GENITÁLIA PARTIDÁRIO-COMPARATIVA

Na tabela da credibilidade dos Partidos deveria constar a proporcionalidade dos seus gastos tendo em conta a escala e as debilidades do País, hoje postas a nu com a desactivação económica massiva a todo o instante noticiada. Insensíveis à miséria em que inscientemente mergulham milhões de portugueses, essas anquilosadas estruturas gastam de mais, quando por via da Rede há formas bem menos despesistas de levar a persuasão e o argumentário a todos os recantos nacionais. O show off do PS, por exemplo, requinta-se e esmaga milionariamente o portuguesinho impressionável, embora de nada tenha valido para salvar o desastroso Vital, o que é sintomático do quão supérflua é hoje essa parafrenália: arruadas pré-fabricadas, ecrãs gigantes de aluguer/compra astronómicos, transporte massivo e carneiroso de vulneráveis e tristonhos figurantes do interior para os comícios com tudo pago, refeições, brindes. Comícios sem clareiras, comícios estilo reality-shows, com auditórios murchos e sorrisos amarelos, sincronização do aplauso e do apupo. A falta de respeito pelos cidadãos é, portanto, múltipla e deve ser punida eleitoralmente. Enfrentem os partidos as clareiras nos comícios que são absolutamente naturais, menos quando o PS e o PSD se põem aí a comparar os pénis. A cidadania exige o máximo de transparência dos partidos bem como dos Executivos contra o vergonhoso escândalo despesista com que nos mimoseiam: «O PS é o partido que apresenta maior orçamento para a campanha das eleições autárquicas de 2009: são 30,5 milhões de euros contra os 21,9 milhões do PSD, embora esteja ainda por explicar se os gastos nos locais em que os sociais-democratas têm coligações (mais de seis milhões de euros) já estão incluídos nestas contas. A situação inverteu-se face a 2005: os socialistas prevêem gastar agora mais três milhões, os sociais-democratas fizeram um corte radical de metade da verba.»

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