terça-feira, julho 24, 2012

REDUZIR A POBREZA COM DEMAGOGA VIGARICE

Há um problema com a Mensagem em Portugal. A Mensagem tem de ser aquilo. Não pode ser isto. Não se pode atacar as legislaturas anteriores ao [des]consulado Passos. Não se pode apontar-lhes o dedo e autopsiar-lhes a vigarice. Não se pode historiar uma vida nacional por décadas assente não num PIB forte e próspero, mas em dívida galopante e gangrenada. Hoje é verdade que empobrecemos a um ritmo sacana, mas não se pode chamar diminuição de desigualdades ao que eleitoralesca e insustentavelmente foi feito pelo Governo socialista até 2009. Não há almoços grátis nem Complementos Solidários para Idosos num Estado pré-falido e moribundo: há só chamariz eleitoral e esmola grande, digna de toda a desconfiança do santo, conforme hoje se confirma. Isso foi brincar à solidariedade, ao assistencialismo, à igualdade. Ter demagogizado aí foi, indubitavelmente também, uma causa, outra, para os nossos actuais problemas financeiros. Qualquer bancarrota nasce da sofreguidão por abarcar o mundo com as pernas: estudos para linhas de TGV, estudos para dois novos aeroportos, o da Ota, o de Beja, o de Alcochete, novas auto-estradas repetidas, RSI em roda livre, estímulo ao ócio, à inutilidade e grunhice de gerações inteiras, bem como à dependência de caciques. Conseguir reduzir a pobreza não é, de facto, qualquer coisa que um Partido de Poder em Portugal possa alardear gloriosamente de si e tivemos demasiado lastro socialista por demasiados anos. O processo de salvação dos mais desfavorecidos passaria por uma economia que não tivesse pés de barro e note-se que nem sequer o PCP ou o BE se excitaram por aí além ou se prostraram aos pés dos socialistas quando supostamente surgiram a diminuir desigualdades com adicionais fatias de dívida e acrescido descontrolo de défice que só serviriam para ganhar eleições e voltar a apertar o garrote novamente a seguir. Matar de dívida um País para dar bónus a quem de facto precisa é lindo e é fácil. Os socialistas fizeram-no. O resultado sentimo-lo agora.

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