Há momentos, vi a Besta a sorrir muito e a falar de auto-estima a propósito da eleição de Portugal para o Conselho de Segurança da ONU. Era uma reportagem televisiva logo a seguir regada com mais um momento lustroso, despesista e mordomista ANACOM, onde tudo é escandalosamente exemplar do caminho desbragado anti-cidadão, anti-contribuinte, seguido até aqui. Já não há homens. Já não há balas. Apanham as mulheres. Apanham os velhos. Sofrem as crianças. E os que fingem governar, enquanto não passam de garantes de ganho dos seus e para os seus, vêm ainda, no seu execrável despudor, rasgar sorrisos torpes diante das TVs, rir escarninhamente na nossa cara, na nossa fome, na nossa desesperança e precariedade, troçando derradeiramente da má sorte geral apascentada por eles mesmos, nada mais que abomináveis bestas rapaces, súbditos da Grande Besta que espezinha Portugal com o seu esgar impunitário.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
1 comentário:
Um dos maiores mistérios da história recente de Portugal ocorreu poucos dias antes da comunicação oficial ao país sobre a situação delicada em que nos encontramos. É que muito poucos dias antes o mesmo PM havia anunciado um investimento de 2.300 milhões de euros para gastar em 2 anos numa tal de "Agenda Digital" que provavelmente ainda vai ser pior que o TGV e o Aeroporto juntos. Meia dúzia de dias depois dava o país como estando à beira da ruina por causa de um submarino de 800 milhões vindo da Alemanha, que caiu do céu e ficou espetado à porta do Conselho de Ministros. O que quer que tenha acontecido, ou é um truque bem organizado e pouco limpo do PS ou algo de muito grave, que o Governo esconde de todos nós.
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