segunda-feira, abril 09, 2012

NULO SILÊNCIO PERANTE CLAMOROSA IMPUNIDADE

Portugal é o que é. Um país de misteriosa cobardia institucional: aquilo que, no grau e no tom, uma PGR nos faz ou não faz diz tudo da impunidade que o Dinheiro acumulado ilicitamente paga para sua criminosa salvaguarda e dano agudo dos nossos interesses colectivos. Do ponto de vista cívico, Portugal consentiu Sócrates duas vezes. Coisa sem perdão pelos séculos dos séculos, dado o preço altíssimo que todos pagamos por um só charlatão, absolutamente desonesto e insondavelmente dissoluto. Pior ainda: Portugal consentiu um tipo de controleirismo canino, sufocante, através dos media, graças a um sistema tentactular, caro ao Erário, assente em elevadíssimo número de avenças e bocas advocatórias. Portugal consentiu-o duas vezes. As guerras mais estéreis e as confusões mais convenientes vieram por meio dos media, como manobras de diversão relativamente aos negócios e negociatas que se faziam nos bastidores, especialidade e finalidade exclusivas de esse tipo charlatão de Governo. Não temos Esquerda. Não temos Direita. Sócrates pantominava qualquer coisa, apenas para parir retórica em sermões cada um mais demagógico que o outro. Humilhava o PCP e o BE, achando substituir-se-lhes na respectiva agenda formal, enquanto deslizava no cinismo de coitos vários com os donos do dinheiro e detentores da República-para-si-PPP, disfarçando com as causas penduricalho fracturante, onde é que tinha posto o sorriso: na grande roubalheira proporcionada pela sua posição privilegiada. Não admira que o PCP cedo topasse tal trabalho cínico, destrutivo, e jamais sucumbisse a ser pago ou comprado por Sócrates, que, no geral, comprou muitos e muitas em Portugal para lhe fazerem o favor de lançar uma nuvem estéril de debates estéreis e viciados enquanto se ia roubando e entrelaçando conluios com quem hoje, graças a esses jogos, ganha pornograficamente, enquanto todos perdemos com garantida miséria e garantido sofrimento. Podem ter todos os defeitos e segregar toda a espécie de anacronismos, o PCP e o BE não se deixaram captar para a magna prostituição cretina que Sócrates, sempre cretino e sempre mentiroso, talvez engendrasse orquestrar se negociar fizesse parte do seu vocabulário onde só cabem Pote, Emboscada, Traição, Cilada e a mais deslavada avidez devorista de que há memória. Foi Sócrates que transformou o PS em Missa Negra, sectarismo na rapina, fechamento aclamativo, impossibilidade de pluralismo, esterilidade e participação. Perante este quadro de perversão global, ao PCP e ao BE, antes de mais portugueses com uma ética elementar, era notória a insuportabilidade da Situação e o urgente derrube de esse PS Cretino. No que tange a Sócrates, não havia Direita nem Esquerda. Só havia ele. Primeiro ele, depois o PS. Portugal só quando ficasse bem na fotografia. Pobres? Os pobres gerados e criados pela Mentira? Varriam-se para debaixo do tapete como os relevos e prioridades viciadas nos alinhamentos telejornalísticos amigos. E agora estamos falidos. De 2008 a 2011, qualquer notícia positiva custava muito dinheiro às hostes de spin que Sócrates pagava principescamente. Vinham de fora umas opiniões manhosas abonatórias que representavam um fugaz balão de oxigénio mijão para esse Governo Optimista como um doente terminal. Boas notícias para Portugal e para os portugueses seriam a Verdade e a Frugalidade. Tínhamos a Opacidade e a Fantasia. Tudo aquilo propalado como boa notícia cedo se revelaria nulo e largamente exagerado: qualquer coisa em que a charlatanice tocava era merdificado sem apelo nem agravo, definhava, estiolava, dava em nada porque residia no espargir de dinheiro inexistente e pouco mais. Registe-se, pois, isto: é urgente que a acção de Pedro Passos Coelho se demarque da miserável deturpação da História e da arrogante desgraça que o passado consentiu. A Verdade que nos é devida deveria correr paralelamente às suas consequências: a criminalização dos delitos lesa-Pátria praticados por José Sócrates e o bando que se esconde por detrás da política como garantia de impunidade e desresponsabilização. O País tem um ajuste de contas a operar e é duplo: dar tudo o que tenha para sair deste abismo. Dar-nos o Governo Passos o exemplo de coragem. Abra-se caminho ao apuramento e punição de crimes lesa-contribuintes sob a anteriores legislaturas. Elas confinaram na capitulação ao exterior por algum motivo. O que não tem desculpa para Gregos não pode ter desculpa para Portugueses.

1 comentário:

Anónimo disse...

Grande clarividência deste comentário.
Isto não é política,é crime.
Pena que a população se tenha estratificado em rebanhos eleitorais,deixando o patriotismo e o sentido de comunidade abandonado.