Paulo Portas poderá ser incapaz de despir aquela fraqueza populista e demagógica que aliás o Pedro sabe ver e crivar muito bem. Nessa demagogia cai quem quer. Mas todos caímos por acção da demagogia governamental. O efeito lesivo que nos advém da forma como o socratismo ensaia governar está bem à vista e é irremissível. Omitindo os factos brutos da economia até ao limite da dissimulação, mantendo a população na ignorância acerca dos números e das contas do Estado, distraindo toda a gente com espectáculo, circo, boicotando as nossas possibilidades de programar a vida em função dos sinais fiáveis da economia — fez-nos chegar aonde chegámos. Por outro lado, ficará na história, porque é inaudita, a atitude agressiva do socratismo de ASS (Augusto Santos Silva), de Pedro Silva Pereira e do próprio PM perante qualquer outro líder opositor e qualquer voz adversa: todas as armas são admitidas e praticadas a fim de cravar os dentes e as garras no Poder a qualquer preço: repetir mentiras até serem verdades, viver da duplicidade e da desonestidade, tudo isso contamina a vida pública. Se há uma demagogia imoderada e perigosa é essa porque manipula todos os recursos e estratagemas a fim de cloroformizar e conformar a sociedade em qualquer direcção que a murche e divida; porque não olha a meios para se perpetuar; porque nunca se retracta; porque reincide em erros e abusos contra Portugal. A acrimónia socratista não é por acaso nem a conflitualidade nem a crispação. Dissipar energias. Nada fazer, mas ser Poder.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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