DA PÚBLICA E TECNICAMENTE FALIDA EDP

«Os desgraçados dos bracarenses irão pagar durante décadas o estádio que alegremente encomendaram. Para já, desembolsam em impostos e taxas seis milhões de euros por ano pela "obra de arte", o suficiente para cuidar estrategicamente de uma cidade que degenera aos pedaços sob o peso de um cacique em quem uma minoria da população vota há décadas (apenas 21% das almas do município e 29% dos inscritos nos cadernos eleitorais votaram na criatura "socialista" em 2009). Tal como a Parque Escolar escolheu a dedo projectistas e empresas de construção, sem cumprir nem a lei nem as regras da decência democrática, o mesmo acaba de ocorrer com a escolha, pela pública e tecnicamente falida EDP, do arquitecto Eduardo Souto de Moura, para desenhar os edifícios de um dos monumentais embustes herdados da era "socialista" que nos atirou para o buraco da bancarrota: a Barragem do Tua!» O António Maria

Comments

Miguel said…
Só queria acrescentar uma coisa. As barragens, em Trás-os-Montes, não beneficiam em nada a agricultura. Pelo contrário, prejudicam. Com elas uma boa parte dos terraços fluviais, com boa capacidade de uso do solo, vão ficar submersos, restando os topos das elevações, bastante inclinados e, por vezes, com a rocha a "nú" e sujeitos à erosão dos agentes meteóricos (chuva e vento) e ao consequente deslocamento para a linha de água dos sedimentos. Ou seja, os terrenos mais produtivos, quer para o cultivo de oliveiras, amendoeiras e outras culturas, quer para pastagens do gado ovino-caprino, ficarão inutilizados. Hectares e hectares de terreno (explorado e explorável) ficarão inactivos. Será um pequeno contributo para o todo geral, mas criará um país ainda menos capaz de produzir alimentos (não bastam palavras e intenções). Mais, alguns fundos e subsídios deslocados para a agricultura ficarão (estão!) em saco roto, com nulo resultado prático a médio/longo prazo. O que resta dá para a caça e para aproveitamento florestal.
Para a natureza e vida animal que se sustenta nestes vales fluviais nem é preciso dizer muito. Imensas e imensas espécies de répteis, peixes, insectos, lebres, roedores, raposas, aves (águias!!) e árvores e arbustos irão ser afectados.
Em suma, é um bom negócio para quem tem terrenos e nunca quis saber deles, isto é, para os para-quedistas (contaram-me umas histórias de alguns altos representantes do Estado português...), não para os que os cultivam e exploram. Algumas destas pessoas estão em regime de locatário e vão ficar sem sustento. Porventura terão de procurar «novas fronteiras». É também um bom negócio paras as construtoras. Se o benefício energético é tão pouco (não estou por dentro), é um mau negócio para o Estado, para os contribuintes e para os clientes da EDP.
Acrescente-se, ainda, que quer linhas de comboio, quer estradas vão ficar inutilizadas e estão-se a construir novas. Algumas pontes e viadutos têm c. de 100/150m de altura em relação ao nível da estrada actual. Para o betão e para quem vive dele é óptimo. Óptimo a curto-prazo, porque em termos estratégicos parece-me uma opção pouco sustentável. Ah, em temos de engenheira são projectos lindos, sem dúvida. Demasiado caros para o meu bolso que não dá para um renault novo, quanto mais um ferrari...

P.S. O Parque Escolar e algumas câmaras também têm, de facto, histórias engraçadas.

Popular Posts