PRIMADONNA ATÉ AO FIM
A permanência artificial e precária de Sócrates à frente das ruínas do País, diligentemente escarvadas por ele ao longo de 2192 dias mostra-se penosa. De pé, sobre a jangada do seu último PEC, o IV, percebe-se que nada lhe detém a lábia, a lata, traiçoeiro bicho desembestado contra a parede dos Factos, contra o muro da Verdade. Pode mesmo custar aos portugueses ainda alguns engulhos e amarguras até que se ponha a milhas dos nossos sagrados destinos. A loucura, a vaidade, o orgulho, quando não têm limites, arrasam tudo à sua passagem, sacrificam tudo a uma boa pose prá fotografia. Os apelos multiplicam-se e convergem num só desenlace. Basta! Não parecem poder ser escutados. As Primadonnas da ópera e da política não escutam senão a melodia exclusiva do próprio ego adoecido: «Os governos de José Sócrates conduziram o país a uma situação deplorável, a pior de que há memória. Em tudo que mexe, o Governo estraga. A carga fiscal não pára de aumentar. O desemprego atingiu uma dimensão socialmente insuportável. São já 600 mil os afectados, cerca de metade dos quais não dispõe sequer de qualquer rendimento. A dívida pública chegou aos piores valores desde os alucinantes tempos da Primeira República, o país ameaça bancarrota. Perante cada nova dificuldade, o Governo agrava os problemas, em vez de os minorar. Sócrates é inapto, sacrifica desfavorecidos, preserva uma estrutura de poder inútil, beneficia os amigos do regime com negócios, é caprichoso e mimado. Para mim, BASTA! Despeçam-no.» Paulo Morais
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