quinta-feira, novembro 15, 2012

AS PEDRADAS INCENDIÁRIAS DO DESASTRE

´«Passos, escuta, és um filho da puta!», ouvia-se ontem na rua. Muito bem, imbecis!
E Justiça contra as malfeitorias políticas passadas, não é cá servida?! Não!
E responsabilização justiciária de Mega-Ladrões?! Também não!
Sim, os direitos poderão ser, aqui e ali, atropelados e algumas ilegalidades poderão ser cometidas. Os homens falham. A tensão acumulada precipita actos impulsivos de consequências imprevisíveis e algumas aselhices policiais. É normal. Por cá, ninguém está habituado a explosões de sangue, gás, pedradas e balas de borracha. Quem, de dentro ou de fora, quiser incendiar Portugal poderá não ter nada mais a recolher senão cinzas. A CGTP está a pisar o risco, abrindo a porta a excessos contraproducentes num combate que deverá ser exemplar. Muitos Portugueses ainda não olharam olhos nos olhos o problema crónico do País, os erros em que, sob governações socialistas, laborou por demasiados anos. Até há um ano e meio, vivíamos de crédito. Crédito ilimitado, infrene, acrescido, solicitado em escalada louca, migalhas para todos, comissões chorudas para políticos na mediação de negócios ruinosos para o Estado, isto é, contribuintes. Era o socialismo a cavar o nosso desastre. Nenhum alarme nas ruas. Nenhuma angústia. Nenhuma forma de censurar o rumo desastroso. Hoje, temos Victor Gaspar fazendo o contrário, segundo um paradigma correctivo novo: dívida equilibrada e controlada; défice definido nos Tratados respeitado; economia-PIB equivalente ou superior aos gastos públicos. Meter isto na cabeça é duro porque, no ajustamento para esses desempenhos macro-económicos, sofremos na carne e no espírito. Sofremos nós. Nós. Não os que beneficiam sempre das governações, seja quem for o Partido habitual. Levaremos décadas para que a dívida pública atinja novamente os 60% do PIB, disse o Ministro das Finanças. Hoje, ultrapassa ligeiramente os 120%. A festa socialista de muitos anos errantes e errados obriga-nos agora a tremendos sacrifícios só para sairmos daqui: sabia-se que seria assim. Está a doer, mas era este o cenário anunciado. Os cortes previstos e o confisco fiscal servirão para pagar dívida pública e isso vai doer-nos e muito: impossível dar mais uma oportunidade aos que nos encalacraram e voltar a esse modelo. Temos de explorar todas as vias de saída e aprender com outros países em pré-bancarrota ou em bancarrota. Porquê? Quem foi o responsável? Não podemos permitir que as contas públicas e as coisas públicas voltem à opacidade e fingimento dos anos socratistas. 

2 comentários:

Grego disse...

Merda para a conversa. Nem sequer versa o tema em questão. Este tipo de análises revisionistas, feitas de forma crónica e de uma doentia repetição, estão ainda contaminadas de sectarismo e senilidade histéricos, inculcadas e impregnadas de uma "espécie" de ideologia (eu chamo-lhe ressabiamento) que lhes limita o horizonte temporal da analise política. Aqui, o mal desta nação de mais de oitocentos anos resume-se a um período pouco superior a oitocentos dias. Ou seja, a nossa nemesis jaz, algures, entre 2009 e 2011, porventura até terá começado logo em 2005. Mas os "imbecis" que chamam nomes ao "cutchi-cutchi" Passos (heil!), são piores ainda, pois têm a distinta lata de vasculhar no lodaçal de merda que herdamos de Mota Pinto, Sá Carneiro, Balsemão, Cavaco, Durão, Santana/Portas e agora do sacrossanto Coelho. É tanta merda, que só mesmo cabeças de merda, autistas e esquizofrenicas, conseguem encapotar com a mesma palavra: "Sócrates". Um dias destes, quando as coisas correrem mal no "vale dos lençóis", lá vai a taxa de divorcialidade aumentar às espensas do parisiense que fez "murchar" a torre eiffel!

Anónimo disse...

«Não podemos permitir que as contas públicas e as coisas públicas voltem à opacidade e fingimento dos anos socratistas. »

mas vão voltar não tenha dúvidas, assim que houver mais qualquer coisinha para surrupiar voltarão. E o pior é que este povo vai acolhé-los. Não vejo infelzmente qualquer sinal no povo português de que as coisas poderão ser diferentes. Não vejo qualquer mudança fundamental. O cinto está mais apertado é verdade, mas não me parece que os portugueses vejam para além do imediato, não creio que pensem verdadeira e profundamente nas razões de fundo desse apertar. Enfim, é esperar para ver. Espero não ter razão. Como dizia o outro "I hate to be always right"

Virginia