domingo, abril 29, 2012

MIGUEL, VIDA E MORTE QUE NOS UNEM

Longe dele estiveram sempre a crispação estéril e a deselegância sectária porque Miguel Portas é uma personalidade que federa os portugueses apenas com as armas da persuasão argumentativa. Uso o presente do indicativo deliberadamente. Federa-os na vida. Federa-os na morte, não fosse palavra ou conceito-chave seus, a união, que «é sempre melhor do que a divisão». Daí que mereça justa homenagem, a maior das quais um País unido contra todas as injustiças da economia e da vida social e de um Regime largamente traidor do que prometia. «Longe das lutas partidárias e dos palcos políticos, todos, da direita mais conservadora à esquerda revolucionária, passando ainda pela cultura e pelo jornalismo, se quiseram despedir de Miguel Portas, cujo corpo esteve durante a tarde deste sábado em câmara ardente no Palácio das Galveias, em Lisboa. E à porta ficaram ainda centenas e centenas de pessoas.» Nada mais justo e exemplar para o resto que nos falta fazer.

2 comentários:

floribundus disse...

tenho pena da sua morte
mas estava num grupelho que ajudou a destruir o país

Anónimo disse...

O Miguel Portas também estava ligado ao BPN?