UM CROMO CHAMADO SÓCRATES
Aparecer é mau para Sócrates. Escrever no jornal oficioso do PS, o JN, alongando-se num qualquer paleio dicotómico de Esquerda-Direita, uma bela treta, reeditar o pior estilo de Vital-Cabeça, é mau também para Sócrates. Sócrates é mau para Sócrates. Dar entrevistas e surgir nas TVs é péssimo para Sócrates. Porquê? Porque é ele. Um erro de casting. Um Santana em quadriplicado, no sentido que tem Santana para os seus detractores. Porque a credibilidade socratesina é menos que nula. O instinto feirante está esgotado e tornou-se ridicularia. Sem impacto. Porque o filão de mentiras e patranhas trasformou-se há muito em Corpus Anedotário a percorrer o país à velocidade da luz. Incrível é que este cromo, salazarento como nenhum outro após o próprio, não se enxergue. Incrível e trágico, porque quem arrosta com os efeitos e frutos da incompetência mais surda, da perseguiçãozinha mais reles, somos todos nós. Uns mais que outros, evidentemente, segundo a igualdade que isenta de avaliação as chefias públicas por nomeação política. Manchado fica o país não apenas com políticas erradas, mas com o mau carácter e crassa desonestidade operacionalizando essas mesmas políticas. Para cúmulo, denegrir o adversário, ou seja, fazer as vezes de Vital trauliteiro, é de quem não perdeu o juízo. Pois terá o efeito merecido. Rejeição completa: «O primeiro-ministro, José Sócrates, acusou hoje a direcção do PSD de ser “herdeira de um certo espírito do salazarismo”, em artigo de opinião, intitulado “Uma escolha decisiva”, publicado no “Jornal de Notícias”.»
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