quinta-feira, novembro 08, 2012

JÁ NÃO SE PODE TER UM DESLIZE IMBECIL?!

Vi e ouvi atentamente Isabel Jonet a falar com toda a liberdade ao ponto de poder ferir os mais escrupulosos patrulheiros da correcção, puta-que-os-pariu. Para além de um misto de tentativa pronunciativa acerca de gestão familiar, ambientalismo familiar, sustentabilidade e realismo familiares numa economia familiar, a pobre Jonet não escapou àquela fatalidade dos que fatalizam por norma quantos passam mal e começam a passar malíssimo: ainda poderá ser pior, sugeriu. Mas em qualquer caso jamais se tratará de empobrecer muito mais: apenas de reaprender o respeito perdido por um pão ou a salvaguarda prudente do que se tem. Não é preciso uma Jonet para nos recordar isto. Agora, uma coisa é um deslize imbecil, num dia de azar ou imprudência discursivos. Outra coisa completamente diferente é a histeria acusatória dos Lavos e de outros imbecis a tempo inteiro, cuja azia e idiotia os atira para modos de insultar que não lembram aos cus a nu diante da Assembleia da República. Quanto mais grunhos, mais vácuo estridente, está visto!

7 comentários:

Anónimo disse...

puta-que-os-pariu?

Anónimo disse...

Nos tempos que correm a Sra. Jonet, presidente duma instituição que vive dos contributos anonimos de muitos portugueses, deveria adoptar uma postura discreta em vez de vir repetidamente a publico repetir o discurso do governo e dar lições de moral sobre como gerir o orçamento familiar.
Algumas notas do seu discurso (o bilhete do concerto de rock ou "os bifes todos os dias") são quase patéticos.
Isto serve de caldo cultura para muitos com o oportunismo politico que os caracteriza aproveitarem para explorar o episodio até à exaustão - curiosamente não hesitariam em elogiar a Sra. Jonet se as mesmas declarações lhes fossem favoráveis. Todavia isto não aconteceria se a Sra Jonet mostrasse mais contenção e bom senso.
Ao auto do "post": a condescendência para com os "deslizes imbecis" da sra casa mal com os insultos desbragados dirigidos ao segundo grupo. Á Sra Jonet - porque não se cala?

Anónimo disse...

Provavelmente este comentário não vai ser publicado, mas aqui vai: imbecil é v. exa que ainda defende o que não tem defesa possivel. O sr deve outro dos priveliados deste país que ache que todos os outros milhares de portugueses que lutam todos os dias por levar uma vida digna são uns idiotas. Eu gostava de viver num mundo onde todos podessem comer bife todos os dias e pudessem ir a concertos de rock ou ópera ou teatro e onde não fossem preciso que pessoas idiotas desocupadas fizessem caridade só para arranjarem o que fazer. Porque duvido que essa sra ajude com convicção. Deve ser daquelas que deve ter nojo dos pobres que ajuda e isso faz-me vómitos

Joaquim Carlos disse...

Quero acreditar que a Sra. Jonet, ela mesma, não come bifes todos os dias. Eu não como. Não posso.

A condescendência pateta da Sra. Jonet pelos pobrezinhos é irmã gémea dos escandalizadinhos com palavras. Jonet que se cale, se quiserem, mas continue a fazer o que faz melhor que ninguém.

Tias são tias. Que se há-de fazer?!

Anónimo disse...

Esta Jonet nunca me enganou.

Anónimo disse...

Discordo na interpretação do "empobrecimento". Sim, ela mencionou que se devia dar real valor á comida. Mas tornou claro que viemos acima das possibilidades, e que só com menos dinheiro se atinge o objectivo de valorizar o básico da vida.

Deslize? Ela provou desconexo com a realidade.
As pessoa a quem oferece comida, não andam a comer bifes a mais.

Anónimo disse...

... aliás, comer bifes todos os dias é pouco saudável, mas há quem ignore isso e procure comê-los sempre que possa, porque pode, nas também porque desconhece princípios básicos de nutrição saudável. Infelizmente, o peixe é bem mais caro que a carne, hoje em dia. É mais "luxuoso" comer peixe fresco que carne, embora seja mais saudável.
O problema de fundo, não tem propriamente a ver com comer carne ou peixe: é a atitude!
E bem mais grave que ostentar refeições de carne ou peixe, é a terrível baixa formação de grande parte da população, que coloca o culto da sua "imagem" como prioridade relativamente às suas reais condições económicas. A isto chamo miséria, que nada tem a ver com posses. Mas sim com formação e educação.