segunda-feira, maio 31, 2010

PIZARRISTA TELEFÓNICA

«Os portugueses assumiram que o assunto é com eles. Foi fácil convencê-los, não tanto porque a Telefónica é espanhola mas sobretudo porque é muito maior e porque é arrogante. Tratou a PT como refugo, portou-se como um senhor feudal que impõe servidão e ainda tem direito a possuir a mulher do servo: a Vivo. Miguel Horta e Costa, o ex-presidente da PT, foi o mais pungente, quando chamou a Telefónica de "pizarrista". Compreende-se, pois, o repúdio contra a hostilidade desbragada da Telefónica. Daí à evocação do centro de decisão nacional foi um passo, gerando um coro surpreendentemente incontestado. Porque a Telefónica não incitou o nacionalismo, provocou o orgulho. Aos espanhóis falta-lhes a cortesia dos portugueses. Aos portugueses não falta o orgulho dos espanhóis. Basta dizer-lhes: e se fosse uma empresa francesa a tratar-vos com tal soberba? Eles percebem logo. Até porque já lhes aconteceu.» Pedro Santos Guerreiro

CONSTATAÇÃO DO ABOMINÁVEL

«Mas o que é triste constatar é que o PS carregue hoje o soarismo como uma canga. E isso é uma coisa execrável. Para o partido, mas também para todos aqueles que dentro dele se atrevam a pensar o futuro ou que rejeitam ser os régulos e os mainatos dos líderes que transitoriamente ocupam o poder. Chamem-se eles Soares, Guterres ou Sócrates.» Sérgio de Almeida Correia

ALEGRE SOARIZADO

O apoio formal do PS a Manuel Alegre, tardio e a contragosto, era o pior que lhe poderia acontecer, embora esperado e desejado. Suceder-lhe-á o mesmo ou até pior que o que sucedeu a Mário Soares. Calar-se como se tem calado perante tantos lixos políticos do Primadonna, contemporizar como tem contemporizado com a mais safardana das actuações governamentais e o mais crápula dos agentes da Plutocracia portuguesa merecer-lhe-á uma derrota exemplar semelhante à última do obstinado sénex Soares. 

domingo, maio 30, 2010

CESÁRIO VERDE — MANIAS!

O mundo é velha cena ensanguentada,
Coberta de remendos, picaresca;
A vida é chula farsa assobiada,
Ou selvagem tragédia romanesca.
lkj
Eu sei um bom rapaz, — hoje uma ossada —,
Que amava certa dama pedantesca,
Perversíssima, esquálida e chagada,
Mas cheia de jactância quixotesca.
lkj
Aos domingos a deia, já rugosa,
Concedia-lhe o braço com preguiça,
E o dengue, em atitude receosa,
lkj
Na sujeição canina mais submissa,
Levava na tremente mão nervosa,
O livro que a amante ia ouvir missa!

RIGOROSAMENTE RELES

Esta abécula sem ponta de decência ou decoro não aprende. Fica a aguardar-se do gabinete da abécula o mínimo higiénico de um pedido de desculpas a Chico Buarque pela grossa aleivosia perpetrada contra ele. Que vício horrendo usar gente e abusar dela até ao vómito!

REGURGITAVA DE GENTE

Além da aferição, nestas manifs, do patético campeonato de apupos, assuadas e pateadas aos do costume, aferição a que se entregam os media, é uma cretinice troçar do facto de a CGTP anunciar hiperbolicamente 300.000 manifestantes, esta tarde. Tendo sido sem sombra de dúvida uma mobilização bem sucedida, torna-se completamente irrelevante discutir o número dos que efectivamente saíram à rua e enlamearam de Povo as pedras conspurcadas da Cidade. Foi um começo de conversa: milhares de portugueses ensaiando não ter medo do desprezo habitual, irrelevância a que são votados pela actuação impulsiva, falsa e interesseira do PlutoPoder. Esse manto de crassa estupidez bovina generalizada, apesar de submetido a tremendos abusos e a tremendas imoralidades por um Poder Político Mentiroso, terá de ser rasgado e violentado. Podemos ter sido 75.000 corpos escorrentes: somos milhões de aviltados pelo engano grosseiro a que nos têm submetido o Supremo Energúmeno Político Malandro Primadonna e o mega-complacente Cavaco-Nunca-Mais.

sábado, maio 29, 2010

DA ANESTESIA GERAL

UGT E OUTROS MERDAS

Gostava de perceber por que motivo a UGT e outros morcões não estão hoje, um económico dia de Sábado, onde deveriam: no Parque Eduardo VII. Por que motivo consideram ocioso e infecundo denunciar as hesitações e ambiguidades manhosas de este Governo que não faz quaisquer cortes orçamentais nos seus almoços, nos seus motoristas, nas suas limousines? Por que não junta sua à nossa voz de esquerda-direita-bom-senso contra um Governo ao serviço servil das mais reles e asna Plutocracia? Por que não se associa a todos os que, como nós, condenam um Governo que não extingue fundações-sorvedouros do Erário Público, não extingue institutos, não desmantela observatórios, não extingue empresas municipais sorna e criminosamente desorçamentadas até rebentarem de défice?! Onde páram e para que servem a UGT e outros morcões que não se unem aos portugueses esmifrados por um Governo que não anula prémios de gestão nas Empresas Públicas falidas, que não desemprega exemplar e higienicamente conselheiros, assessores-Abrantes-PItta, que não desampara sobrinhos, amigos e favorecidos políticos postos a mamar, que não acaba com os governos civis nem com as adjudicações directas?! Está visto que a UGT e outros morcões não servem para nada e querem ser, tal como o Primadonna e o seu Governo do Tango e da Tanga, parte do problema e não da solução.

APODRECEDOR OFICIAL

Enquanto isto, a soneca de Soares, absolutamente proverbial e simbólica, «soma e segue», como se costuma dizer. Dormir. Dormir. Dormir. Não admira que lhe escapem as tretas e petas do apodrecedor oficial da Nação, um saqueador impudente, apanhado a mentir vezes sem fim. Boas sonecas, dr. Soares! Já se sabe de quê é o sono antecâmara. 

OS PARTIDOS DA VIDA

Luís Campos e Cunha, no Público: «Se os deputados do BE e do PCP (e deputados do PS) votarem ao lado do Governo, ficam com a responsabilidade histórica da decisão. E decidem entre os projectos faraónicos hoje ou, em alternativa, mais pequenos projectos criadores de emprego e mais Estado social, daqui a poucos anos. Dos votos de cada um dentro de dias veremos as consequências, em 2014. Há poucos momentos tão determinantes quanto este. Em 2014, lembrar-nos-emos quem esteve, em 2010, com os mais desfavorecidos ou com os grandes interesses.» E esses partidos votaram pelos grandes interesses. Mais Cassandra menos Cassandra, só há um destino: o abismo.

FANTÁSTICO SAQUE

Após vinte anos de fraude governativa sistemática, dinheiro fácil, publicidade danosa e enganosa pela Banca, engano e exploração desmedida do Povo, isto é um só cobrar e cobrar. Chega-se ao cúmulo do orgasmo fiscaleiro com conceitos parolos e completamente falhos de rigor como, a propósito da obrigatoriedade dos identificadores nos automóveis para a cobrança nas auto-estradas, o chamado  "pré-pagamento" e o "pós-pagamento", o qual, diz Paulo Campos, secretário de Estado das Obras Públicas e das Comunicações, «permite pagar depois de circular na auto-estrada». O momento "pós-pagamento" dos utentes só pode oferecer a sensação ultrajante e acrescida de saque. Mas calma. Ainda não é com isto nem é desta que o Povo se rebela. O rebanho é manso, já dizia sabedor Teixeira Mal dos Santos à Bloomberg.

quinta-feira, maio 27, 2010

DISSOLUÇÃO DA VONTADE

«Acédia. A palavra persegue-me como as palavras perseguem alguém, de forma viral. Já a usei algumas vezes para descrever o mesmo "estado" em que hoje, mais do que nunca, Portugal e os portugueses se encontram. "Acédia" existe no dicionário do Houaiss como "enfraquecimento da vontade", "inércia", "tibieza", "preguiça", como significados primeiros e depois como "melancolia profunda", "abulia espiritual", como significados secundários. A palavra tem uma longa história no pensamento ocidental, incorporando conceitos correntes na "filosofia de vida" greco-latina na tradição cristã, ganhando aí um sentido pejorativo que materializava o pecado mortal da "preguiça".» JPP

PEGAR O PEC POR TRÁS

Não porei o pé aqui, apesar de ser um modesto e laborioso intelectual e de abominar o PEC.

POR QUE NÃO SE REBELAM?


É Intolerável que as famílias passem a receber menos e a pagar mais IRS, enquanto os Deputados vão receber mais dinheiro para viagens, transportes, cigarros e bilhar.

A ORGIA SOCIALISTA

Se há partido que não tem qualquer espécie de vergonha, nem de respeito nem de noção do que perpetra contra o Povo Português é este PS. Facto a facto, dia após dia, o PS de Assis, de Lello, do Primadonna, enoja Portugal! Porventura o problema é que tenha entre os seus genomas o da destruição nacional, que o leva a alienar o País a Espanha e a afundá-lo exemplarmente nas contas e na esperança. Quanto ao degenerescente gene nababo do pagajoso Soares, nem se fala. Nada os detém. Se o Orçamento do Parlamento pôde aumentar sornamente este ano, também poderia encaminhar-se o debate para uma expressiva redução de deputados. Mas não se pode contar com o PS para cortar onde urge, habituado a castigar quem e onde não lhe doa. No meio da desgraça geral, só mesmo os "socialistas" para se entregarem às mesmas orgias despesistas, ou até a piores, com o erário público. De mau exemplo em mau exemplo até à explosão final.

MASTURBÓDROMO

Nada melhor para combater a Crise que desposar um harém de motoristas. Não haver nesta gente (cretina para além do descritível!) qualquer espécie de vergonha nem no Povo uma módica noção do aviltamento quotidiano a que é submetido! 

quarta-feira, maio 26, 2010

INSONDÁVEL CAQUEXIA

Alegre não me alegra especialmente, mas Soares-Padrinho é a absoluta negação de independência, consciência cívica e verdade, por mais que perore. Paleio? Muito. Actos? Mais e mais paleio. Os danos provocados pelo Partido Irrespirável Socialista a Portugal, nestes quinze anos de exercício de devastação do Erário Público, não têm paralelo na história recente: dir-se-ia que os bloqueios cívicos e o défice das liberdades estão para a Ditadura Salazarista como o nosso empobrecimento e estado de bancarrota para o Socialismo sôfrego, tachista, amiguista e maçónico. É o desastre. Aqueles estômagos-Lello não perdem uma oportunidade para bolçar. Vivemos numa pseudo-democracia porque o Socialismo Maçónico é a antítese da Justiça, da Transparência: uma crassa Plutocracia dita a lei sob a qual todos amocham e merece o escarro tardio de um Povo domado. Quando Mário Soares-Padrinho parolamente promete fidelidade a uma coisa caduca e enfezada chamada Partido Socialista e reinvoca o seu estatuto de militante n.º 1, para na questão das presidenciais decidir não apoiar Manuel Alegre, estamos perante mais um exercício cínico: é o mesmo estatuto ronceiro de papa laico, cuja voz e moções supostamente deveriam arrastar apaniguados. Tristes bochechas! Triste partido degenerado, meu Deus!

PALHAÇADA

Prestam-se a extensas pantominas esta duplipensante e estes cromos sôfregos. 

terça-feira, maio 25, 2010

A CASA-DA-MÃE-JOANA

Helena André, outra ministra a fazer de Ana Jorge bonzinha num Governo saídinho do "Lost", apela ao "empenho de todos" para superar a crise. Eu estou com a CGTP e as suas greves e iniciativas, mesmo não sendo afecto ao PCP nem às suas teses gerais. Lutar contra o crime fiscal económico-suicidário perpetrado por este Governo é uma coisa que não tem partido. Só me empenharei e morrerei a empenhar-me, para além do empenhamento a que fui abjectamente obrigado compulsivamente, se observar que o patrão da ministra Helena faz uma de duas coisas: ou se demite, coisa que tarda há anos, ou extingue a grossa parasitagem de Estado que alimenta obscenamente. Impõe-se que um Governo responsável e honesto nos liberte de um garrote que, enquanto Povo, não merecemos, embora mereçamos a cambada de ursos que se alcandorou em elite-cocó e nos governa. Por que motivo o Primadonna não imita desde logo o que António Costa aparentemente está a fazer em Lisboa?! Extinguir a lógica casa-da-mãe-Joana que por lá grassava e desgraçava. Na autarquia lisboeta por décadas medrou um Estado dentro do Estado: serviços despesistas, redundantes, amiguistas, porque à medida das necessidades e do estômago dos amigos. Se Costa parece conseguir desmantelar o monstro camarário, embora pouco se fale nisso, também poderá, substituindo o demagogo narcísico Sócrates, desmantelar o monstro clientelar nacional por onde aliás este deveria ter começado, se fosse homem.   

GRAMAR A PASTILHA

Como se tivesse comido uma malagueta e não parasse de se coçar desde o mais fundo de si, o Primeiro-Ministro entrou num afã activista que ainda o levará a substituir Durão Barroso à Frente da Comissão Europeia ou coisa similar. Trata-se de um fantástico líder mundial, como se pode verificar pelos frutos. E isto é sempre a subir. Qualquer oportunidade para escapar ao imponderável peso de si mesmo deve deleitá-lo: nada como sair daqui para clamar por socorro por esse mundo, muito longe de aceitar que ele-Sócrates é parte substancial do problema. Enfim, durante três dias falou portunhol em Madrid. Em Lisboa roçou o próprio buxo com o buxo de Lula, espécie de imperador de estilo que veio condescendentemente até cá para uma condescendente cimeira. A esta hora já estará em S. Paulo. Mais tarde, no Rio de Janeiro, e, se Deus quiser, voará ao país dos negócios de merda para Portugal, a modelar Venezuela. Passará também por Marrocos, pelo Presidente Cavaco, pelos empresários e pela Comissão Nacional do PS. De passagem. Em fadigas de agenda. Ninguém lhe dá crédito. Entretanto, já corre entre alguns socialistas um suficiente desconforto, manifesto no desejo-petição de substituir essa figura simbólica do nosso desastre por alguém mais consentâneo e exemplar. Em Espanha, fala-se em eleições antecipadas, já. Por cá, a covardia é completa, a paz podre apodrece ainda mais. Esbulha-se um povo e uma economia, mas, enquanto isso, ampliam-se mordomias à deputação, mantêm-se excessos administrativos despesistas, anunciam-se e desanunciam-se as mesmas sumptuariedades pelintras-TGV-TTT-Aeroporto. Nem viagens sôfregas do PM, nem fiscalidade monstruosa nos salva: o risco da dívida portuguesa continua a galgar. Teremos mesmo de gramar essa pastilha chamada Sócrates até à dissolução portuguesa? Tanto sangue depois, tantas gerações de valorosos heróis depois, teremos de suportar o último delírio maçónico-socialista, último sinal da espessa necrose nacional, a União ibérica?

segunda-feira, maio 24, 2010

MATERIAL ENCORNANTE

Ricardo Rodrigues, e isto é o cúmulo do descaramento, ainda não devolveu ou deu parte da localização de dois gravadores, primitivescamente por ele apreendidos durante a célebre entrevista à Sábado. Ricardo é uma aberração que desliza a grande velocidade desde o nada a que pertence à nulidade a que está destinado e que recebe caução dos mafiosos e apodrecidos peões do Regime Corrompido que subsiste e deve persistir, segundo Marcelo, enquanto a Crise perdure. Dada a delicadeza do conteúdo de esses aparelhos, muito para além do que diga respeito a Ricardo, é caso para suspeitar, naquela apreensão, um serviço negro, directo ou indirecto, de deliberada espionagem política, com golpada adjacente, sobre meios de comunicação social. Não é à toa que a alcunha que lhe pegou é Deputado-Ladrão. Pode uma democracia (valha em Portugal o que isto vale!) viver com isto? Pode. Se o Partido Sócio-chulista disser que pode, pode. Está em linha com o que fazem a Portugal.

domingo, maio 23, 2010

INTERMEZZO LISBOETA

Passei um dia em Lisboa, proveniente do Sul Profundo em direcção ao meu Norte Profundo. Amo cada vez mais esta cidade, que se me impregna a cada passagem. E têm sido imensas. «Já não há lisboetas.», diz-me o taxista. «Sim, a cidade é bela, mas as pessoas são cínicas, traiçoeiras, más, secas...», dispara ele sem se deter. Que lhe hei-de eu dizer, desde o meu deslumbramento? Turistas são às centenas, pasmando de desejo pelas ruas e ruelas como que esvaziadas de população própria. Graça. A primeira paisagem, ao subir para onde a Feira da Ladra acontece, é o lixo por todo o lado. O cheiro a urina, profuso, insistente, a outra face do que os olhos acedem. Para além disso, uma gente triste e parda surde quase a medo das tascas, cafés e restaurantes. Sujidade no espaço e encolhimento das gentes. E no entanto, quanta beleza e intensidade do que se divisa em História, Memória, e, ao longe, nos longes de Céu e Rio! Um homem jovem jaz, sem acordo de si, sobre um passeio, à entrada de um edifício do Estado. No lusco-fusco do entardecer, pontifica ele e, mais adiante, branqueja uma garrafa de litro espumosa, vazia da cerveja por mera troca de recipiente. Ali, perpendicular ao  desmaio do rapaz. Símbolos de uma hora abandonada numa cidade sob espesso descuro. Certamente aquele vidro desprendeu-se-lhe da mão e rebolou, igualmente desmaiado, até à borda da rua. Prossigo. Subo. Mais à frente, após o jardim, encontro o meu lugar familiar, onde descansarei. Bato à porta. E entro para cear com os meus.

O MÉRITO E A CUNHA

Mourinho triunfa. Interessa compreender por que não o fazemos todos ou enquanto um Todo. Há muito que a sociedade portuguesa pode queixar-se da cunha como forma de vida de tal modo generalizada que os melhores evadem-se, auto-exilando-se disto. No País, o mérito é contraditado todos os dias por uma organização baseada no amor da incompetência e na paixão da estupidez. A Estupidez e a Incompetência são, na verdade, veneradas em Portugal. A velha ambição e a célebre virilidade dos Descobrimentos jazem como que adormecidas. Onde estaríamos nós, enquanto Povo, se fôssemos, em todas as coisas essenciais, como Mourinho? Ousados, focados, autónomos, ambiciosos, provocadores, excelentes. PS, PSD, PP, e demais partidos do espectro partidocrata decadente, ou liquidam essa lógica vampírica, clientelar, favoritista, assim que se apanham nas Autarquias ou se vêem agregados ao Executivo governamental, ou então continuaremos a perecer numa morte dolorosa e lenta. A agonia já começou. Faça-se do mérito, aferido seriamente, a regra de ouro do século XXI português ou então decrete-se, de uma vez por todas, que não temos qualquer futuro. 

sábado, maio 22, 2010

BAIXAR O ZELO

Sem baixar a guarda: «Reduzir o "esforço" de cada um de acordo com o valor das taxas publicadas no jornal oficial é um imperativo tão eminentemente nacional como ir à África do Sul, ter de gramar Sócrates todos dos dias ou ser obrigado a pagar o salário de deputado, há mais de 40 anos, a Mota Amaral.» JG

SIM, ELES MENTEM. MUITO!

Passos Coelho ou como acordar do pesadelo em que se meteu e ao menos contra-atacar aquela gentalha traiçoeira com um mínimo de acutilância: «Não estou a dizer que não se deva sonhar e ser audacioso, mas não vender no exterior aquilo que o exterior sabe que não é verdadeiro. Este exemplo ainda recente de nos passearmos por fora de Portugal a exibirmo-nos como se fossemos os campeões do crescimento na Europa não é levado a sério por ninguém. E em vez de gerar confiança gera desconfiança em quem ouve fora de Portugal». i

O CURRAL

Este sítio rasteiro e cobarde é o espelho directo da índole dos que nos governam: depois de assinados, os acordos rasgam-se e a tarefa mais premente passa a ser humilhar os ingénuos que dão as mãos a vigaristas, como as deu Passos Coelho. Rebaixar. Humilhar. Ridicularizar. A imoralidade mais rasca apossou-se de esta gente para perpetuar um Poder absolutamente incompetente, mas atrevido, afundar com a Nação e abarbatar, para si e para os seus, no mais reles secretismo, muitos milhões com negócios lesivos para o Estado. O séquito bloguista do Câmara Conspirativa, desconversador e manipuleiro, é um monstro insondável, inteiramente governamentalesco, pago a peso de ouro pelos contribuintes, um hibrido entre a babugem e a nojeira.

CAMEO — WORD UP

CAVACO-BOCHECHA

Cavaco é uma espécie de Santana presidencial. A má moeda presidencial instalou-se: silêncio e omissão alastram em declarada conivência com esta nojeira que nos sodomiza política e economicamente. A estabilidade asquerosa e putrescente para que apela tresanda à degradação mais extreme. Ele representa uma das bochechas do mesmo cu que se senta sobre nós com um peso cada vez mais impiedoso e, todavia, que proveito fará este pobre homem tolhido e nulo do calculismo óbvio a que se entrega? Zero. Torna-se-nos odioso como a água do banho governamentalesca. Em Portugal, todos os políticos sem pensamento próprio, sem estratégia nacional, curriculares e carreiristas, sacrificam o seu próprio Povo, o seu próprio País, traem a gravidade decisiva da Hora, em favor de si mesmos, por mais carreira e por mais currículo. Porém, o churrasco em que Sócrates é deixado a carbonizar com toda a justiça também incinera Cavaco de um modo absolutamente letal. Faces autocráticas de um mesmo desastre, hão-de cair juntos, se Deus quiser.

sexta-feira, maio 21, 2010

MOTA SÁURIO AMARAL

Mota Amaral, a par de Manuel Alegre, constitui uma espécie de buraquinho negro misterioso no Parlamentarimo rançoso português. Não se dá por ele. Os anos vão passando. Colecciona uma aura de virgindade impoluta. E, afinal, pôs a mão por baixo à insuportável podridão que medra por Lisboa. Protege o Primadonna. Deu o corpo às balas por ele e pelo grupelho de cromos ávidos, enclavinhados ao Poder num desespero na verdade mortífero para Portugal. Respondendo por carta à missiva que o coordenador do grupo parlamentar do PSD na comissão lhe enviou ontem, João Mota Amaral reitera a sua oposição à utilização do conteúdo das escutas na CPI e volta a justificar a sua decisão com recurso a normas da Constituição, o que é uma vergonha, tendo em conta o artifício do que é invocado. Os tempos vão rapaces, tristes, pardos. Paira sobre nós o abutre da pobreza mediada pela Mentira e a Incompetência dos políticos. Mas há sempre um nome que salta da cartola regimental para calcar aos pés o que resta das nossas aspirações por transparência na vida pública. Nomes como, surpresa das surpresas, Mota Sáurio Amaral. O que o entalará, para assim trair os cidadãos? Com que factos o chantageiam, para assim insistir na sua tese artificiosa contra as decisões do procurador-geral da República, do juiz de instrução criminal, António Gomes, e do procurador da comarca do Baixo Vouga, Marques Vidal?! Se Nenhum dos três magistrados invocou qualquer inconstitucionalidade neste processo de disponibilização dos documentos, qual é então o problema?! Sim, já percebemos: o problema é estar Portugal sufocado sob a manápula crápula do socratismo. Rédea solta também a deram aos piores escroques do século XX que nos fizeram, humanidade, beber o cálice mais hediondo até ao fim. Não se mexam, não.

NIKE E O RONALDO PLANETÁRIO

O IGNÓBIL

«Na RTP1, Sócrates foi de uma grosseria imprópria de qualquer pessoa, a começar por um governante, na violência e má-criação com que se dirigiu a Judite Sousa e ao tratar José Alberto Carvalho com o desprezo de um mau patrão a um empregado, interrompendo-lhe todas as perguntas. A referência ao facto de o salário de Judite Sousa ser mais elevado do que o seu foi das manobras mais ignóbeis que algumas vez um político usou numa entrevista (...) Ignoramos qual o alcance da crise, porque Sócrates oculta-a quanto pode. A entrevista a Sócrates confirmou um preço a pagar pela democracia. Com base na mentira, na ocultação e nas campanhas negras, Sócrates conseguiu ser reeleito. Agora, o país está contra ele e ele está contra o país - mas o país tem de o suportar. Espalhou-se a ideia feita de que é melhor Sócrates continuar do que termos uma "crise política" de alguns meses com eleições, etc. Todavia, também há um preço incrível a pagar por termos um governo surrealista, gasto, demagógico e que apenas quer continuar no usufruto do poder por cada dia que passa. Um país em que o povo está contra o Governo e o Governo está contra o povo por mais três anos e meio - isso, sim, é uma longa e trágica crise política que pagaremos todos bem caro.» ECT

quinta-feira, maio 20, 2010

REQUIESCAT SINE PACE

Dois dias de luto por Portugal e pelos Portugueses. «Chegou-se, diz Attali, a uma situação em que, "incapaz de fazer respeitar as normas que estabelece, de cobrar as receitas de que tem necessidade para desempenhar as suas funções, o Estado mente a todos, produzindo textos inaplicáveis e distribuindo dinheiro largamente imaginário. Como todos os mentirosos, acaba a mentir a si próprio: torna-se num Estado mitómano, que acima de tudo não quer saber se o que diz é ou não é verdade. (…) O Estado, não tendo já meios reais para agir sobre o mundo, contenta-se em produzir textos e em gastar o dinheiro que não tem. Ocupado a mentir a si e aos outros, torna-se num Estado mitómano. E, como todos os que são atingidos por esta doença mental, mente cada vez mais - a inflação legislativa e o défice público são as formas que toma, na política, o delírio verbal do mitómano".» Manuel Maria Carrilho, DN (via PdP)

PASSAR A FALAR GROSSO

O discurso passos-coelheano vai mudando e 'endurecendo' porque a percepção das pessoas também está a sair da ressaca alheada no que diz respeito ao interesse nacional. Cresce uma noção intuitivamente alarmada do quanto perigam as nossas contas nacionais e a nossa vida individual e familiar. Por causa da crise internacional? Sobretudo por causa de monstruosos estratagemas de falseamento dos indicadores económicos ao serviço do velho saque aos Orçamentos em que o sócio-chulismo se especializou com peculiar avidez. Corrupção é também ocultar opções políticas exclusivistas ao serviço dos interesses instalados em grosseiro detrimento do bem comum. As construtoras elegem Governos. Os Governos compensam-nas. O Povo é fodido com um sorriso grunho, esgar carrasco e descarado de serviço. É nessa linha que a obscena despesa do Estado permance intacta. Isto atesta bem o Amor e o Respeito com que estes desgovernantes adressam aspectos vitais do seu Povo, preferindo taxar-lhe o suor mal pago e fatalisticamente vergado a mexer onde mais lhes dói: nessas intermináveis clientelas vampirescas em que mal se fala. A indústria da Imagem e da Comunicação tratam de adormecer o vulgo, mesmo quando o oprimem e enganam criminosamente. Por isso nunca será de mais lutar por uma consciência cívica viva e um envolvimento crítico na Pólis. O caminho comum tem sido desmobilização e desistência. A não ser o grupo habitual de paus-mandados do degenerado socratismo, o maior cancro errático e descabelado desde o gonçalvismo, toda a gente vai compreendendo o pendor delirante e perigoso do Primadonna. Uns só agora percebem em que redoma de vitro-cocó fantasista ele vive e insiste em permanecer. Outros enrouqueceram como Camões a apontar para esse problema de tirania, arbitrariedade, auto-endeusamento, imoralidade, recorrente mentira e notória injustiça no exercício das mais altas funções de Estado. Naturalmente, os plutocratas têm à testa das nações quem muito bem lhes apraz e enquanto lhes apraz. Quando os Primadonnas sujam a função e ficam rentes ao pó de onde nunca deveriam ter saído, a Plutocracia cospe-os com toda a tranquilidade paulo-bentiana. Passos Coelho, muito a custo, começa a falar "grosso". É o senhor que se segue. Entretanto, há muitos lugares vagos nos hospícios. E flores.

quarta-feira, maio 19, 2010

GOVERNAR POR TIPTOLOGIA


Pedro Passos Coelho está errado: com a megalomania irrealista do PM, o país está perante um problema que só se resolve com eleições. E urgentes. Antes que se chegue ao ponto de irreversibilidade. A imagem do PM, torpe obsessão, por mais retocada que seja num afã de artista de circo, não resiste à cosmética dos factos: sobra incompetência. A irresponsabilidade do TGV, das pontes e das auto-estradas inúteis impera sobre o tudo e o seu contrário sempre anunciado com supremo inchaço convicto. Impostos tardios porque só vieram sob pressão alemã e francesa, enquanto para consumo interno socorre-se do álibi internacional que lhe serve de justificação. E a mentira. Sempre a mentira a falar por ela mesma, com evidências ridículas, tristes, trágicas, como se um espírito negro, imundo, ditasse todos os dias as políticas de dano, divisão, trapaça. Nenhuma palavra sobre o desemprego. Nenhuma sensibilidade perante a pobreza florescente nas ruas, olimpicamente ignorada. Autoritarismo puro e puro, parvo e burro. Impunidade para todas as hienas que se banqueteiam do Estado, mesmo chegados aonde chegámos. Dissolução moral e de toda a credibilidade política. Improvisação governativa agónica. Santana foi evacuado por muito menos que isto. Sidónio foi igualmente morto por infinitamente menos que isto. Passos, timorato tal como o inerte Cavaco, ainda não compreendeu a péssima e asquerosa moeda que cauciona? E Alegre, perante o esmagamento do Povo e a estupidez das suas recentes perorações precipitadas sobre o TGV, por que mantém um silêncio de crasso Pilatos?

terça-feira, maio 18, 2010

A PAREDE

Segundo alguns, isto está quase no ponto: a bater na parede. Quando estiver, a Falsificação Facínora Farsante organizará outra entrevista-espectáculo para enfiar mais uma solene peta pelo entrepernas do Povo. O hábito de mentir convence o próprio mentiroso da verdade convincente e verosímil que existe na sua rematada mentira. Repleto de flores em casa e enfermo do espírito, exclama, comovido: «Eh, pá, Fui outra vez brilhante! Paparam-na toda.» E não há dúvida. Até prova em contrário, o Povo Português é o supedâneo do Primadonna.

BICHAS À MESA

Sentir-me-ia simultaneamente indiferente e radiante se, no país em que passa a haver «same-sex marriage» chamado Portugal, houvesse sobretudo pão, prosperidade, perspectivas de futuro e agentes políticos credíveis, respeitadores do Povo a cujo serviço supostamente deveriam colocar-se. Mas não. O que nos põem à mesa é isto. Basicamente, vivemos sob uma espécie de Putsch gay, civilizacionalmente disforme, insidioso, arrebatando para a "modernidade" dissoluta e bafienta de todos os relativismos também o penduricalho do casamento, instituição perpetuamente em crise e perpetuamente fetiche, excepto numa acepção de sentido religioso que não é para todos. Abarbatar leis e telecomandar a sensibilidade geral está-lhe no sangue. No contexto actual tolerante para o qual toda a violência é intolerável, esta matéria não passa de espuma. Entre anúncios de fome, angústia social, dívidas públicas e privadas, acrescida canga fiscal recorde sobre os mais frágeis, com expressiva perda de rendimentos, o foco incide sobre entretenimentos imbecis, matérias marginais, assuntos estupidificadores. Nada a fazer quanto às bichanices e bichezas «fracturantes»: como luxo, pirraça e bizarria, elas são impostas por uma minoria entre as minorias. A julgar pelo perfil ditatorial e intolerante do PM, tudo o que se faz, faz-se à revelia da sensibilidade geral, mole e moldável com duas de letra. Impõe-se unilateralmente. Seja lá o que for, TGV, Bombas Solares como se fossem fotovoltaicas, petas de todo o tipo. Um dia destes, e talvez não tarde, promulga-se a morte a pedido. Acaba-se de escaqueirar a Caixa de Pandora para democratizar todos os interditos e subjectivizar toda e qualquer pulsão, mesmo a mais mortífera e contraditória. Quanto ao casamento gay, Cavaco o deu. Sôfrego por reeleição e mestre de toda a transigência e consensualismo putrescente, pactua com qualquer coisa desde que lhe não faça perigar a reeleição. Infelizmente o quadro completo resume-se nisto: «O Presidente da República veio utilizar um argumento económico numa questão que para a Igreja, para muitos portugueses e para ele próprio, pelo menos até ontem, era uma questão fundamental na forma como concebem a família, a sociedade e o direito que nos rege. E digo até ontem porque a partir do momento em que o Presidente da República preferiu contornar a legitimidade constitucional e democrática do veto político para evitar ser confrontado com uma decisão da Assembleia da República, que colocaria definitivamente em xeque a sua recandidatura, tornou mais clara a sua posição e os seus interesses.»

FORNICAR A UMA SÓ VOZ

A pouco e pouco, os pobres portugueses vão captando a ideia geral de que os impostos acrescidos para apagar os custos da dívida e o défice monstruoso impendem sobre si na mesmíssima proporção com que se lançam mais obras onerosas, inúteis e incompreensíveis a fim de compensar as construtoras que por sua vez suportaram generosamente a reeleição sócio-chulista. Também começam a perceber que o Governo que os fornica a uma voz não fala em uníssono do que lhes está a fazer. Nem do como. Nem do por quanto tempo. O PM, orçamentalmente suicidário, ditador oficial do Regime, diz que estes sacrifícios durarão ano e meio. Já Teixeira Mal dos Santos assevera que durarão o tempo que for preciso. E se fossem apanhar todos na Coca-Cola! Podem levar certa oposição pactuante, restolho de irresponsabilidade e miséria para todos. Se alguém imagina que cortes piores, anúncios mais drásticos, esforços mais violentos nos não vão ser pedidos, pode tirar o cavalinho da chuva.

segunda-feira, maio 17, 2010

TORPES MENTIROSOS

É fartar vilanagem e mentir à fartazana! Contra os interesses de Portugal e em nome do bom desempenho eleitoral dos sócio-chulistas tendo como supremo e altíssimo fito sugar o Estado até aos ossos. Ora, quem assim brinca e brinca ainda mais, lembrando que o  IVA que incidirá sobre Pão e Leite também incidirá sobre Coca-Cola e Pepsi-Cola, brinca literalmente sobre tudo o que nos toca no âmago. Que vergonha! Como é que se pode confiar nessa merda que é uma espécie de Governo? Aumentar impostos arrefecerá a economia, gerará ainda mais desemprego e comprometerá inclusivamente o encaixe fiscal, uma vez que representará uma baixa generalizada do consumo e uma machadada em muitas empresas em estado crítico. Um módico de verdade, realismo e antecipação e teríamos evitado a "austera austeridade" que nos está reservada compulsivamente.

domingo, maio 16, 2010

CONTENTE CONSIGO MESMO

Ocultar aos portugueses os verdadeiros factos da economia, da dívida, dos números é imperdoável quer em Teixeira Mal dos Santos quer no seu Darth Vader, Sócrates. O contentamento consigo mesmo de que este último se ufanava em meados de Junho de 2009 era afinal uma boa amostra da desgraça que sobreveio (claramente vista!) aos portugueses em 2010: quanto mais contente consigo mesmo, mais afundanço económico e mais tragédia social para todos. Quanto mais confiança e optimismo inconsistentes e irrealistas quando em confronto com a realidade de todos, mais desastre geral e maior empobrecimento por grosso de quase toda a gente. Espesso palhaço! Por que não pára de se masturbar com a sua própria imagem adorável e com a engenharia de comunicação da treta, por que não abandona enganos e desenganos para dar lugar a quem não viva no País de Alice?! As coisas não tomam quaisquer sinais de melhoria. O estrangulamento económico, fiscal, cívico poderá ir ainda mais longe, à medida que as componentes de desorçamentação no Estado explodirem na cara do contribuinte, fazendo-o compreender que, graças ao fausto mentiroso dos que o governam, anda a patinar, não tem direito à mínima esperança nem tem saída para coisa nenhuma. Kafka não engendraria enredo melhor. Dada a sua natureza ultra-nefelibata, fora a literatura que é nula, o Primadonna, adora-se, lambe-se, copula consigo mesmo todos os dias em detrimento e prejuízo crasso de Portugal. Serve outras causas que Portugal. Não o evacuem, não. 

THE PEN STORY

CANICHES DE SERVIÇO

Quem haveria de ser a gralha sócio-chulista posta a gralhar contra António José Seguro? Lello, pois claro. Flagelador de Alegre, flagelador oficioso de factos e verdades insofismáveis que emergem contra um Governo irresponsável sem quaisquer escrúpulos esbulhatórios, não há nada mais nefasto ao "esforço de guerra" imposto aos portugueses ou, pior ainda, ao "esforço patriótico" cavalgado em cima da pobreza sem futuro dos portugueses que uma aparição de Lello ou de Vitalino. Contra a Ética, contra a decência em funções de Estado. António José Seguro representa uma ordem de valores nobres e dignos de confiança, um reduto de incorruptibilidade dentro do Partido Socialista. Deus nos valha com Lellos e quejandos!

AMAR O SOCIOPATA

Passos Coelho deu a mão ao primeiro-ministro e não ao País. Com aquela mão pressurosa vinda em seu auxílio, o Primadonna pôde respirar, finalmente, como sociopata inimputável que é, ávido de Poder, esmagador do cidadão, desonestíssimo Ali Babá, desesperada lapa agarrada aos benefícios e vantagens de dominar e esbulhar os contribuintes para sustentar um Estado Obeso com que se cevam as clientelas e se garante mais Poder, num ciclo infernal. O cidadão está fodido. Há revolta nos lares. Contra Sócrates. Contra Passos Coelho, que ainda não compreendeu que a única forma de dar a mão ao País é remover urgentemente psicopatas do Poder. Com Sócrates, está instituído o Estado inimigo das pessoas. O bem comum passou a ser o bem comum das clientelas, das incompetentes chefias políticas colocadas a mamar nas Empresas Públicas e nas Parcerias Público-Privadas. Mentir e mentir. Não há estratégias de futuro. Navega-se à vista. 

sábado, maio 15, 2010

APOCALÍPTICA BESTA

Com elogios destes, quem precisa de críticas? Quanto a Carvalho da Silva, repete-se a história do menino e do lobo, infelizmente, porque infelizmente já é tarde. Um Povo a sério nunca perdoaria isto traiçoeiro e lesivo fiscal aos sócio-chulistas.

PINOCADAS-EMPLASTRO

Pois é, CAA, começou o caminho da próxima derrota. Um desastre nunca vem só: não bastava ter havido uma espessa fraude eleitoral em Setembro, com os eleitores a votarem de olhos fechados e a mão no nariz no embrulho falso sócio-chulista que lhes foi impingido, desprezando estupidamente as evidências macro-económicas e perdendo um tempo precioso para acabar com a Suprema Ilusão do Supremo Ilusionista, tinha além disso o passento Passos de enfraquecer a sua posição até há pouco politicamente virgem, submetendo-se ao nefasto sócio-chulismo primadonnista com as suas pinocadas fiscais prescritas aflitivamente e fazê-lo por razões e sob uma temperatura política bem abaixo de quaisquer gaffes, silêncios ou falta de objectivos de Ferreira Leite. Na política a sério sempre se intrometem uns emplastros de duvidosa categoria, como PPC, e um conjunto de coristas esganiçados, agora arrependidos, como CAA.

PSD BANANA-LARANJA

No novo PSD "patriótico" e "pactuante" com a esterqueira sócio-chulista, as coisas continuam mais ou menos assim. Híbridas. As desculpas pedidas aos portugueses por Passos Coelho, enquanto lavava as mãos pelo dejecto fiscal, tornam-se intragáveis não pelas razões invocadas torpemente pela falange sócio-chulista, sempre alerta para a politiquice duplipensante e rasca dos Abrantes, Jugulares, Aspirinas B & Pitta, mas apenas pelos pressupostos no que disse a 25 de Março passado: «Eu não ajudarei a viabilizar propostas de aumento de impostos e portanto não me sinto vinculado a qualquer deliberação que o Parlamento hoje venha a fazer sobre a matéria.» O então posicionamento crítico perante a viabilização por Manuela Ferreira Leite do PEC 01 não se compagina com tanta prontidão lacaia para alavancar agora um Governo que objectivamente inumou Portugal. Haveria formas menos passentas de caucionar o inevitável e exigir o exigível.

TÓ ZÉ SEGURO E BENIGNO

Como um fruto passado, coberto de fungos, prestes a cair da árvore, Sócrates está dependurado precariamente há muito, preso com alfinetes, atado com clipes e fita-cola. Não poder contemplá-lo com uma vassourada exemplar! Inflado de si, eticamente nulo, suportá-lo é um desafio nacional. Gera asco ver uma tal insensibilidade traiçoeira, uma vaidade tão asquerosa, que não perde oportunidade para espetar facas de deslealdade nas costas mansas de quem nem sequer o hostiliza ou nomeia, como o Pobre Passos Coelho. Até quando? Até quando suportaremos gente reles, zombeteira do cidadão comum, trocista do valor simbólico com que políticos e lobistas devem dar o exemplo, incapaz de atacar a Despesa Corrente, de extinguir os velhos tachos do Regime, velharias com que se depreda há décadas um Povo e um País?! É, por isso mesmo, com todo o agrado que vejo o Tó Zé Seguro declarar-se como Futuro, Resposta e Alternativa ao bafio mais rasca que a Política Nacional engendrou. Homens como ele nunca foram tão urgentes.

BÍLIS BULIÇOSA


Esta gente passou mal e não conteve a habitual diarreia sobre coisas límpidas e seguras: ou não tinham mais nada que fazer ou então bolçar trinta e duas vezes sobre o Acontecimento do ano era a única homenagem que se lhes impunha. Impressionante. 

BEM-AMADO PAPA

Enquanto, embebidos em Deus, rejubilávamos em extrema emoção a cada celebração com o Papa, outros pautavam os seus enunciados, mais mediáticos ou mais privados, pela mais torpe mesquinhez, com olhos repletos de mediocridade e de cegueira. Bento XVI, tal como João Paulo II, não será somente um homem que está Papa e que por via disso arrasta e arrebata turbas. Não por inerência da função, mas por razões de puro Espírito Santo, ele é dos poucos focos, senão o único, de unificação humana em torno da Rocha dos valores exigentes e do Caminho estreito que é a Pessoa Viva e Divina de Cristo. Toda a violência e toda a incompreensão perante essa serena Palavra devoram-se a si mesmas, anulando-se na própria miséria e no ridículo ódio ao que é santo. Nesse papel indelével de unificador, Bento XVI será sempre, conforme é, um Bem-Amado da Humanidade. Por contraponto e à revelia do que deveria ser, vemos a sem-vergonhice política, o descaramento e a treta ofensiva dos moderneiros abortófilos do nosso tempo e da nossa Praça que não passam de pântano em trânsito para o Nada. O Pântano hoje é extenso e é total porque conjuga a lei do mais forte com a imoralidade das assimetrias escandalosas da riqueza retida e não distribuída, o vale-tudo político, o jogo desonesto de mentiras e desprezo pela inteligência das pessoas. Pode-se viver e governar com torpezas e injustiças à garupa de Passos Coelho e à garupa do Povo inerte e néscio perante quem o engana e explora. Pode-se ser Poder, privilegiando o próprio estômago, viver de palhaçadas e números de Circo, enquanto se sonega a verdade dos números e o realismo em face dos factos da economia. São sinais do Lixo Frívolo que nos  desgoverna, desrespeita o Sagrado e o fundamental desígnio de serviço às pessoas deturpando-o em manipulação e demagogia em doses nunca dantes segregadas. Transitará igualmente em pó a seu tempo. A Igreja não pertence à ordem das iniciativas humanas. 

sexta-feira, maio 14, 2010

PARA APORTAR AO PEITO INCANDESCENTE DE CRISTO

FATAL CAGALHÃO FISCAL

O sócio-chulismo está hoje de parabéns. Com o biombo do Papa e da sua fantástica mensagem galvanizadora para quem Crê, Adora, Espera e Ama o Divino, espeta nas costas de um Povo politicamente insosso e desinformado, e logo com a bênção passos-coelhista, a torpe faca de um Fisco Fatal. E isto após meses de fantasia sócio-chulista perfidamente irresponsável e eleitoralesca por ter baixado um IVA que agora se aumenta agravadamente; por ter aumentado, pela mesma ordem de motivações desonestas e desgovernadas, os funcionários públicos para logo depois lhes congelar ou reduzir salários. Ouve-se a salgalhada gaguejante do Ministro das Finanças a atrapalhar-se com a semântica do pedido de desculpas ou a paneleirice do pedido de compreensão e pensa-se: mas o que é que essa merda nos interessa concretamente? Ouve-se o líder da bancada parlamentar sócio-chulista Assis igualmente a perorar contra o Acto de Pedir Desculpas em Política e pensa-se: mas o que é que este preciosa finta ou fífia sintáctica nos interessa? Enfim, fica-se-lhes sempre a dever dinheiro. O sócio-chulismo fez merda da grave e da grossa, mas soma e segue entre os salpicos dela. Serve sandes nas esquinas da ilusão e levita traiçoiramente nas fantasias mais imperdoáveis, mas ninguém o pára. Por isso mesmo, estranhamente, o primeiro-ministro ainda não se demitiu. Podia perfeitamente passar a pasta a alguém não estorricado, como ele, por inúmeras petas, não padecendo, como ele, de crassa, enorme, falta de credibilidade, albergando, como o mesmo não alberga, um módico de bom senso e realidade nas hastes. Pois, mas para quem é, um Povo Passento, bacalhau basta. Qualquer converseta falsa acalma esta gente acabadinha de levar com o conto do super-vigário, não fosse vigorando no seu espírito colectivo uma lógica de Corno... Na acepção de ser o último a saber, evidentemente. Era urgente fazer uma espécie de chicote com cordas e expulsar este mau fermento nos destinos desastrosos de Portugal.