JPP, HELENA MATOS E A FRIVOLIDADE

Abomináveis evidências são que Pacheco abraçou uma impressionante fase caviar em defesa de Sócrates e Helena Matos deve certamente ter enlouquecido: 1. «Ontem JPP preferiu indignar-se contra o espantoso relato “jornalístico” da manifestação de hoje “em directo” pelas televisões e nalguns jornais que se dizem de “referência”. Com isso conseguiu um feito notável: foi ele o homenageado na única reflexão abrantina sobre as manifestações, uma honra duplamente desonrosa. [...] Para vacuidades e preconceitos já basta o Miguel Sousa Tavares e o Mário Soares.» JMF 2. «José Pacheco Pereira  o novo herói da Direcção-Geral da Propaganda  proclamou ontem, abrupto, o seu imenso nojo pela cobertura jornalística das manifestações pacíficas que levaram às ruas cerca de 300 mil pessoas de todas as idades, em várias cidades  a maior iniciativa do género em Portugal, não enquadrada por estados-maiores partidários nem caudilhos sindicais. O que tinha o ilustre pensador a proclamar sobre o assunto? Apenas isto: «Voltou-se ao PREC e aos comícios em directo.» Eis um raciocínio de uma profundidade esmagadora... Estive na manifestação de Lisboa, sei do que falo: não houve exagero no que se disse, no que se mostrou e no que se escreveu. Não foi o desfile de arruaceiros que muitas bempensâncias previam, nos jornais e nos blogues. Não foi um palco para se exibirem extremismos de várias cores, como algumas aves agoirentas chegaram a vaticinar, em letra impressa ou na pantalha. Nem foi a marcha de "antidemocratas e niilistas" que Mário Soares temia, já esquecido do "direito à indignação" de outros tempos.» Pedro Correia

Comments

Anonymous said…
50 a 60 % de votos em branco nas próximas eleições, isto sim poderá ser um meio eficaz para colocarmos na assembleia gente com alguma dignidade, já que os que por lá têm passado nunca conheceram a honra de assumir os compromissos, não há um táctica infalível, mas o voto em branco tira-lhes legitimidade para nos representar. Já agora e para provar que esta coisa das manifestações são uma espécie de tiranódoas que os tiranos da democracia absorvem alegremente, veja-se o paradoxo dos acontecimentos nu só dia, uns (os jovens e outros enrascados) a reivindicar direitos (???), outros (os professores) a exigir privilégios e outras mordomias. Desde o 25 de Abrir que não assistimos a outra coisa, vejam o estado a que isto chegou. Ninguém está interessado em concatenar direitos e vontades, os derrotados de qualquer eleição, no dia seguinte não convergem para o acerto das ideias votadas, mas iniciam imediatamente um trajecto de desestabilização para alcançar o poder nas próximas eleições.
Anonymous said…
..canalizamos esta energia e avançamos para a assembleia. Se dizem que estas manifestações não dão em nada e que só 'infiltrados' na vida política é que a coisa se resolve...pois bem, que se forme um novo partido político que nos represente a sério. Cabeças para pensar e mãos para trabalhar não faltam. E assim, com uma representação significativa no parlamento, só quero ver quem tem de acordar para a vida. Vamos ao trabalho. Obviamente: mãos para trabalhar

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