O GRANDE DESPERTAR DE MARÇO
O PS e os seus resistentes Muhammad Saeed al-Sahhaf's esforçam-se por tapar o sol com a peneira, insistindo em palavras-chave vociferadas, e no entanto surdas, enfatizando ideias-força, e no entanto fracas, fora já de qualquer consistência com a realidade e os factos mais óbvios à percepção geral. É o caso do deputado Assis, líder parlamentar da Situação. Mas o dia seguinte ao Grande Despertar de Março manifesta um desejo de continuidade e incremento mediante as mesmas plataformas que possibilitaram a multidão. Pacífica, firme, a Rua não pode nem vai morrer, pois não há alternativa à indignação ordeira e em processo de organização que ontem floresceu. Mais do que criticar a manifestação pelo que não gritou, pelo que não explicitou clara e inequivocamente, pela pluralidade como se pluralidade a anulasse, cumpre louvar a ignição de um movimento fecundo muito mais alargado pela Geração à Rasca. Tinha de haver um ponto de partida para o despertar em decurso. O sistema político português, oligocrata, decrépito e vicioso — coisa levada ao extremo em quinze anos de 'socialismo' clientelar hábil e extenso colonizador do Estado —, terá de ser refundado, purificado, revisto. Dele não poderá ficar pedra sobre pedra.
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o gajo anda tolinha de todo.
silêncio fúnebre no estádio dos índios