sábado, abril 28, 2012

FALTA CRISTO À ESQUERDA SOLISTA

Pensar na Associação 25 de Abril e logo depois em Mário Soares, em Manuel Alegre e em Vasco Lourenço é pensar em indivíduos que genericamente têm mau perder democrático e, na generalidade, são broncos, nada mais que parasitas da política e do Regime. A vaidade que os penetra, especialmente ao sonso Ego-Rei de Soares, grande ávido de cargos e ainda maior fornecedor de bitaites social-comiserativos, cega-os. Haverá coisa mais antidemocrática que, por incompetência e malícia, arruinar-se um País?! Onde ou quando essas pedantes vozes de Esquerda se levantaram?! Soares colaborou activamente com os pressupostos e antecedentes da bancarrota em decurso, talvez porque era extensa a clientela de beija-mão socialista a cevar-se no desastroso processo. Alegre beneficiou de um apoio cínico, lento e arrastado, do seu próprio partido às presidenciais, soarística e deliberadamente fadadas à derrota, e por isso calou-se, mesmo quando a iniquidade desgovernava e acabava de arruinar Portugal, coisa que ele bem conhecia. Vasco Lourenço é demasiado adicto e fiel ao Bridge, isso define bem as suas prioridades e a acuidade balofa dos seus pruridos tão recentes quanto insinceros. A nossa carga fiscal e a despesa do Estado foram absurdamente aumentadas muito antes de Gaspar e, que se saiba, só os apparatchiks socialistas é que enriqueceram largo, coisa de que é proibido falar, novo tabu do Regime, ocupado em ousar alguma coisa só na Madeira. Todo o Povo empobreceu. As novas PPP suicidariamente urdidas nas duas últimas legislaturas foram não apenas um crime contra os Portugueses como um escarro nas suas faces. Nada mais antidemocrático que elas. Vemos algum tipo de censura retroactiva, um impulso de censura dos Serigaitas de Esquerda, Soares ou outros?! Não. Portanto, à Esquerda não temos nobreza nem equidistância na Política, mas facção e estômagos camuflados de humanismo como poderiam estar camuflados de caca. Não existe abnegação e grandeza moral na Política. Não existem na Esquerda. Não existe Justiça, depois de se ter assaltado um Estado pela porta escancarada e despudorada da Política. A Esquerda Solista da nossa pseudo-democracia com as suas Três Bancarrotas em 38 anos não tem Cristo no modo de actuar, não O tem, quer nos interditos morais a abusos no exercício do Poder quer nos valores profundos da solidariedade social e intergeracional de que não é capaz, tão dissipadora se mostrou. Temos uma classe política parasitária e uma democracia esgotada que representa somente os interesses dos políticos de carreira, dos sindicalistas de carreira, dos negócios e vantagens habituais, bancários, advocatórios ou outros, de dentes fincados nos Orçamentos. Precisamos de outra democracia onde a Pessoa Humana esteja no centro absoluto de tudo, finalmente. Precisamos de escrutínio holístico e permanente à Política e aos Políticos. Alheamento e desânimo cívicos servem somente os propósitos assaltantes dos corruptos, agora refastelados nos seu exílios protegidos por pseudo-procuradoras e ainda mais pseudo-procuradores. Depois que é eleito pelo Povo ingénuo que ainda vota [e pelos mortos que naturalmente se abstêm], o Poder empossado corta com essa massa de estúpidos que o elegeu e coloca-se ao serviço de quem manda e de quem pode. Chegado aí, o Poder empossado não se toma de compaixão pelas Gentes, senão por uns momentos iniciais. Não faz do amor ao próximo, do serviço recto e da solicitude pelas Pessoas os princípios basilares de funcionamento do nosso Estado, a tal Constituição Implícita, mas impraticada. Nós podemos mudar essa lógica e havemos de mudá-la. Entretanto, falta à nossa Esquerda Rançosa, nos seus melindres exclusivistas e postiços, como falta à nossa Direita Sádica, na sua sanha impessoal liberalóide, uma só coisa, cristificar-se e cristificar a Política.

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