UM DESPRIMOR DE MINISTRO
Em cima do que o Pedro Rolo Duarte repete no seu post, com aquele estilo afiado e simples, repleto da ironia e de humor, não consigo evitar passe pela minha mente, em flashes de estupor e asco, a memória visual do zelo com que Mário Soares apoiou isto nas últimas legislativas. Vejo-o no seu púlpito, na campanha, discursando cios e veemências. Vejo-o rejeitar desprezivamente a "Velha". Eis o resultado. Pacheco erra. Helena Matos erra. Mário Soares erra. É demasiada inalação de metano e instalação aparelhística a errar. Estamos como estamos. Naufrágio iminente. Não podemos errar a Rua: «Um primeiro-ministro de um país civilizado – ou um primeiro-ministro civilizado, apenas – olharia para este momento com apreensão. Talvez caísse em si. Talvez percebesse que o seu tempo tinha chegado ao fim. Em boa verdade, num país civilizado já teria ido para casa antes, só com o numero de escândalos que estão nos arquivos dos jornais, dos submarinos ao “jamais!”, do inglês técnico ao sucateiro Godinho, da licenciatura ao domingo até ao caso PT/TVI.» PRD
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