quinta-feira, julho 26, 2012

DERRETIMENTOS EXTREMOS

A Gronelândia pode bem estar a defrontar um daqueles índices de degelo recordes que se podem explicar com as teses modernas do Apocalipse gradual e faseado por mão humana. Há quem se alarme. Há quem não se alarme. Mas quase tudo está a derreter, no planeta, em sentido literal e simbólico, especialmente, no Norte, rico. O euro-moeda derrete a olhos vistos. O euro-organização política dissolve-se sob o desdém ou a paralisia nórdicos. Alguns bancos europeus, com a historieta gravíssima da manipulação da LIBOR, ameaçam também derreter, tremer e tremelicar, sem apelo nem agravo, a braços com a Justiça, se a Justiça chegar para eles, o que seria insólito. Os Governos derretem-nos a paciência a nós com cortes heróicos sobre quem já está no limite. Governos incapazes ou impotentes para inocular esperança ou desígnio nas psiques. Governos ignorantes, desprezivos de alguma pedagogia para que os Povos que os elegeram não se sintam traídos. Isto ou mete água ou derrete. 

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