Umas das instituições mais eloquentes da vida pública portuguesa é o Tribunal de Contas. Eloquente mas inconsequente. Mais uma a pregar no deserto da Ética. Por mero acaso encontrou motivos para a demissão dos gestores da CP, da REFER ou do Metro. Porquê? Por violação da lei, uma vez que colocaram o dinheiro na banca comercial em vez de no Tesouro. O Estado-PS, porém, nunca demite ninguém. Os seus gestores, os seus Vara, os seus Rui Pedro Soares estão e estarão sempre a salvo. Ninguém se importa. Ninguém se choca. Ninguém protesta. E mesmo que se importem, choquem, protestem, se importem, o tempo passa, tudo passa, tudo se esquece. Os socialistas têm uma reserva ilimitada de água do rio Letes. Mais a mais trata-se do precioso pessoal político do PS. Tem inteira e absoluta imunidade por inerência. Essa aristocracia da transgressão de tantos filhos do PS enche-nos de nojo: não se percebe como é que um povo inteiro se demite de protestar, que transija com isso e já não transija com clamorosas injustiças ou certos protestos a medo. Há sempre papá para eles, os meninos da política colocados a mamar estrategicamente, financiadores afinal dos partidos de poder e base de todos os apoios, estes gestores. Até quando suportarás, pachorrento leitor, o Papá PS, esse estado dentro do Estado, essa moralidade à parte no concerto das instituições?!
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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1 comentário:
Vou fazer link amanhã, à 7H00.
Obrigado
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