SACOS PLÁSTICOS E MÁ MOEDA

Banais e pesados ao ambiente e à ecologia por levarem séculos a desaparecer, os sacos plásticos são como certos agentes políticos: degradam-nos a vida e não se evacuam com o ritmo desejado. A má moeda veio para ficar, mas quer mais poder. As Oposições terão de agir com pinças e mais fora do Parlamento que dentro porque este Governo Fingidor deseja os mínimos pretextos para o choradinho do bloqueio. Não temos tido inundação dos discursos e da gangrena imagética de Sócrates. Tem-nos dado folga de picareta retórica para consumo de simplórios. O sonho de uma nova Maioria Devastadora está todo nesse silêncio. Depois é preciso silenciar os efeitos devastadores de políticas ultradespesistas na recta final das eleições. É esse despesismo devastador que possibilita reeleições. E não se olharam a meios. Hoje é o abismo encoberto por todos os media obedientes, que é a esmagadora totalidade. Uma nação de escravos e dominados, de dependentes e chantageados, de desempregados presentes e futuros não pode aperceber-se do que raio é que lhe fazem.

Comments

Juℓi Ribeiro said…
Querido amigo Joshua:

Passando para deixar um abraço
e matar as saudades.
Realmente devemos reduzir
o consumo não só dos sacos plásticos mas de tudo o que prejudica o planeta.

Infelizmente as grandes indústrias
se "escondem" através de desempenhar seu papel na divulgação de uma campanha
"ecologicamente correta"
para fazer com que apareça
menos os estragos provocados
por elas mesmas...
E os políticos seguem exatamente
o mesmo caminho...

Muitos escritores e poetas
já declararam o seu amor
pelo nosso planeta e pela natureza
registrando em verso e prosa
o seu apoio e solidariedade.

Poderia citar muitos mas
escolhi estes aqui:

Certeza
(Miguel Torga)

Sereno, o parque espera
Mostra os braços cortados,
E sonha a Primavera
Com seus olhos gelados.

É um mundo que há-de vir
Naquela fé dormente;
Um sonho que há-de abrir
Em ninhos e sementes.

Basta que um novo Sol
Desça do velho céu,
E diga ao rouxinol
Que a vida não morreu.

VELHAS ÁRVORES
(Olavo Bilac)

Estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores novas, mais amigas:
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...

O homem, a fera, e o insecto, à sombra delas
Vivem, livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.

Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem:

Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!

AS ÁGUAS
(ONÉSIMO SILVEIRA -Hora Grande, 1962)

A chuva regressou pela boca da noite
Da sua grande caminhada
Qual virgem prostituida
Lançou-se desesperada
Nos braços famintos
Das árvores ressequidas!

(Nos braços famintos das árvores
Que eram os braços famintos dos homens...)

Derramou-se sobre as chagas da terra
E pingou das frestas
Do chapéu roto dos desalmados casebres das ilhas
E escorreu do dorso descarnado dos montes!

Desceu pela noite a serenar
A louca, a vagabunda, a pérfida estrela do céu
Até que ao olhar brando e calmo da manhã
Num aceno farto de promessas
Ressurgiu a terra sarada
Ressumando a fartura e a vida!

Nos braços das árvores...
Nos braços dos homens...

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Parabéns!
Seu blog continua maravilhoso!
Um abração do Recife para você.
Beijo.
Anonymous said…
É verdade. É o custo desta vida de capitalismo (capitalistas, alguns) envolto de poeira e usa-se o plástico para transporte de géneros. Se um dia for usado o papel voltamos à mesma pergunta:
-De onde vem o papel?
Matamos as matas e os seus benefícios para o fabrico do papel.
Que eu saiba o material mais usado é a polpa de "madeira" de "árvores".
Uma coisa ou outra, ficamos sempre prejudicados com o desgaste do meio ambiente.
Isto é difícil e complicado.
Anonymous said…
Paulo Lemos, testemunha de Pinto da Costa nos processos que opõem o presidente do FC Porto à ex-companheira Carolina Salgado, participou na agressão a martelo ao ex-polícia Jorge Miguel Lourenço, conhecido pela alcunha de ‘Van Damme’. A vítima, de 33 anos, está em coma no Hospital S. João, no Porto, desde a madrugada de 22 de Outubro, quando foi sucessivamente atingido com um objecto de ferro à porta da discoteca Vogue, na zona industrial do Porto.
Quint said…
Ó JOSHUA, tu atrais por aqui uma fauna variada; tu a escreveres sobre sacos plásticos seria uma novidade se depois não tivesses ido parar ao sítio do costume mas eu de ti já sei que és um "pitbull" (salvo seja) dos blogues e que quando te dedicas entusiasticamente a uma causa, não largas o "osso" nem com o carago!

Agora entre poemas e um anónimo que vem falar de alhos, quando aqui falas de bugalhos, é que quase nem resta espaço para te dar sonora palmada nos costados enquanto digo "atão, carago?".

Mas fica a promessa que vou estagnar uns tempos no mesmo sítio, para que saibas por onde ando especialmente agora que me livrei de certos espartilhos. Não contes é com grandes bernardas que eu já me chegam as maleitas dos ossos e da idade, quanto mais as outras que delas não necessito para nada.

E também te prometo grossa canelada aquando do aprazado repasto, ao que creio saber, pois isto entre tipos como nós é ali na refrega de dois copos e cara a cara que se disseca a má língua!

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