JPP, HELENA MATOS E A FRIVOLIDADE
Abomináveis evidências são que Pacheco abraçou uma impressionante fase caviar em defesa de Sócrates e Helena Matos deve certamente ter enlouquecido: 1. «Ontem JPP preferiu indignar-se contra o espantoso relato “jornalístico” da manifestação de hoje “em directo” pelas televisões e nalguns jornais que se dizem de “referência”. Com isso conseguiu um feito notável: foi ele o homenageado na única reflexão abrantina sobre as manifestações, uma honra duplamente desonrosa. [...] Para vacuidades e preconceitos já basta o Miguel Sousa Tavares e o Mário Soares.» JMF 2. «José Pacheco Pereira — o novo herói da Direcção-Geral da Propaganda — proclamou ontem, abrupto, o seu imenso nojo pela cobertura jornalística das manifestações pacíficas que levaram às ruas cerca de 300 mil pessoas de todas as idades, em várias cidades — a maior iniciativa do género em Portugal, não enquadrada por estados-maiores partidários nem caudilhos sindicais. O que tinha o ilustre pensador a proclamar sobre o assunto? Apenas isto: «Voltou-se ao PREC e aos comícios em directo.» Eis um raciocínio de uma profundidade esmagadora... Estive na manifestação de Lisboa, sei do que falo: não houve exagero no que se disse, no que se mostrou e no que se escreveu. Não foi o desfile de arruaceiros que muitas bempensâncias previam, nos jornais e nos blogues. Não foi um palco para se exibirem extremismos de várias cores, como algumas aves agoirentas chegaram a vaticinar, em letra impressa ou na pantalha. Nem foi a marcha de "antidemocratas e niilistas" que Mário Soares temia, já esquecido do "direito à indignação" de outros tempos.» Pedro Correia
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