quinta-feira, julho 19, 2012

UMA CULTURA DE ANONIMATO E PROSTITUIÇÃO

Já aqui se escreveu milhares de vezes que o único blogue a nível nacional que pronuncia e defende o nome de baptismo do Filho da Puta é o único igualmente a prostituir-se baixamente, através da baixaria da respectiva defesa de reputação. Sai mês, entra mês, entra dia, sai dia, e a estratégia é sempre a mesma: o inocentar grunho de um percurso abaixo de tosco, mais abaixo ainda de danoso a Portugal, estratégia própria da naviarra dos loucos ou do lupanar dos putas. Gasto e batido por milhares de horas de exposição mediática, ninguém pronuncia nem se refere ao Filho da Puta pelo nome civil, mas por metáforas e analogias como A Nódoa, O Encalacranço do País, a Deriva Ensandecida da Dívida, o Amiguismo como Único Fito e Desígnio, a Suprema Falácia, o Rosto do Comprometimento do Estado para largas décadas. Ora, o Filho da Puta na verdade não saiu de cena há mais de um ano. Fugiu há mais de um ano. Também não se ausentou para fora do reino de modo a que nem a sua sombra incomode os transeuntes. Deixou a sua sombra nefanda a pairar sobre cada buraco, sobre cada dívida oculta, sobre cada PPP, sobre a Parque Chular, sobre cada engenharia impotente em pagar hoje o que nos faltará indubitavelmente amanhã. Evidentemente que o referido Filho gasta os milhões que roubou. Da Puta! Evidentemente também que é impossível deixá-lo em paz sem evocar uma alcunha caracterizadora qualquer, mas nunca o nome, porque o nome é um luxo a que celerados e charlatães não têm direito até que paguem tudo o que devem e se confrontem com os factos daninhos que perpetraram e a verdade que escondem disfarçadamente com o pé. Entre Relvas e o Filho da Puta há pouco a comparar senão uma mesma cultura de partido e de poder que o Pedro Lomba caracteriza com límpido acerto. Não tendo como ponto de partida que na verdade ninguém trata pelo nome um Filho da Puta, atira-se Valupi a Alberto Gonçalves, cronista no DN, apenas por laborar singelamente sobre evidências absolutamente evidentes e de senso comum, infelizmente tarde acordado. No fim do arrazoado prostituto, em que coisa ou entidade se apoia o Supositório B para testificar a inocência falsária do Filho da Puta? No Ministério Público. Que se saiba, os únicos que rasuraram as evidências de falsificação e circo na licenciatura canhestra do Filho da Puta foram precisamente os magistrados habituais, habituais tampões, do cândido Ministério Público que muito ao de leve "investigaram", isto é, deram uma olhadela à sua "licenciatura". Esses nada encontraram e jamais poderiam encontrar algo de irregular depois de vasculharem a papelada com a venda do favor de sempre, comprometidos como estavam e estão com o evidente processo de enriquecimento milagroso e instantâneo do Filho da Puta, na sua teia complexa de comércios e favores que só um Relvas conhece bem, mas não controla, como explica, repito, Pedro Lomba. Tire-se uma peça desse castelo Lego e o castelo ruirá. Isso o MP não faria. Não fez. Não fará. Omertà que é omertà só se quebra com o sangue, nunca com a liberdade e a coragem de magistrados incrustados nos partidos e vice-versa. Portanto, do MP, nada. Não admira que todos os outros, incluindo personalidades livres, independentes, ainda que simpatizantes do PS, tenham concluído o princípio de dissolução moral e ética que um oportunista dissoluto inscreve na vida social e pública do País a cujo serviço supostamente se encontre, se nele se configurar toda a espécie de expedientes ilícitos, processos obscuros e factos indecentes. A calúnia só permanece calúnia caso esclarecimentos não sejam prestados. Se não são prestados, a calúnia indicia o que também evidencia: enriquecimento ilícito, favoritismo, decisões danosas contra o interesse público e o resto do cortejo de abusos a que o Filho da Puta e os seus filhos nos habituaram. Já não é calúnia. É dois mais dois. Um oceano de implícitos. Trata-se, por isso mesmo, de uma tragédia, como insinua Carrilho, que Ministério Público tenha fingido demonstrar que nada encontrara de falso e criminoso na "licenciatura" do Filho da Puta. Mais: como Carrilho sugere, o Partido Socialista deu efectiva cobertura a falcatruas e desmandos; o Partido Socialista foi incapaz de revelar um mínimo de decência; os militantes e dirigentes socialistas contaminaram-se de e rebaixaram-se ao comportamento moralmente abjecto de um videirinho em altíssima escala, hoje a sorver o milagre das comissões por cada prego no nosso caixão. Valupi, completamente escarrapachado, perna para um lado, perna para o outro, e sem um pano que lhe cubra o entrepernas, ousa imputar a Gonçalves e a Carrilho o dever de explicar a falsidade forjada na "licenciatura" do Filho da Puta. Não é preciso. Basta ler atentamente quanto António Balbino Caldeira exaustivamente investigou, depois lavado, enxugado e expurgado, na suposta investigação em segunda mão efectuada judicialmente. Logo, não há nenhuma suspeita. Há só certeza e cristalina evidência. E, sim, há uma indústria da calúnia, com os seus caluniadores profissionais. Mas há ainda e sobretudo uma indústria maior agregada aos partidos, PS e PSD, indústria de ladroagem e impunidade, indústria da fuga às responsabilidades, indústria do controlo de danos dos seus pelos seus, membros de um clube cujo peso professores e outros bem sentem, indústria das manobras eficazes nos meandros comprados da Justiça Venal Vergonhosa, indústria de opressão inescapável do cidadão, pois é ele que paga em dobro a espessa corrupção que perpassa o Regime e é sobre ele que se atira a factura do falhanço grotesco e traiçoeiro dos seus políticos de merda, legislatura após legislatura. Por isso mesmo, o Filho da Puta Mor escapa sempre, enquanto se queixa de perseguição, mas fica com os milhões. Filho da Puta que o seja, deixa-nos sempre os ossos. Podemos bem com caluniadores profissionais que falam do fumo e do fogo que todos inferem, implícito em cada falhanço e traição a Portugal, e são tantas. Não podemos é com Filhos da Puta nem com putos-puta como o Aspirinas, sempre do lado mais cona da retórica, extraída do cu com um fórceps especialmente concebido para o efeito. 

3 comentários:

Força Emergente disse...

Caro amigo

Texto brilhante.
Haverá outro termo melhor?
Será possivel enviar para o filho da puta?

Anónimo disse...

Engole a aspirina e cala-te corno.

Karocha disse...

Que vergonha de comentário, claro que tinha que ser um Anónimo!!!