seguradoras, migrantes obesos do dinheiro à boca dos Gabinetes Ministeriais, que a ganância dos políticos, das suas clientelas, essa ganância-entrave a Portugal, orquestrada por quem lhes mexe os cordéis decisórios, acabará em última instância por daná-los também a eles porque não se financia a infelicidade de um Povo sem de alguma maneira lhe sofrer as consequências.

OPULENTO JESUS GORJEIA HUMILDADE

Não falta quem reze por que este Jesus canoro e avassalador volte para o Presépio de Belém, mal chegue o Natal. Entre as palhinhas deitado é que ele está bem para os adversários. Depois de ter ressuscitado o velho Benfica de renome e respeito planetários, ninguém acredita que tal Benfica, além de empolgar Portugal com o seu futebol prático e luxuoso, não goleie por sistema, venha quem vier. A humildade de Jesus assim como as aparentes cautelas com o Nacional são só para inglês ver.

domingo, outubro 25, 2009

NO DRAGÃO, ENTRE O GADO SAPIENS DA BOLA

Enfim... Estive lá, no Dragão, a ver um desempenho muito penoso do meu FC Porto. Fui mais um entre o gado sapiens da bola azul e branca. Tinha havido alguma glória por outras razões. No relvado, faltou Hulk. Comparecer, compareceu, só que em desastrado ou em quase mau. 90 minutos! Sair antes do último apito, para evitar os apertos da turba. Perder o segundo golo da Briosa, mas pressenti-lo na claque negra que gritou por trás e no «Foda-se!» grisalho, que passava enfiado num boné, correndo, certamente com auricular radiofónico, tal a assertividade. Enfrentar os ancestrais odores populares a suor e a ancestral falta de banho, no metro apinhado. Correr para longe das hordas, canalha violenta, talvez da Ribeira, salivando por vítimas e pretextos à sua bruteza. Pensar que valeu a pena só pela vitória, mas não pelo brilho do jogo que foi quase nulo. Chegar a casa. Ler FJV. Fechar o ciclo. Enfim...

UM BLOGUE BURRO E POPULAR

O Rodrigo popularucho e o 31 terão de rever a agenda sob pena de mais cocó que vitórias para uma causa absolutamente urgente.

É OFICIAL: SÓCRATES DEMITE-SE

Só há um caminho para Portugal sair do endividamento monstruoso, do estrangulamento cívico, do medo, do pensamento único, do fingimento e da mentira como modos naturais de estar na política, para não falar na vasta corrupção moral, material e política que nos condena há décadas à decadência, à involução do bem-estar, ao retrocesso económico: Sócrates demite-se e o País segue adiante com toda a naturalidade. Os homens passam. O País fica. Sócrates passa. O país que ele deixa em mau estado, castrado, abafado, com asco daquele sorriso velhaco, organiza-se e prossegue, leve e vero, sem Marcelinos que o comam por lorpa, sem Baldaias que o lixem bajulatoriamente, sem Bettencourt Resendes ou sem Luís Delgados que o comentem qual duo de Velhos Marretas, sem a tralha de frouxos que Sócrates espalhou por todo o lado. I have a dream. Que um dia Portugal se via livre das garras sôfregas do Sexy-Platina para passar a ter um primeiro-ministro sério e a governar a sério.

O JORNALISMO CAPADO PORTUGUÊS

«E por cá, como é, com o Expresso, a RTP1, a SIC, o Diário de Notícias, a TSF e outros? Pior que em França. Por cá, não há uma única revista que se possa comparar à Marianne ou ao L Express, Le Point ou Le Nouvel Observateur. Nenhum jornal que tenha o prestígio de um Le Monde ou Le Figaro, ou mesmo o Libé de antanho.Os comentadores de tv e rádio, podem ver-se e ler-se depois nas colunas de ditos que os jornais publicam. Nas tv´s abundam os Bettencourt Resendes e Tozés Teixeiras, em detrimento de Pulidos Valente. No Rádio, temos o que temos, todos os dias. O paradigma é o da biógrafa do menino de ouro, Eduarda Maio. Na tv, um dos modelos que atingimos no cretinismo informativo responde pelo nome de Ricardo Costa, mas há pior, muito pior. A TVI foi capada, como tinha que ser, por frete ao sarkozeiro que por cá temos. O Público deixou de fazer mossa, quando está exangue por falta de invenção e criatividade e obstinação em receitas perdidas. A jornalista desse jornal, Leonete Botelho, com a complacência da direcção, que assina os artigos sobre estes assuntos de política caseira, nem se dá ao cuidado de disfarçar a mensagem implícia nas notícias sobre os ministros e governo em geral. Cita fontes que não indica mas poderia indicar, dá palpites que ninguém lhe pede e mostra o facciosismo do jornalismo em todo o esplendor. Exemplar. Nos jornais, vemos assim um unanimismo e conformismo aterradores quando lemos os perfis, isentos de apreciação crítica mínima e transcrevendo press-releases ou perfis da Rede, que traçaram dos ministros escolhidos pelo chefe que conseguiu o que nenhum outro logrou: aplainar vozes críticas e capar aventureiros da independência informativa. É obra e ainda por cima nem é de génio, mas apenas de medo. Medo inflingido aos borra-botas dos media que se pelam de terror de perder a vida que levam. Sabem que se os sítios onde trabalham fecharem, terão o suporte noutros lados suportados pelo Estado, directa ou indirectamente. Nos sondageiros ou marketeiros da praxe. É isto que temos e estamos pior que os franceses e italianos. Os espanhóis virão a seguir, mas não sendo abúlicos como nós, darão oportunamente o pontapé simbólico ao modelo zapatariano que por cá é exemplo.» José, Portadaloja

AINDA A CASTRAÇÃO DOS BISPOS

O Tiago tem o dom de picaretizar todas as questões.

sábado, outubro 24, 2009

JOSÉ, RETRATO DA VENALIDADE

Razões por que tenho no Jornal do Pau uma referência. O trabalho de JES supera todas as aparências tácticas, convenientes, em que chafurdam os media domesticados.

QUANDO PORTUGAL É CONTAGIOSO

Os ingleses aprendem depressa com os métodos portugueses de procrastinar e encontrar desculpas. Portugal e o seu jogo de cintura judiciária, fica provado, é uma coisa absolutamente contagiosa: «A permanência da documentação nos arquivos do Serious Office Fraud e da Polícia Metropolitana de Londres foi um contratempo para a conclusão da fase final das investigações.»

SARAMAGO OU IDEIAS DE TROLHA

«O problema com o furor que provocaram os comentários de Saramago sobre a Bíblia (mais precisamente sobre o Antigo Testamento) é que não devia ter existido furor algum. Saramago não disse mais do que se dizia nas folhas anticlericais do século XIX ou nas tabernas republicanas no tempo de Afonso Costa. São ideias de trolha ou de tipógrafo semianalfabeto, zangado com os padres por razões de política e de inveja. Já não vêm a propósito. Claro que Saramago tem 80 e tal anos, coisa que não costuma acompanhar uma cabeça clara, e que, ainda por cima, não estudou o que devia estudar, muito provavelmente contra a vontade dele. Mas, se há desculpa para Saramago, não há desculpa para o país, que se resolveu escandalizar inutilmente com meia dúzia de patetices. Claro que Saramago ganhou o Prémio Nobel, como vários "camaradas" que não valiam nada, e vendeu milhões de livros, como muita gente acéfala e feliz que não sabia, ou sabe, distinguir a mão esquerda da mão direita. E claro que o saloiice portuguesa delirou com a façanha. Só que daí não se segue que seja obrigatório levar a criatura a sério. Não assiste a Saramago a mais remota autoridade para dar a sua opinião sobre a Bíblia ou sobre qualquer outro assunto, excepto sobre os produtos que ele fabrica, à maneira latino-americana, de acordo com o tradição epigonal indígena. Depois do que fez no PREC, Saramago está mesmo entre as pessoas que nenhum indivíduo inteligente em princípio ouve. O regime de liberdade, aliás relativa, em que vivemos permite ao primeiro transeunte evacuar o espírito de toda a espécie de tralha. É um privilégio que devemos intransigentemente defender. O Estado autoriza Saramago a contribuir para o dislate nacional, mas não encomendou a ninguém? principalmente a dignatários da Igreja como o bispo do Porto - a tarefa de honrar o dislate com a sua preocupação e a sua crítica. Nem por caridade cristã. D. Manuel Clemente conhece com certeza a dificuldade de explicar a mediocridade a um medíocre e a impossibilidade prática de suprir, sobre o tarde, certos dotes de nascença e de educação. O que, finalmente, espanta neste ridículo episódio não é Saramago, de quem - suponho - não se esperava melhor. É a extraordinária importância que lhe deram criaturas com bom senso e a escolaridade obrigatória.» VPV in Público

LOIRA, MULHERAÇO E ESPAMPANANTE

«Eu podia escrever argumentos de filmes negros, de tal maneira adivinho as histórias logo desde o início, mas as conversas iniciais com o maridinho não me tinham preparado para uma lasca daquelas. A madama era um mulheraço de fazer parar o trânsito. Podia, sem escândalo, ser declarada monumento nacional. E espantei-me: as coisas que Hollywood anda a mandar para o lixo. Certamente, excesso de bebedeiras nos departamentos de casting dos grandes estúdios.» in As Penas do Flamingo

OS BISPOS DO TIAGO RAMALHO

O Tiago embatucou com a posição dos bispos ainda por divulgar, mas não passível de surpresa, quanto à legalização do casamento entre homossexuais, matéria sagrada de uma certa Esquerda com Cio e de uma certa Direita Discreta e Liberalóide com Tesão. Em sociedade, não se percebe por que raio as políticas, os governos, terão a assumir promulgações unilaterais em matéria de costumes. Pelo caminho encetado, não tarda nada e promulgar-se-á a poligamia e as permutas sexuais em regime interfamiliar e intercasal forçando uma certa salgalhada em Portugal. Seja como for, o que é triste, no novo registo do Tiago, hoje em dia mais solto e menos compendiário, é que não entenda ser problema de estes bispos o excessivo acanhamento e não os manifestos nostálgicos de força e ascendente que só ele vislumbra. Os bispos sabem que o Estado é laico e que isso é uma vantagem para a desaviarização dos crentes. Há mais carácter e mais verdade quando se é um voluntário absoluto da Fé e nem sempre quando se nasce nela. Para os bispos portugueses mandar nas consciências não se coloca e é um abuso de estilo despachar essa ideia garota, ó Tiago. Trata-se de uma criancice popularucha, de um socratismo bacoco, vá!, achar que o preocupante é que a população portuguesa em geral e a classe política em particular lhes dê a eles, bispos, algum tipo de importância. Como se a dessem. O mal dos bispos portugueses consiste precisamente na falta de comparência, consiste no seu lado poltrão e na mesura das palavras perante tanta alarvidade liberal, tanto desejo de exploração e tanta imoralidade entre os gestores que o Estado amamenta em face de um povo que trabalha e mal ganha.

sexta-feira, outubro 23, 2009

UM VÓMITO EM FORMA DE FODA-SE

Paulo Baldaia no Expresso da Meia-Noite. Ser aquela coisa avençada e ultrassocratista 'director' da TSF... Que nojo! Ainda pior a falar mal da 'corporação' dos professores e bem do rafeiroso modelo simplex-rançoso de "avaliação" política da docência, afinal facilitador ou consagrador do favoritismo político, do cunhismo, do lambisgoísmo de gabinete, do putativo e potencial suborno moral e político em larga escala na docência submissa e passenta a quem lhe explora a mão de obra cada vez mais barata. Por que não fala Baldaia na grande corporação dos mediáticos directores vendidos e comprados pela Mentira Política, pela Batota Política omnipotente de que ele é um delambido boneco inflado de apoiados?! Haverá maior corporação que essa sua cooperante corporação sirigaita e onanista, vendida ao Poder, incapaz de verdade, de gente limpa num verdadeiro serviço público independente?! [Os meus itálicos são exclusivamente enfáticos, esclareço].

quinta-feira, outubro 22, 2009

MP, CARACOL AZAFAMADO

Por que é que ninguém acredita quando se diz que o MP trabalha azafamadamente na matéria Freeport?! E por que motivo há dois Freeport, o inglês e o português, aliás em arritmia e descordenação cómicas, sendo que o lado português empata e o lado inglês acelera?! E por que é que o PGR tem uma pronúncia ainda mais transmontana, repleta de zzzz e outras sibilantes mistas, quando é obrigado a falar de esse assunto pelos pobres jornalistas a recibo verde e ultraprecários?!

quarta-feira, outubro 21, 2009

O DEUS DO PAULO

Parece um bonecreiro entediado do Homem, criatura tão equívoca como Pinóquio é de pau; um Deus com Alzheimer Celestial, de mãos nos bolsos, roupa coçada, fumando uma beata pelas esquinas do Céu, depois de umas bejecas literalmente loiras e sempre inéditas, enquanto a humanidade se esfola e reprime entre si. Se o Paulo for Pai ou Filho e em si houver um fundo desejo de bem pelos pais e pelos filhos, compreenderá a impotência amorosa do meu Deus e a necessidade de uma resposta qualquer Sua a tanta lágrima. Chama-se Esperança, Virtude Teologal, pão para a Viagem. A Luz dela é o chamado Amor. Nada somos no Cosmos na nossa errância pelo deserto da existência para que fomos convocados sem voto na matéria. Mas ao menos que a humildade sedimente entre o pó dos nossos poros, resíduos estelares malcheirentos, com backup imortal odoroso-glorioso: sem formatação definitiva, para quem crê.

EM LOUVOR DA BABA E DA LAMA

Baba e Lama que nos possibilitam e explicam, enquanto espécie imprevísivel e irregular nas suas constantes sanguinárias e sublimes, e enquanto história, nos seus demónios e deidades. Por Rommel. Por Hércules. Por Toutatis. Por Gizé e Micenas. Pela Custódia de Belém e qualquer mosteiro florestário milenar jacobinescamente arrasado em Portugal. Quando a esperança comunista lhe morreu, Saramago procurou Deus e outros culpados lá, do lanzaroteano alto assento onde o oiro e o mel lhe fluem em contra-relógio. Como escreve Carlos Vidal: do humano e do homem, Saramago «Sabe ainda pouco. Quase nada.»

A BATATA QUENTE DE SER GOVERNO

Há alguma coisa de muito estranho com a constituição fabulosa do próximo governo saudavelmente Minorca do mesmo PS. Coisa lenta. É como se ninguém se quisesse queimar com um passado governamental recente, um passado altamente comprometedor em tantas matérias e sem Santanas fáceis como válvulas desculpabilizadoras de erros e vias erróneas bem fresquinhas na memória. Não se constitui a equipa ministerial, atraso menstrual, expectativa de fogo cerrado e observação atenta por todos os quadrantes. Medo. Síndrome Luís Campos e Cunha. Quem é que quer ser corresponsável por uma falência medonha e uma dívida insanável por loucuras sumptuárias, imagem e marketing da treta?! Quem?! Depois dos ajustes directos e das despesas à tripa-forra para efeitos de reeleição ávida, regressa a perseguição ao contribuinte e a penalização psíquica ao cidadão com a mentira superficial repetida: a celebre falta de produtividade num País que, em muitos casos, aliena o que sabe, o que tem e o que pode a espanhóis e a angolanos e só mostra o que vale fora de portas.

BÍBLIA, OUTRO NADA QUE É TUDO

Suprema e delicada síntese esta do Francisco!

FABULOSO DESPIQUE ENTRE PACHECOS

Infelizmente, o Pacheco-Deputado não chegou a tempo de se envolver nesse fabuloso despique entre Pachecos.

NO LONGER THE MINISTER

No longer an obstacle. Portanto, o outlet é quickly aprovado precisamente quando todos os obstáculos são removidos. Cristal clear!

terça-feira, outubro 20, 2009

UMA FORMA DE MATAR O PRÓXIMO

Exigiu-me 200 euros, o mês completo, após catorze dias. «100 euros», propus. Estivera ali vinte e seis dias. Pagara-os como um mês completo. Continuara por lá depois mais dez dias, começo de um novo mês. Queria e podia mudar-me agora para um lugar muitíssimo melhor e pagar muitíssimo menos. Metade. Ali, por 200 euros, um quartinho lúgubre, comida fria, cama curta, torta, do lado de dentro, e, do lado de fora, cão ladrante, pomba arrulhante ou rola, janela mal-fechante, insónia constante, não me era mais possível nem razoável permanecer. Mas ela não cedeu. Hábil, habituada a argumentar velhas justificações e desculpas, atirou: «Não. São 200 euros»; «Se me dissesse há mais tempo... Podia ter alugado esse quarto, se me tivesse avisado...» A avareza é uma forma de matar o próximo, último luxo a que se dão certas mariposas ofuscadas pelo lado mais mortífero da Luz.

SARAMAGO, MÍSTICO E MONÁSTICO

Depois de ter lido isto, via Miguel, reflectindo melhor, considero que quem como Saramago gasta tamanha energia em negar Deus e a vituperar a Igreja, afinal duas das coisas civilizacionais mais resilientes in saecula saeculorum, passíveis, é certo!, de fundamentalismo mas também de clamorosa glória filantrópica, deve ser um fabuloso e sofisticado crente. Temos um místico invertido em Lanzarote. Temos um notório monástico em Lanzarote.

MARCELINO, NOVO SEXY PLATINA

A fazer fé nesta notícia, há certamente culpados.

NÃO RESPONDER

O sistema tem as costas quentes. Protege os interesses instalados. Dá azo a fugas para a frente ou então a magníficos silêncios. Não responder é consentir?

segunda-feira, outubro 19, 2009

FREEPORT: KEITH PAYNE IN THE ASS

A matéria freeportiana, tão convenientemente adormecida nos últimos meses, ressurge e parece vicejar sob o trabalho da TVI. Com que efeitos e sequência, isso é outra conversa. Ou a mesma, porque tudo aquilo que certo jornalismo procura aclarar, com ousadias investigativas pouco habituais em Portugal-Pauis, é logo posto a dormitar mediante os enunciados veementemente desvalorativos do Exmo. sr. PGR, bem como de outras entidades igualmente muito conhecidas, encarregadas de nos sossegar o civismo perturbado: «“Jonathan, este é o fulano [Payne] que me telefonou e sabe do suborno de 2 milhões de libras, sublinhei algumas partes interessantes a partir do ponto 4. Se o parlamento é dissolvido até às eleições, o Secretário de Estado não pode aprovar nem rejeitar nada.”»

TENHO PASSADO FOME E SEDE

«O plasma foi desligado quando chegaram os chouriços do Fundão. Para acompanhar o Raspberry Millefeuilles, o merlot (Má Partilha 2002) deu lugar ao sauternes (Château d’Yquem 2001).» Eduardo Pitta, Da Literatura

domingo, outubro 18, 2009

O RONALDO PERALTA DA LITERATURA

José Saramago, ave peralta da literatura mundial, tenta ser insólito e ter toques geniais com frases nada originais, por vezes grotescas, entre o pedante sibilino e o hiperbólico pateta, mas tudo se resume a um esforço por existir no plano comercial, como faz Ronaldo quase sem esforço nenhum. Para promover o seu novo romance, Caim, enlameiam-se umas ideias tontas e já está. Parangonas. Notícias de abertura. Aparições nas TVs. Babações por Espanha. Rios de tinta, de electrões excitados e de bytes. Note-se o tom infantilóide na abordagem do tema de Deus, à maneira arcaica dos ateismos mais descabelados. Dizer alarvidades e simplismos é, pois, para o velho apoiante da revolución cubana, um acto de gestão comercial, activador de atenção cósmica e cómica sobre si. Já todos sabem que a Bíblia expõe toda a violência possível da espécie humana, toda a crueldade e perfídia que ela-humanidade acolhe no seu âmago. Tal exposição, como escrevem outros eruditos especializados na matéria, foi um revolucionário começo de denúncia do gérmen do Mal no mundo dos homens. Fazer um caminho histórico completamente oposto a esse, violento, porém, emerge de uma outra Semente em direcção ao Céu que a mesma Bíblia anuncia e prepara. Tal Semente prosperará, grão de mostarda que era e hoje sequóia em que se converteu, até à catabase do Reino dos Céus, matéria de Esperança para quem espera. Deus, Esse, sempre foi O Inefável, O Indizível, que nenhuma boca pode ousar conspurcar de conceitos meramente humanos, pois está para além do conceituável e do confinável por mãos ou língua humanas, todavia, absolutamente próximo de cada homem, pois é Misericordioso e Compassivo, como rezam os Salmos. Fique Saramago com a taça, com a glosa, com a autopromoção comercial. A Luz, a Inspiração, a Paz, que vêm do Alto, têm o seu próprio tempo e condescendem com a infinita vaidade dos mortais em versão "célebre": «José Saramago afirmou que “a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”.»

OLEKSANDR ZHUROV (SACHA)

Cirque du Soleil de luto. Porque um corpo, fabuloso no seu voo, pode não ter como acoplar à seiva-brisa, terra firme.

EUA FOMENTAM BOMBISMO-SUICIDÁRIO

Quem acusa é, naturalmente, o Irão.

BURROS E SUBMARINOS

Dois submarinos ou mais fazem falta a uma nação com extensa fronteira oceânica e visceral tradição marítima. Almeida Santos, em negá-lo, é tão burro e tão dado a gaffes dinamitadoras da seriedade política e asnas como MFL! Os gestores envolvidos na burla podem bem dar com os costados na prisa, como se tal fosse possível!, e tudo ficará um pouco melhor. A corrupção política em Portugal sorve recursos que suplantam o custo de dez submarinos e o quíntuplo de beneficiários do rendimento mínimo ou RSI. Esqueçam a responsabilidade política de Paulo Portas na aquisição dos bichos e olhem de frente para o verdadeiro inimigo de Portugal — o Corrupto Político amplamente disseminado e habilmente oculto em carreiras por onde foi sempre subindo com passos de basquetebolista. E o nosso mal é estar ele a um palmo da nossa cara, quase todos os dias na televisão, a encharcar de faladura e moralidade os nossos ouvidos cansados, e nada podermos fazer para o remover-nódoa: «Há pouco mais de duas semanas, o Ministério Público acusou sete gestores portugueses e três alemães da Man Ferrostaal, uma das três empresas que fazem parte do consórcio alemão que ganhou o concurso dos submarinos, de burla qualificada e falsificação de documentos nas contrapartidas associadas ao contrato de compra e venda.»

AFRONTE-SE A USURPAÇÃO FAJUTA

Uma das supostas vantagens da Maioria Minorca do PS é permitir um poder acrescido por parte das Oposições para afrontar os sucessivos impasses e aviltamentos da Justiça. Espera-se que se unam, PSD/PP/BE/PCP, para fazerem o que os portugueses sem partido esperam deles: um combate sem hesitações à corrupção politíca que a anterior Maioria Absoluta apadrinhou diligentemente e tanto acarinhou, por todos os processos que a imaginação alcança, ao ponto de todos os que sairam a terreiro por uma reedição socialista governamental absoluta estarem na verdade a fazer uma torpe apologia à escuridão clientelar corrupta que tem medrado sob Maiorias: o colonialismo brutal da Função Pública por parte dos escalões mais altos e intermédios, Função Pública saturada de redundância em chefias bem pagas, em mordomias, comissões, ajudas de custo, de toda a espécie, levando na verdade, do bolo orçamental, 80% dos custos e despesas globais. Foi politicamente criminoso que MFL não tenha tido coragem para dar o exemplo ou para atacar o poder socialista onde ele, por sistema, é mais danoso para o País e viscoso nos seus métodos chavistas de estrangulamento-anaconda progressivo da sociedade civíl. Agora seria operativo que as Oposições vinculassem as políticas governamentais não às agendas dos grandes grupos empresariais e económicos, aos seus desígnios daninhos e offshorísticos, mas às condições de vida, trabalho e felicidade do cidadão comum para o qual a desonesta legislatura anterior inventou leis obscenas retroactivas que o perseguiram e puniram cobardemente, no âmbito Fiscal: obedecer escrupulosamente a leis estatuídas em 2003 equivaleu a ter desobedecido retroactivamente a leis promulgadas em 2006. Só em Portugal e só com a cara de pau e desfaçatez da legislatira prévia. Esta retroactividade maligna vigorou pelo menos nos primeiros dois anos que os restantes foram de afrouxamento fisco-persecutório para efeitos de reeleição "socialista". As Oposições podem denunciar o controlo politíco-económico governamental esmagador e joão-marcelinista dos media, rasurando os interesses do Público por verdade, por transparência e isenção. As Oposições têm o dever de nos assegurar moderação e contenção às derivas controleiristas extremadas de um paranóico político, de um batoteiro eleitoral consumado, de um ávido por controlo e poder e manipulação grosseira da agenda mediática a fim de esconder os seus podres e a sua crassa incompetência de gasolineiro falido. Afronte-se, portanto, essa usurpação fajuta da democracia que um certo socialismo infrene pratica com gula. Não tem resultado nada de bom para Portugal ficar sob a pata violentadora e incompetente de um certo socialismo tentacular, agora com trela curta por causa da sua Maioria Mini, coisa por que imensos cidadãos lutamos. Se, aliás, não pudemos ir mais longe foi porque as Oposições não estiveram à altura e um blogue não é uma TV, ou várias, nem é um Jornal de tiragem massiva ou vários: «A estratégia parece ser, portanto, a de fazer vingar perante a opinião pública a ideia de que, pela sua parte, o PS defenderá a estabilidade assumindo um governo de minoria e que compete também agora a todos os outros partidos cumprirem a sua parte. Foi precisamente isso que vincou igualmente António Costa na SIC: "Todos os partidos fizeram campanha contra a maioria absoluta e agora, o que é extraordinário, é que quando o PS mostra disponibilidade para o diálogo a resposta é nem pensar."»

CENTRAL DA DESCULPADORIA

«[...] a actriz brasileira Maitê Proença foi a um programa de televisão, o “Saia Justa”. E levou um vídeo (quase) amador que fez numa viagem a Portugal. No vídeo semi-caseiro, Maitê divertia-se, gozando com as “coisas de português”. O sério Portugal dos blogues e das TVs não gostou do retrato e indignou-se. Chamou ignorante à actriz por tratar Sintra como uma “vilazinha perto de Lisboa”, por desconhecer os ritos maçónicos e os 3 invertidos, por não saber que não é o mar, mas o Tejo, que banha Belém. E por cuspir numa fonte do Mosteiro dos Jerónimos.Não vejo razão para tanta indignação. Passei anos da minha adolescência no Rio de Janeiro a ouvir piadas de portugueses. São exactamente as mesmas piadas que contamos sobre os moçambicanos ou sobre os alentejanos... Parecidas com as anedotas que os franceses contam sobre os belgas. Ou com aquelas que os australianos inventam sobre os neo-zelandeses.» Inês Serra Lopes, i

sábado, outubro 17, 2009

O ANO DO$ OLHO$


Vale bem a pena reflectir nisto que o Hermínio denuncia e o bom Carlos cita.

MAITÊ PROENÇA ESCULHAMBADA


Estrelas da lusosfera global, como Maitê Proença, têm uma acrescida responsabilidade em se não deixarem resvalar para o pífio, para o preconceituoso, para a deformação selectiva do outro. O magnífico Brasil tem cloaca social e cultural suficiente para merecer a sátira e o chiste da actriz e ainda assim seria um acto injusto. Visar outros povos com laivos de ignorância e visões parciais é muito feio. O mundo da informação, da cultura e do entretenimento em Português é hoje um cu de galinha. Bem que Maitê poderia começar por não cultivar a cabeça e os modos de uma, já que nada permanece escondido, nenhuma chacota se oculta. E se a delicadeza sincera define um carácter bem formado, a sua ausência permite concluir do grosseiro primarismo oculto por trás de uma face bonita, caucasiana, loira, esquisita e dada a esquisitices. Estou à espera de um acto de desagravo qualquer da actriz tanto mais que o MegaPortugal genético e onomástico que entretece e perpassa esse-outro Portugal Alargado, pleno, maravilhosamente miscigenado e sangrado em sémen, que é o Brasil, certamente não aceitará que lhe cuspam impunemente no sangue antepassado. Ninguém pense esculhambar o meu Portugal ou o meu Brasil sem levar troco!

sexta-feira, outubro 16, 2009

O GOVERNO REPUGNANTE

A prática decisória passada (mas demasiado recente) do futuro PM foi tão absolutista, o seu parlamentarismo tão marreta e tão reles, os efeitos da sua megalomania e egolatria no país tão nefastos e onerosos que, naturalmente, não há nem pode haver nos restantes partidos do espectro representativo parlamentar a loucura de os caucionar mediante acordos coligatórios de governo. Infinitamente só, marginalizado no plano governativo-decisório, talvez esta legislatura consista numa enorme aprendizagem democrática e em práticas novas em gente habituada ao seu iluminismo moderneiro sombrio sob maioria. Práticas que têm permitido aos demais países europeus governos sistematicamente minoritários com coligações responsáveis, construtivas, eficientes, duradouras. Dificilmente encontraremos por essa Europa máquinas de rapar orçamentos como as que nos derrotam e empobrecem ano após ano. Máquinas em que PS e PSD se converteram desde a primeira hora com os resultados consabidos.

quinta-feira, outubro 15, 2009

PESTILÊNCIA DEMOCRÁTICA

O Bloco Central é um mundo à parte na "democracia" e por isso os conceitos de renovação, de decência e pudor passaram-lhe ao lado. Toda a gente deveria votar nos agentes políticos que ainda aparentam algum vestígio de vergonha, agulhas em palheiro. Manifestamente, e no que diz respeito ao Parlamento, tal não é o caso do PSD nem do PS. E coragem para instituir uma lógica de responsabilização directa dos eleitos hoje resignantes em face dos eleitores?! Até quando continuaremos meros subordinados de esses eleitos renunciantes?! Escorre, impávida, a pavorosa perversão democrática que tramita a seu bel prazer investiduras parlamentares supostamente legitimadas pelo voto e ainda mais supostamente vinculativas.

COLIGACIONISMO AMBISSEXUAL

O Bloco de Esquerda, evidentemente, não se coligará de um modo explícito com a Maioria Relativa, repete-se à exaustão. Mas pode ela contar com o Bloco no lado folclórico, alienígena e ambissexual com que essa mesma Maioria Mini escamoteia os factos brutos da economia, escamoteia os seus péssimos números e os seus péssimos desempenhos após passarem incólumes no comentário e no discurso político durante a campanha às últimas legislativas. A Maioria Minorca conta precisamente com todas aquelas coligações pontualistas pelas quais, em troca de política urgente acordada mas sempre ronceira, se obtenham novos cúmplices igualmente pontuais no grande escamotear a que se entrega o imponderável líder batoteiro e o seu extraordinário partido ultramanipulador de tudo aquilo que mexe. Recorde-se a farsa malígna das sondagens desmobilizo-sugestionadoras e outras formas de batota reles tão em voga na vida pública nacional. É realmente magna a tarefa de alienar e debilitar Portugal a começar por jogar baixo não olhando a meios. Aliená-lo e debilitá-lo por pura incompetência e deliberada negligência políticas. Não é fatal que o País definhe, dentro do grande jogo Ibérico por hegemonia cultural castelhana e supremacia nacional tendo por base a economia. Se aí estamos a ceder terreno é unicamente graças à dormência das nossas elites grunhas, destituídas de qualquer brio nacional e sentido do bem comum demasiado incoincidente com o seu bem particular. O que dizer da auto-estima dos portugueses entre os demais povos ibéricos?! O que dizer de essa vergonha chamada batota política estatuída e consumada num Portugal grosseiramente palmado por quem o representa?!

UM VÓMITO CHAMADO DIÁLOGO

Manuela Ferreira Leite lidera um partido impróprio para consumo. Nele, quase toda a gente tem as mãos manchadas de conspiratório, inclusive MFL. As lideranças prévias no partido sofreram a brutalidade dos comentadores residentes e multimediáticos, como JPP, e a conspiração tão em moda, feita da conivência entre o Poder Político e a sua Muleta Mediática avençada, venal e vendida, muleta que, como bem escreve o meu amigo João Severino, se voltou contra os cidadãos para salvaguardar os interesses dominantes, incluíndo os de essa casta de desonestos e sem escrúpulos abancados no poder político em Portugal. Entretanto, o Diálogo chegou para nos encher de asco. O Diálogo de última hora são essas mãos que se estendem agora, não para nos estrangular do mesmo unilateralismo e pensamento exclusivista, pessoalista, mas, ao que parece, para se entrelaçarem "benévolas" com as oposições e os opositores. Tempos de vómito ou não fosse isso mero tacticismo insincero e aquele discurso que a prática infirma. Na verdade, hoje as responsabildiades são amplas e repartidas entre Governo/Oposição, mas há um viscoso currículo governamental recente que fala por si. O seu lado camaleónico, da dureza grunha à flexibilidade táctica, da arrogância alarve à humildade pantomineira, é estritamente retórico porque a sua natureza profunda é consabidamente imutável: rígida, controleirista, autoritária, manipulatória, artificialista na aposta terceiro-mundista na Imagem divina do Líder. Não há diálogo profusamente disseminado nas boas intenções de o enunciar que esconda tal núcleo duro de autoritarismo e intransigência. Não há camuflagem, não há disfarce, que escondam o hipócrita profundo e profundamente ofensivo de essa nova descoberta democrática chamada Diálogo. Cá está um excelente e fecundo conceito assassinado pela retórica balofa de uma forma de fazer política pelo lado espúrio. Ninguém está a salvo do grande embuste que escorre em Portugal e o enterra de fantasia e malícia.

terça-feira, outubro 13, 2009

QIMONDA SOB SUJIDADE ELEITORAL

O Governo do Partido Relativo agora com Maioria Relativa mistificou a situação da Qimonda o mais que pôde. Presa por palitos e adesivo, foi mantida uma situação insustentável, enquanto as eleições não passaram a contento de essa célebre trupe sôfrega. Paga pelos contribuintes e pelo Estado para artificializar uma insustentável sobrevivência, a máscara eleitoralesca pantomineira já não é necessária e pode descair, largando pessoas numa realidade adiada. A verdade verte viscosa e repetida. Não há mentira, torção manipulatória, a que essa agremiação não se dê. A técnica é sempre a mesma. Desonestidade, desonestidade, desonestidade. Mentira, mentira, mentira até se converter em verdade. Como o Povo não vomita de puro nojo com o quanto lhe mentem, a coisa rolará até à putrefacção completa. Não há Povo mais enganado nem mais mentido nem mais explorado.

PAU-MANDADISMO JORNALÍSTICO

Ontem, no Prós&Prós, foi tremendo ver João Marcelino, Henrique Monteiro, Paulo Baldaia e José Manuel Fernandes, engalfinhados, dizerem muito menos que o que sabem, sendo que, nesse ponto, João Marcelino se supera e diz muitíssimo menos que aquilo que sabe. Vestido com péssimo gosto, a lembrar um playboy sul-americano, péssima gravata, péssimo fato, ninguém pode altercar com ele e demonstrar-lhe limpidamente que a sua célebre manchete em época eleitoral no DN foi um serviço encomendado pelas forças mais obscuras de Portugal, foi um serviço precipitado com um escopo deliberado: dar um golpe mediático sobre a matéria das escutas à Presidência descredibilizando o próprio Presidente. Fez o que as fontes queriam. O controlo completo dos media por parte de essas forças obscuras enegrece o País e fá-lo mais falso. Elas que não olham a meios. Elas que mentem aos portugueses. Elas que argentinizam os números da economia e mantiveram oculto durante a campanha aquilo que realmente importava: o estado lastimoso das contas públicas. Marcelino é Marcelino. O DN tem dono.

segunda-feira, outubro 12, 2009

O GRANDE FELGUEIRIZADOR

Depois que Felgueiras, num assomo de auto-estima, se desfelgueirizou, parabéns à sua gente!, que Gondomar, hipnotizado pelo carisma zangadinho do Major, se regondomarizou e Oeiras, patética, se oeirizou, está na hora de Sócrates, o grande felgueirizador de Portugal, herdar de Sócrates o bonito serviço em que estão as contas públicas. Remeter ad aeternum para o passado governamental PSD já não colhe e sempre foi desonesto, aliás. Governar na UltraDireita dois anos e depois ser mãos-largas de Esquerda Esbanjadora eleitoralescamente o resto do tempo, num país como Portugal, significa nada mais que um MegaGolpe. Agora o saudável multilateralismo europeu e desenvolvido impõe-se à Maioria Relativa, na verdade, a morrer por ser vítima e por que lhe dêem pretextos para eleições antecipadas. A Maioria Absoluta é uma tentação por ser ocultatória de tudo o que faz de Portugal um País bem colocado entre as nações mais corruptas e cujo Estado é dos mais desrespeitosos e opacos para com os seus próprios cidadãos. A corrupção em larga escala tem efectivamente sido filha das maiorias absolutas, do silenciamento do jornalismo inquisitivo, provocador, independente. É hora de a felgueirização geral se pôr a jeito e ser testada já que democraticamente confinada e sob maior controlo: «O Presidente da República acaba de indigitar José Sócrates, secretário-geral do PS, partido que venceu as eleições legislativas, para o cargo de primeiro-ministro, indica uma nota da Presidência da República.»

domingo, outubro 11, 2009

MENEZES, 70% DE RESPOSTA PURA

A vitória de Menezes por 62%, aqui em Gaia (mais de 70% se se agregar por alto quem se absteve, pois quem cala consente), representa um sinal eloquente ao PSD nacional composto por perdedores e incapazes no que respeita ao combate pelo Governo de Portugal. Não é possível tal unanimidade eleitoral sem que o visado não seja absolutamente brilhante e competente, nas suas decisões e acções pela população gaiense: modernidade, educação, saúde, revitalização urbana, opções correctas de mobilidade, coisas que o Povo vê concretizadas, coisas que cheira, ouve, sente. Ele teria sido o Primeiro-Ministro perfeito para nos dar o melhor no âmbito nacional porque é arguto, pragmático, intuitivo, sacrificado e não faria o triste papel de Sócrates, tão pseudo-sexy como politicamente-Oco, (má) imagem pura. Pena que as elites de merda mediáticas e políticas, de lés a lés, tenham jogado baixo, quando era líder do seu partido, dando preferência a um habilidoso enguia, consabidamente incapaz e politicamente mal-dotado há quinze dias reeleito para mal de todos. Tantos anos depois, sem quaisquer fumos nem famas de corrupção, sem o seu nome ventilado em processos e mais processos, Menezes foi conquistando isto: uma absoluta aclamação popular, erradicando de cena os caciquismos enraizados de um clube local bloqueador, altamente nepótico chamado PS. Esperemos que a união Porto-Gaia ajude a equilibrar as forças de um País artificialmente assimétrico em favor de Lisboa, graças às manhas de já-sabemos-quem. Parabéns a Menezes e a toda a sua equipa. Esta noite é uma grande noite!

SANTANA GANHA LISBOA

Santana não é santo nenhum. Tem defeitos e muitos, mas não venham com tretas: esse politicamente assassinado e politicamente redivivo Santana arrisca-se a ter uma vitória histórica, mesmo que perca esta disputa por Lisboa. Não é fácil arrostar com tanto cinismo, tanta coligação pífia, oportunista, tanto silêncio assassinado em forma de pomba, tanta Roseta pactuante com anástrofes decisórias anti-cidadão, suportar tanto Zé canastrão ultraprejuízo para o município e, com tudo isso, com todas as facadas peçonhentas do PSD fratricida, na sua proverbial invejometria, mesmo assim, ter um resultado fortíssimo, renhidíssimo com esse Costa dançarino, colado ao seu Sócrates e à sua omnipotência cozinhada, urdida nas costas de toda a gente, para além de toda a razoabilidade de um Portugal livre e plural. Daí que Santana seja mesmo o Papão do socialismo pimpão pacman-come-come tudo o que mexe e é cargo e é honraria e é sinecura e é influência parda-bloqueio na Justiça e é media à maneira pragmática de Chávez. Para além de tudo, está na hora de limpar defuntos e outras virtualidades das listas e dar mérito a quem o tem. Os que votam em branco, nulo ou se abstêm recordem-se que há uma consciência tranquila a acalentar todas as noites. Não se dê força a quem não olha a meios, não é sério, não faz, não age, não escuta, não empreende, não se sacrifica pelas pessoas, mas nepotiza à força toda, vivendo a gulodice do poder pelo poder: «As projecções de todas as estações de televisão dão a vitória a António Costa (PS) em Lisboa e a Rui Rio (PSD/CDS-PP) no Porto.»

PINTO MONTEIRO, MONHÉ MORAL

Eu não faria a coisa por menos: demitiria liminarmente o PGR, que mostra ser um fraco, um flébil, nada mais que um monhé moral, às mãos do socialismo tentacular impunitário de que é um mero serventuário. Pinto Monteiro é, além de tudo, um monhó. Sempre a falar a medo, muito a medo, o caramelo! Deve querer mostrar serviço, enforcando lentamente a matéria freeportiana. País de treta entregue aos Varela Martins cujo curriculum grita de enrouquecido!

REGRA DITA EMPATAR COM MALTA

O processo de apuramento de Portugal tem sido por demais acidentado. Há uma sensação aguda de perdulário, de ensaio, de ajuste permanente, com ganhos em jogadores (Liedson! Pedro Mendes!) mas com perdas em pontos. Depois de ontem todos confluimos na ideia de um Pedro Mendes de excelência, há muito em falta ali. Eis um ganho a maximizar futuramente. E as coisas, por muito tremidas que estivessem em alguns momentos, correram-nos bem. Mas é com Malta que alcançar o playoff* se coloca, vencendo. A ironia é que se a Selecção for igual a si mesma, isto é, à regra que instituiu durante este apuramento, a saber, empatar/perder pontos com equipas taxadas de mais fracas, empata com Malta. Oxalá não, mas há regras que não têm excepção. Veremos se em Guimarães nos acontecerá um Pedro Mendes, um Simão e um Liedson igualmente excepcionais para fazer face a desempenhos globais medíocres e ainda mais medíocres resultados. Queirós, por sua vez, está a um ou dois* jogos de ficar para a posteridade como raríssima avis rara do Futebol, simultaneamente besta e bestial: «Passou de ausente na convocatória a titular e não defraudou quem apostou nele. Teve pulmão para ajudar em todos os lados da defesa e, embora não mostrasse ser um “trinco” à Beckenbauer, integrou-se bem na dinâmica de conjunto. O que não é para qualquer um que tenha estado um ano sem ir à selecção.»

PAGANINI VIOLIN CONCERTO No.1

FERVENÇA OU CAIM E ABEL

Ermelo. Fervença. Mondim de Basto. Vila Real. Questões políticas? Excesso de clubite e paixão em cima da política desagua nisto horrendo. Nada mais que um crime passional fora do sentido costumeiro. Lamentável! Decididamente, entre andar o povo português engalfinhado de zelo partidário e sequioso de sangue ou então completamente alheio na habitual abulia verme-indiferente, deverá haver qualquer coisa de intermédio que nos não perca a todos: «O homícidio ocorreu pouco depois das 07h00 quando a vítima se encontrava a ajudar nos preparativos junto à mesa de voto de Fervença. De acordo com a fonte policial, a assembleia de voto não está a funcionar.»

sábado, outubro 10, 2009

MINISTRO DOS ASSUNTOS LISBOETAS

PSD, o Partido dos Sentados, está a morrer. Nele vislumbra-se somente oportunistas e tachistas desesperados, gente pouco ou nada empática com a outra gente popular, como JPP, António Capucho e outros senadores pedantolíssimos, um feixe, aliás, de outros mais, os quais, como bem escreve o meu amigo José Maria Martins, não se sujam nas ruas e nas vielas pela causa de um Portugal brioso e livre. Por sua vez, o Partido Saqueador, quando, e se!, Costa for eleito, verá resolvido o primeiro ministro da Maioria Relativa: o Ministro dos Assuntos Lisboetas. Assentando a sua acção bem longe dos desígnios dos cada vez em menor número cidadãos residentes na Capital para satisfazer os estômagos, os interesses, as alienações e os factos consumados habituais, Costa tem de ser eleito como Santana, ao que parece, precisa de o ser e tem (precisamente por isso ou não) Zero apoios. Calados como ratos, Roseta Croma e o Zé Alarve serão petelecados a seu tempo porque as coisas são como são e a utilidade dos aliados é sempre uma coisa a prazo. A vida seguirá como dantes. Pelintra. Farsante. Cediça e submissa a quem manda dissolver Portugal, cediça e submissa a Espanha. A Capital Portuguesa nunca mais será dos seus. Será do Governo da Nação como outrora era do velho sacana e avaro. Caminhamos para tempos similares ao de esse Salazar providencial, caduco e castrador de uma Nação graças a ele nunca mais Inteligente nem Prática, nunca mais Participativa nem Sagaz não fosse Salazar toda a gente. É irónico que seja Mário Soares, com seu cio irrefreável corporativista sempre em campanha por mais Poder Repartido entre a canzoada bem posta na vida por vampirizar o País, a fechar esse ciclo tirando-nos dos braços de uma besta para nos recomendar outra ainda pior.

QUEM DESTRÓI PORTUGAL E COMO

«Já a nossa Democracia sai também muito mal tratada de todo o caso Casa Pia. Pela pressão sobre magistrados, polícias, advogados que não se vergaram. Pelas manobras e tráfico de influências. Esse é o grande problema e não a violação do segredo de Justiça, que é um segredo de polichinelo nos casos que envolvem pessoas da nomenclatura do Estado e dos Partidos. O caso da classificação do Dr. Rui Teixeira é mais uma afronta aos magistrados, ao Poder Judicial e uma manobra do PS, vingativa, o que é intolerável e a que o Poder Judicial não pode estar sujeito, porque só um poder judicial forte e independente honra a Democracia.» José Maria Martins

PAPA MILAGREIRO ELEITORAL-PS

Tagarela bocejante, membro da Comissão de Sábios Planetária (por constituir) como redactor de boas intenções, esse grande entronizado de Portugal mas sem coroa, também papa milagreiro de todas as eleições-PS, dixit!

A VISITAR

Rumindo.

OBAMA, UMA DIMENSÃO CÍNICA


Quem de facto deveria receber o Nobel da Paz era o cluster militar dos Estados Unidos. Tal cluster possibilitou um homem como Obama, com o seu discurso islamo-desanuviador, planetário-multilateral, humildista, sanitário-social interno. Poderia não o ter permitido. Agora que têm domesticado o Presidente, devem sentir que valeu a pena. Paradoxalmente, foi também o Apartheid que engendrou Mandela. Emaranhado numa teia de poderes insondáveis de raiz bélica, Obama serve de disfarce perfeito ao Poder Real que governa os Estados Unidos por todo o sempre-amén, títere após títere, actor após actor. Obama não pode senão fazer discursos e fazer lacrimejar milhões com ilusões. Isso basta para a Paz. Gosta-se de um Obama como de esse Cristo paradoxal do Sermão da Montanha, igualmente pacífico que faz transpor para o Além toda a retribuição divina aos que choram, sofrem, operam a Paz, morrendo por ela. As máquinas de carisma, que produzem estrelato político, têm puros-sangue, como Obama, Ronaldos nas roldanas lucrativas dos media planetários, mas também têm ovelhas negras, repletas de ronha, babosas e grunhas, como Putin e Sócrates, urdindo poder, muito poder, todo o poder possível, na sombra e às escâncaras, perante a abulia da maioria dormente. Na verdade, temos de aturar esses cruzamentos e cobrimentos inter-espécie que originam raças de víboras e sepulcros caiados. Mas também magníficas ilusões inspiradoras, como Obama: «Obama fez do desarmamento nuclear topo das prioridades da sua política externa, relançando negociações com a Rússia e fazendo mexer o tabuleiro internacional no sentido de pressionar as duas consensuais “potenciais ameaças” nucleares (Irão e Coreia do Norte). Outra prioridade é reactivar o processo de paz no Médio Oriente.»

ASFIXIA MERDIFICANTE OU SOCIALESMA


«Cada vez será mais difícil encontrar informação não governamental/central de propaganda; cada vez será mais difícil ultrapassar as barreiras da central; cada vez será mais difícil encontrar vozes independentes a dizerem o que pensam. Vejam as "últimas": processo à fonte malévola do caso Freeport (jornal i de hoje); juiz Carlos Alexandre com telefones sob escuta e sempre a mudar de telefones (Expresso de hoje)... No México até têm Chiapas... nós cá "tínhamos" a Manuela Moura Guedes... A nossa sociedade civil é toda com aspas... E a imprensa? DN é PS, o i de hoje parecia o Portugal Socialista, JN é PS, DE é PS, SIC é PS, TVI está anestesiada, RTP é PS, SIC-N é PS, RTP-N é PS... Isto é México ou Rússia?» Um Leitor do PdP

sexta-feira, outubro 09, 2009

ALIENAÇÃO MADE IN PORTUGAL

As Autárquicas não aquecem os portugueses. Os eternos reeleitos contaminados de corrosão moral e política serão reeleitos e aqueles problemas económicos graves de lavra socialista, o socialismo inimputável de Sócrates, que os media-na-mão e a intriga política conseguiram disfarçar e desviar da atenção de todos, regressarão com uma força e ferocidade brutais. A maioria relativa já é um tribunal posto a jeito aos olhos do País decente e a plataforma perfeita para um balanço dos quatro anos passados. A insustentabilidade orçamental e o despesismo irresponsável de este PS são o que são. Já não há Santanas como desculpa nem Santanas como disfarce.

quinta-feira, outubro 08, 2009

VOCAÇÃO SANTANISTA DE MARCELO

Marcelo é uma promessa cansativamente sedutora para um PSD morrediço. Se de facto avançar para de novo tentar federar um Partido partido, esfrangalhado, o folclore político ganhará alguma coisa com isso. Porque toda a gente, hoje, é Santana: politicamente repetente, politicamente reincidente, politicamente combativo, politicamente insistente. À prova de liquidação mediática. Andam todos, afinal, por aí. O PSD começou a perder, mal desbaratou a própria moral anti-PS nas listas senis e litigantes acabadinhas de eleger para o Parlamento. Perdeu ainda mais na sua aversão praticada ao Povo. Afundou-se nos trejeitos de enfado por haver gente, uma vez em campanha. Quatro anos de auto-anulação conivente e em conluio silente com o Absolutismo socratesiano não se podem perdoar facilmente. Onde pára um discurso que arrebate e alimente alguma esperança de saída?! Onde está e quem fará a desconstrução de este País a saque, onde até o nemátodo grassa imparável, País em perda, endividado e alarvemente insciente como a pobre ceifeira ou o gato do Pessoa Ortónimo?!: «O professor universitário e comentador político Marcelo Rebelo de Sousa admite ponderar candidatar-se à liderança do PSD, mas apenas quando terminar o mandato da actual líder, Manuela Ferreira Leite.»

EXOFTALMIA UNILATERAL DE ESQUERDA

O posicionamento de Carvalho da Silva, enquanto cidadão, surge como uma espécie de armistício disforme para com aquela Extrema e Desmesurada Direita que o dançarino Costa e o seu tutor sexy, Sócrates, representaram por tempo sobejo. Saltarem Carvalhos da Silva da cartola são os últimos cartuxos do MegaPoder-PS ultrafinanciado pelo poder enfático e fático do Dinheiro esconso ulteriormente a pagar em favorecimentos e em ajustes directos. E, claro, o gesto de CdS representa também uma facada a frio no seu PC ou CDU. Os tempos são de oportunismo, quer à Direita dos Cargos, quer à Esquerda das Sinecuras e Subvenções no Estado, provando como Joana Amaral Dias há efectivamente muito poucas. E bem pode ela ser petulante quanto ao estilo, porque quanto ao carácter e à coerência revela ser de aço. Repare-se que assim como nos deparamos com um Basílio Horta, politicamente muito derreado, grato e namorado pelo Ainda-PM, declarando-se disposto a ser e a fazer tudo o que este lhe solicite, do mesmo modo Carvalho da Silva, nos antípodas sociais de um Basílio obeso Horta, representa essa Esquerda de última hora, que afinal perdoa e pactua com os mesmos que a perfuraram nas ruas, a ignoraram nas reuniões magnas negociais e, basicamente, esmifraram o trabalhador, o funcionário público, comprimindo-o a extremos muito próximos dos desígnios lucrativistas e suicidarizantes da France Telecom. Este apoio a Costa, pausa carvalhoniana anti-sistema, anti-este-Código-Laboral, anti-desumanização e precariedade laboral, soa ainda mais sonsa e incompreensível quanto essa Direita Extremada Socialista em Costa, que Carvalho acha vital que ganhe Lisboa, tem no terreno comportamentos, directrizes e políticas que dificilmente, mesmo no plano autárquico, se compaginam com a Esquerda-bazófia de que todos se reclamam, último grito em pedante, última treta de embair. Pactos com a MotaEngil, se forem pactuados por Costa, são de Esquerda. Se forem pactuados por Santana, são de Direita, rejeitáveis, desprezíveis. Ora isto significa que o cínico, dentro da política paroquial minorca da Capital, rebentou com a escala. A disputa por Lisboa da parte de essa Esquerda federada em torno de Costa não passa de uma salgalhada, lupanar imprevisto de alguma intelectualidade torpe, na prática, completamente azeiteira de tão incoerente. Que representa afinal uma tal Esquerda comprável e subvencionável pelos milhões de este PS?! Qual Esquerda qual carapuça se pactua e se submete canzanasmente à Direita dos Interesses Estabelecidos, dos Milhões à solta na Campanha, e aguarda pelas suas migalhas?! Por Carvalho da Silva, homem público que respeito e subscrevo na sua leitura sócio-cristã dos conflitos do trabalho em Portugal, concluimos a fragilidade de todos os demais sugadores sôfregos de Esquerda, agora mesmo na calha e sob licitação. Obviamente todos arrematados pelo preço mínimo e metidos no bolso por este PS espertalhaço, poderoso, tentacular. Pois então a todos boa viagem!: «Hoje, Carvalho da Silva esclareceu que se trata de “uma questão pontual, de passagem sua por um processo eleitoral em curso”.»

FILHAS, TERNO DE COPAS


Perfume sublime da saudade e da falta, que a um tempo dói e consola, são elas. Minha linfa. Sopro meu. Aura de paz. Praia do meu Afago, ambas, cujo sorriso e olhar doce acalentam o meu caminhar por entre qualquer pavimento de espinhos. Filhas. Ambas Frutos, absolutos Penhores de esse Deus omnipotente e delicado que muitos se abstêm de amar desde o Cerne. Palavra nenhuma o diz por mais que o diga, Amadas!

PALHACIFICAÇÃO DE SANTANA

A vinculação servil de Lisboa aos ditames unilaterais da Maioria Oligopolista de ultradireita que nos sopeou durante quatro anos e meio é um dos principais traços de Costa, o ultracoligado, não vá o diabo tecê-las. Ele, grande amigo da Liscont, dos contratos oclusos, onerosos ao Estado; ele, o da cedência institucional da frente ribeirinha e da obediência a todos os interesses obesos instalados, está preparado para ganhar Lisboa, mais dança menos dança, mais sapo menos sapo, com Helena Roseta perfeitamente absorvida e em silêncio conivente, diluída depois de tanta veemência e programa. Mas ganhará sobretudo pela conspiração silenciosa, feita de rumor e menoscabo, que enreda a figura de Santana, realmente um saco de pancada perfeito e um alvo sentado para toda essa psoríase preconceituosa de Esquerda, na verdade, uma enorme Direita, mal se apanha com dinheiros públicos e se entretece com os MegaPrivados que o tenham, o tal o pilim. Santana é o grande desvalorizado que os media e o poder socialista bem implantado na Capital criaram e amplificaram. Mas nem Costa se livra de santanices como a do Bibikas. Por mais que disfarce, Costa é tão Santana como esse Santana ridicularizado e palhacificado, posto a circular pelo mecanismo de rumor que assassina caracteres. A bincar a brincar, Costa pode ser ainda mais Santana que esse Santana propalado, grotesco, que circula deformado de lés a lés: «Até aí nada de notável haveria, não fossem as perplexidades que a decisão encerra, sobretudo no quadro de crise financeira da CML, e sobre as quais o gabinete de António Costa, contactado pelo PÚBLICO, entendeu não dar qualquer explicação.»

terça-feira, outubro 06, 2009

REPÚBLICA DOS VORAZES

Não poderia estar mais de acordo com FJV. Nada há a assinalar nos 99 anos de imposição sanguinária da República. A treta da herança e dos valores republicanos é muito mais que exclusivamente patética! É também trágica. Nas cinzas da implantação violenta de esse Regime, vivemos agora uma realidade difusa, indecisa e incerta, onde o que avulta é a voracidade férrea dos que se apossaram dela para melhor a mirrarem de subversão justiciária e vampirismo económico. A República é uma coisa que um punhado pardo de poucas eminências, sempre impunes, controlam na sombra contra a maioria dos cidadãos e apesar deles. Afinal, não há nada mais rapace e desmesurado que esses senadores, donos ocultos da República. Nenhuma monarquia moderna se lhes compara no ónus que fazem impender sobre contribuintes e cidadãos. O que pagamos de fisco e o que toleramos em sede vergonhosa das duas justiças, a dos ricos e a dos frágeis, condensa bem o abismo republicano a que chegamos.

COSTA TRESANDA A GLÓRIA PRÉVIA

Há em António Costa uma falsa bonomia. Ao aproximarmo-nos das eleições, emerge um Costa acintoso, agressivo, na linha do Soares que, em comício derradeiro, discursava num linguajar aflitivamente baixo, azedo, acutilante, na sua força ofensiva para com MFL (desgraça, fanática, irresponsável, como se toda a desgraça portuguesa, o fanatismo e a irresponsabilidade, se não resumissem precisamente às fartas mentiras controleiras de um socialismo em punho de ferro socratesiano), linguagem muito diversa daquela com que ontem compareceu, pausadamente caturra, nos Gato Fedorento num esforço hábil de branquear o próprio carácter toda a vida oscilando entre o magnânimo resistente e o avaro padrinho maçónico, ávido de controlo, de proventos e de Poder. Costa, o Costa ultracoligatório canditato ufano que agora cavalga Lisboa, corcel fácil, afinal morde. Santana, coitado!, como todos os PSDs de estes dias, não tem no sangue esse nível de provocatório refinado e ofensivo quanto os demais filhos de Soares, entre os quais Sócrates, o Sexy, e Costa, o Bonacheirão. Há qualquer coisa de apagado, vil e desistente no Portugal alternativo a esse socialismo torturador da maioria, perante o avanço da porcaria política, triunfante em toda a linha. A Hora é negra e pertence aos manejadores dos recursos onerosos da Mentira. No próximo dia onze de Outubro, a Mentira terá novamente um grande dia para acabar de felgueirizar Portugal, para que a gondomarização do País seja ainda mais perfeita. A maioria dos escassos votantes portugueses só tem de fazer o que tem feito. Votar nos piores, nos menos honestos, nos menos escrupulosos e elegê-los. Seguir o instinto e o estômago. Votar por clubite e, por vezes, votar PS é uma espécie de benfiquismo em mau. Basta pensar na gamela europeia de Elisa Ferreira, palavra autodenunciatória na sua própria boca. Já se tornou hábito. O retrocesso involutivo, passe a redundância, que nos acomete há pelo menos uma década, nos planos económico, moral e social, agradece a pastosa previsibilidade dos resultados: «“Só quem não tem liderança, só quem não tem programa é que tem que alimentar a campanha eleitoral de pequenos casos, de pequenas tricas, de ‘soundbytes’.»

REPÚBLICA DESAVINDA PERECERÁ

Cavaco mostra-se um convicto republicano, mas tem havido pouca república recentemente pela sua parte. Tem-se visto anti-república, anti-regime um pouco ao longo dos dias, dado o notório estado de conspiração que os órgãos da república evidenciam entre si. Os meios? A Imprensa. Os objectivos?! Ampliar ou consolidar esferas de influência e interferir na vontade geral, como se viu recentemente. Ligação ao Povo? Mínima. O Povo sempre se deixou escorrer por entre a violência dos Regimes, as agendas de poucos e as suas questiúnculas mesquinhas. A República ainda não foi legitimada e parece que ninguém percebeu isso. Falta referendo que caucione o que foi imposto por uma elite brutal muito afagada pelo embevecido Soares: «O Presidente da República exortou hoje à união em torno dos “grandes ideais republicanos”, sublinhando que esses ideais exigem dos políticos um “esforço acrescido para a concretização da ética republicana e para a transparência na vida pública”.»

segunda-feira, outubro 05, 2009

SOB AGRESSÃO POLÍTICA E SOCIAL

Quatro anos e meio visados pelo Estado, agredidos e comprimidos, os professores portugueses viram-se atirados para a irrelevância, porventura na mesma proporção com que corruptos saem impunes e reeleitos com um sorriso velhaco na face resplandecente. Foi, para além de algumas boas medidas pontuais, um extenso massacre moral a uma carreira, com mortos reais sob estresse cavalar, com vítimas concretas, com abandono massivo e precoce da docência por parte de milhares. Com perseguição popular à mistura, dado o vazadouro de ressentimento que o XVII Governo Constitucional desonesta e laboriosamente promoveu. No terreno, porém, é a fome e o aperto dos que são desposicionados a centenas de quilómetros das suas famílias a fim de conservarem intactas aspirações; é a violência impune de alunos com trânsito escolar ultragarantido, façam o que fizerem, sendo o professor somente esse detalhe que se dobra ou remove pela força redentora dos índices e estatísticas que é preciso ostentar. No País em que a impunidade do delinquente e a punição do polícia são sagradas não poderia ser diferente com os professores. E não é. Se Portugal não ama, preza ou respeita os seus docentes, terá um belo futuro entre os vermes, os bichos decompositores de cadáveres, pois as Nações também morrem com pequenos nadas como essas políticas alarves. Ser feliz na docência hoje começa a ser quimera ou sorte: «As linhas SOS Professor e Alunos e Famílias (para casos de bullying) cessaram a sua actividade, mantendo-se, no entanto, o apoio a docentes, alunos, famílias e escolas: Espaço Convivência nas Escolas, através dos e-mails sosprofessor@anprofessores.pt e bulialuno@anprofessores.pt e do número 96 1333059.»

ESCARRO-ESCÁRNIO AO CIDADÃO

Enquanto a democracia permanecer refém dos partidos, das suas máfias, armas de chantagem interna, dos seus segredos, continuando recusado o acesso ao parlamento a um cidadão autoproposto, com rosto e responsabilidade ciclicamente prestada directamente aos cidadãos que o elegeram, os políticos condenados ou a monte com crimes imputados, mas imunes em virtude dos altos cargos que habilmente ocupam e preservam, continuarão a escarrar na face dos portugueses. Nem sentido de honra, nem a mais leve sombra de patriotismo os guia. Obedecer a lideranças não é exactamente o mesmo que servir o Povo Português. Nesse âmbito, o lodo, a merda, chegaram extremos tais que o último plebiscito à sujeira caucionou a sujeira. A culpa deixou de ser dos autarcas imundos de rapina e corrupção ou sequer dos líderes malcheirentos de certos partidos pelos quais a clubite interesseira de Soares se atravessa. A culpa é dos que se abstêm. Dos que votam em branco. Dos que elegem esse lixo com toda a desfaçatez e descaramento. Agora o País afunda-se num abismo de imoralidade política, falta de classe das suas lideranças, empobrecendo massivamente. Assim aos olhos das nações, Portugal, nos seus políticos e políticas corruptos, escorre tão reles como certos estados convulsos de África e América. É esse rosto descaracterizado que nos queremos?! Agrada-nos a decadência progressiva ou a desconvergência cultural com a União?! Eis uma obra saída directamente das mãos dos eleitores: «É certo que a lei da responsabilidade dos titulares de cargos políticos (Lei n.º 34/87) prevê a perda de mandato e a consequente inelegibilidade, cuja aplicação se tem, no entanto, revelado ineficaz.»

MFL OU A EXUBERÂNCIA DA DERROTA

Assim como Cavaco vem exercendo na inutilidade o seu múnus presidencial, na hora H com todos os sinais de fraqueza e amadorismo perante as aberrações socratesianas, na prática e nos efeitos contemporizando com os seus absolutismos horrendos e injustos sobre os Portugueses, do mesmo modo MFL apresentou-se a eleições legislativas enfraquecida com a mesma tibieza contemporizadora, num tom nada veemente, aliás contra todas as expectativas. Não pedir nada de concreto ao eleitorado foi um erro. Não exprimir de que perigos económicos e de que poderes sôfregos sem escrúpulos era necessário se libertasse Portugal, foi uma concessão a esses que enganam e oprimem, na sua avidez desonesta, os mais pobres e partidariamente independentes dos cidadãos. O pior podre do Bloco de Centro é essa omertà, garante de todas as impunidades pelo silêncio pastoso a que se remete. Dois silenciosos, MFL e Cavaco, portanto, ambos refugiados numa correcção formalista qualquer que pactua com quem se comporta mal no violar escabrosamente a ética política, como esses ávidos de Poder, Soares-Fundação e o seu filho, Sócrates-Sexy UltraPetulante. Ganhar eleições salva de problemas maiores com a Justiça certa gente carbonizada de podridão manobrista maçónico-conspirativa. Com Preto nas listas, MFL perdeu moral, secou a força demarcatória dos lugares comuns mais sórdidos de governações incompetentes, irresponsáveis, sequiosas de cargos, sinecuras e prebendas, absolutamente corruptas, estritamente clientelares, no plano Central e Autárquico. Essa fraqueza que hesita em romper com a malícia vigente, e não faz corpo empático com um Povo já opresso por políticas cínicas, abriu alas a esse PS Relativo, o mesmo!, agora refastelado e perfeitamente indiferente ao sofrimento multiforme e multicausal dos Portugueses. A qual governo anterior assacará o Partido Sôfrego culpas e responsabilidades por um País em grave crise, esmagado de dívidas, mal-parado de golpes BPN, gulas TGV, saques Fiscais?! Que falta de ambição e clareza possibilita a MFL invectivar agora, como se nada fosse, um PS afinal ultra-ofensivo e ultradesprezivo da sua pessoa e liderança?! Terá sido alguém recentemente mais rebaixado que MFL e logo pela papalidade "infalível" de Mário Soares e a sua desgraça ou pela Treta de Esquerda arrotada por Alegre?! Haverá aí, nesse PS, algum interlocutor digno de consideração e respeito, um igual?! Um que não chegue ofensivamente atrasado às audiências com a PR?! Um que não alicie JAD com as lentilhas torpes do favorecimento imagético apenas por ser essa moça icónica no seu pensamento fotogénico?! Um que não licite sobre os caroços de Carolina Patrocínio?! Não há!: «A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, desafiou hoje o PS a anunciar uma solução de governabilidade para o país, prometendo que será uma oposição responsável, mas que o partido não vai abdicar dos seus princípios.»