CLUBES DO DESESPERO

Francisco Assis avaliou a Oposição detendo-se especificamente no PSD. «Infantis», classificou. Deveria admitir que estão todos bem uns para os outros. O desespero é mau conselheiro, mas pode ser a única coisa capaz de sacudir uns e outros. Uma vez que as Oposições se desforram de quatro anos a engolir toda a espécie absolutista de sapos unilaterais provindos de um Governo autoritário e asno-teimoso, não seria de esperar outra coisa senão uma forma inédita de actuação que passa por legislar, fiscalizar, tomar iniciativas muito para além da agenda governativa ou da falta dela, uma vez que improvisar e anunciar é ali a nota principal. Não se pense porém que é a irresponsabilidade de não ser poder o que norteia as Oposições. É o desespero em que vivem os portugueses. Do mesmo modo que o único tipo de desespero que se vislumbra na trupe devorista governamental tem sido o da fugaz fragilidade do poder e o da fragilização continuada do PM. Por cabeça própria, vícios próprios, própria avidez irrefreável.

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