COM O ABDÓMEN

"Esperava-se" que o PS mantivesse viva a chama de rever o excesso de deputados na AR para tão má e tão fraca deputação. Não. Como tem sido habitual, por exemplo, nas questões da corrupção e outras, há primeiro a frase resoluta, a fase da decisão leonina, impante. Depois dá-se um retrocesso qualquer sob uma chuveirada de críticas ou um acesso de frio conformismo com o quentinho das coisas tal como estão. Acabou a ideia da redução do número de deputados à Assembleia da República. Francisco Assis, líder parlamentar dos socialistas, matou a questão, deixando ficar mal quer o ministro dos Assuntos Parlamentares e dirigente nacional do PS, Lacão, quer a prontidão negocial logo demonstrada pelo PSD. Não se faz nada. Para gáudio de quem adora o caos que prolonga o caos e atira toda a gente contra toda a gente, nada como esse empurrar a crise com o abdómen, empurrar para os portugueses o ónus dos sacrifícios, conservando o pessoal político bem nutrido e luzidio na gestão redundante, perdulária, má, das velhas tetinas estatais.

Comments

Daniel Santos said…
A ideia de redução de deputados é boa se não for para ficarmos só com dois partidos.
joshua said…
Precisamente.
Anonymous said…
Se a redução correspodesse simultaneamente à eliminação do bloco central seria uma decisão sábia do povo português, pois era a demonstração que não reconduzia os algozes responsáveis pelo estado da nossa bem amada Pátria.
Vou mais longe: Essa substituição deveria ter por base os patriotas, desde logo, à cabeça, os comunistas portugueses.
Espero, Joshua, que não te dê um ataque cardiaco para poder, pelo meu lado, continuar a saborear a tua qualificada prosa às vezes impregada do sabor da carne. Salvé, amigo.

João Pedro
esperava-se?

Se durante grande parte da história do poder em Portugal este arranjou muitas moscas

talvez nem sempre da melhor maneira nem das mais limpas, mas moscas são moscas

não as consigo distinguir confesso, mea culpa sou DALTÓNICO

Parecem-me todas iguais

moscas têm consciência ? moscas têm coerência?

as moscas utilizam mentiras e omissões com alguma fartura enquanto moscas?

A "desculpa" é a idade da DEMOCRACIA, as MOSCAS tornam-se mais bastas

com a idade da merda que quando são merdas muito pequenas e novinhas

(2 ou 4 anos) atraem poucas moscas

e têm que se protegidos ou porque há outras Varejeiras prioritárias a passar

ou porque ainda não começaram a pôr ovos na merda

Não tenho nenhum gráfico excel com os lançamentos dos ovos

... ando a viver sem moscas porque não tenho merda de qualidade...

tantas e tão variadas moscas

para as moscas a coerência não existe só existe a.....

esqueci-me da palavra mas tem a ver com a política portuguesa

e com a restante também
joshua said…
Pelo contrário, João Pedro, gostei do que disseste. Abraço.
Anonymous said…
A redução do número de deputados devia estar UNICAMENTE centrado na questão da redução de custos, da eficiência, da rapidez dos processos e da agilização do regimento da AR - assim como relacionado DIRECTAMENTE a uma maior proximidade do ávido e arrogante deputado ao eleitor chulado/enganado; tudo isto deveria conduzir à responsabilização e ao castigo para os deputados faltosos, corruptos, ignorantes e vendidos a pseudo-ideais ou a 'instituições' várias (bancos, união-europeia, observatórios, clubes, irmandades que usam roupas estranhas em privado). Nada disso. Lançada a ideia (já requentada), eis que logo se erguem as vozes dos pequenos partidos que temem os resultados eleitorais (CDS) e, sobretudo, da esquerda lunática parlamentar que engorda há décadas no suave remanso da rotina "presente!; peço a palavra!; apoiado!; defender a minha honra! etc, etc" e do ordenadinho que vem junto (assim como a confortável reforma). Ou seja: toda uma deliciosa existência questionada assim, à bruta, levou imediatamente à indignação do deputedo esquerdalho ou acomodado. Veja-se como foi logo deformada e deturpada a questão que devia ser central. Se o estéril e inapresentável Lacão dá sinais de querer manipular a redução com fins puramente estratégicos, caberá aos partidos recolocar o assunto honestamente no melhor funcionamento desta pobre democracia-de-carnaval. E não nos seus pessoalíssimos pratinhos-de-sopa. Também é certo que no Bloco e no PCP vivem todos (mas mesmo todos!) exclusivamente do Orçamento de Estado e de verbazinhas extraídas, sob ameaça, ao contribuinte; nenhum deles está na fraca (mas pagante...) iniciativa privada, sejam novos ou velhos. Porque será? Ao menor rumor de falta de sangue e comida, os lacraus e os vampiros agitam-se. Edificante.

Ass.: Besta Imunda

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