NA CASERNA É QUE ESTÁ QUENTINHO
Na hora em que do que Portugal precisa é de uma união a toda a prova, de contrariar a fatalidade do desemprego, de contrariar a fatalidade da recessão, vêm, tardios e ressacados de reflexão rançosa, alguns militares na sua timidez corporativa. Até podem ter razão, mas não na Hora presente. É quase certo que a não tenham tal como os badamecos dos transportes em Lisboa com o seu terceiro olho, Ajna, o sexto chakra da gulodice despudorada em empresas tão gloriosa, criminosa e vergonhosamente falidas. E lá vão eles, perfeitamente a contracorrente da Europa, do Mundo, do Tempo, dos outros portugueses não introduzíveis em corporação nenhuma, ao contrário de tudo e tudo, anacrónicos e lentos como sempre. Na caserna é que está quentinho. Por que é que não ficam por lá?

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Comments
Agora não há alternativa a suportar, a trabalhar, a dar o sangue. A única revolta está em ninguém se revoltar.
Se pessoas como eu fossem a revoltar-se, haveria de ser uma hecatombe e um morticínio tanta gente enriqueceu com estratagemas e imoralidades legais, mas ilegítimas e imorais.
'em frente, marche!'
somente
'esquerda, volver!'
graduado em Tenente
tenho vergonhas destas alimárias
Só pode ser porque os novos apoiam as medidas deste governo, há quem diga que os militares no activo se manifestavam no tempo do Sócrates e que agora não o fazem por receio, acho que não, julgo que estão mesmo com o Passos Coelho. Tenho um vizinho que é sargento da tropa, ele meteu um dia de férias, é do sindicato, mas aproveitou o dia para ir buscar castanhas à terra dele, ele não tinha medo de dar a cara, mas as castanhas podiam grelar e sabem bem é no dia de S. Martinho.
Ora bem, nunca fui bom nestas coisas de análise política.
Ou não passas de um negreiro.
Não venhas dar aulas de que é ser português, não passas de um cúmplice dos ladrões que nos puseram na ruína.