MIRANDA EM NOME DO SISTEMA

Sinais. Alguns dos nomes do Sistema saltam de repente a defendê-lo, como que picados pelas eminências pardas dele. Podem ser pessoas boas até, com enorme desprendimento dos cargos, alguma isenção, porém, devidamente apertados e espicaçados pelo Sistema maçónico que os comprou com cargos e honrarias, acabam por dizer coisas mais desprovidas de sageza, em completa dessintonia com o Povo castigado. Verberar Cavaco, por exemplo, é qualquer coisa de estulto, ao arrepio da doxa. O que é que o ilustre Miranda, Pinto Monteiro, Júdice, Noronha do Nascimento, Proença, têm para oferecer de fresco e credível aos portugueses? Nada. O discurso de Cavaco não trouxe instabilidade absolutamente nenhuma, Jorge Miranda. Antecipou e enquadrou somente o discurso das pessoas nas praças, ontem, dia doze de Março. Porém, o mais importante instigador das enchentes nas avenidas e praças não foi ele. Foi o PEC IV ou V. O anúncio fúnebre e crocodilianamente lacrimoso de Teixeira dos Santos apunhalou os portugueses. Nunca se viu semelhante traição, semelhante facto consumado, urdido em conluio com Berlim pela manutenção a qualquer preço dos socialistas rapaces no Poder. Ora não é possível abandalhar nem abastardar a democracia mais que isto. Qualquer outro comentário depreciativo do discurso e da pessoa institucional Cavaco ou das moções livres e espontâneas das Multidões não passará de frustre spin: o socialismo-socratismo maçónico esbraceja no seu desespero inútil e impotente perante um fim óbvio, a implosão de Sócrates dá-se graças a extensas malfeitorias a Portugal demonstradas e evidentes. O que é que Cavaco acrescentou à realidade, ilustre Jorge Miranda? Nada. Reparem bem os leitores de blogues nas figuras, figurões e figurinhas que o PS põe cá fora, bichinha de rabear, a tapar o sol com a peneira. São sempre os mesmos. Miranda já não resiste em ser mais um. 

Comments

Anonymous said…
Queixaram-se muitos comentadores encartados verdadeiras aparas do sistema, entre outros mimos da falta de nexo e de precisão do manifesto e do irrealismo de alguns propósitos. Que raio de exigência para com a espontaneidade de um grito traduzido em impar, civilizada e exemplar manifestação colectiva de cidadania e civismo. Hipócrita preocupação, quando sistematicamente se deixam passar em claro as proposições manhosa das campanhas eleitorais vertidas nos programas partidários e das promessas governamentais sempre desmentidas pela prática. Esta gente, viciada e tolhida pelos ecos da voz oficial, olharam para a árvore e só viram tronco em bruto, não percebendo ou fingindo não perceber que a partir daí se podem escrever livros e esculpir obras de arte. Em vez disso quiseram atirá-lo ansiosamente para a fogueira do seu inverno cerebral. A grande lição passou-lhes ao lado, como a coisa simples de que a manifestação e representação política não pode impunemente continuar açambarcada pela exclusividade partidária.
A este propósito deprimente o debitar de Pedro Marques Lopes no Eixo do Mal, brilhante a participação de José Adelino Maltez em debate também na SIC.

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